Com a palavra, o eleitor


| Tempo de leitura: 2 min

Depois de quase três meses de campanha oficial (com a propaganda gratuita no rádio e na TV, embora a maioria dos candidatos já estivesse se movimentando desde o ano passado) os mais de 135 milhões de eleitores brasileiros registrados junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vão às urnas neste domingo para escolher, entre mais de 21.500 candidatos, os seus novos presidente da República, governadores, senadores e deputados (federais e estaduais ou distritais). Depende agora deles a determinação dos rumos do País nos próximos quatro anos. Muitos consideram as eleições proporcionais como as de hoje uma festa da democracia, embora deva ser considerada bem mais do que uma data festiva: trata-se de um dos momentos mais importantes da vida brasileira. O eleitor tem em seu poder uma arma bastante poderosa, capaz de levar a Nação ao crescimento ou então à estagnação. Por isso, a necessidade de se votar com a consciência e com bastante cuidado, já que serão os eleitos neste domingo os responsáveis por traçar os rumos do País e dos Estados até 2014.

No Estado de São Paulo, serão mais de trinta milhões de eleitores escolhendo o governador do Estado, dois senadores, 70 deputados federais e 94 estaduais entre cerca de 3200 candidatos registrados no TSE em todos os níveis. Já a nossa região, que engloba administrativamente 23 municípios, conta com mais de 500 mil eleitores (218 mil só em Franca). E cabe a eles o que querem para todos os municípios: representantes comprometidos com os nossos interesses ou então paraquedistas que só buscam a região de olho nos votos que podem conseguir, sem que se sintam obrigados a defender as reivindicações daqui emanadas. A irresponsabilidade neste momento é capaz de atirar-nos em uma aventura que o Brasil não mais comporta — e nem merece.

Embora o eleitor brasileiro ainda não tenha a verdadeira dimensão da força de sua vontade, preferindo ‘não perder o voto’ — a maioria não vota com convicção e nem mesmo busca conhecer a fundo o seu candidato. Para muitos, eleição é loteria e, por isso mesmo, há quem passe quatro anos lamentando a sua escolha mas não busca modificar a visão que tem das eleições. É necessário um maior comprometimento dos moradores da região na real possibilidade de ampliar a nossa representatividade política, pois só assim poderemos reivindicar e cobrar as nossas autoridades. Hoje, o eleitor brasileiro tem a chance de firmar a sua posição e mostrar a sua real opinião. Os residentes na região também. Sua vontade torna-se lei ao se contar os votos digitados na urna eletrônica. Por isso, deve-se pensar, analisar e pesar bastante os prós e contras antes de se decidir por qualquer candidato. Isso será a garantia de que todo o País só terá a ganhar entre 2011 e 2014. Ao encarar a urna, a consciência do eleitor saberá o que é melhor para si, para os seus e para todos os brasileiros. É isso o que toda a Nação espera.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários