Chegou a hora. Depois de dois meses de campanha, de propaganda intensa e de muitas promessas, 218.867 eleitores vão decidir neste domingo quem serão os escolhidos para representar a cidade no Estado e em Brasília pelos próximos quatro anos.
Quinze candidatos com base eleitoral em Franca vão disputar as eleições. Poucos terão o que comemorar quando as urnas forem abertas. O cenário constatado pela última rodada de pesquisa encomendada pelo GCN Comunicação junto ao Instituto Datalink revela que são grandes as chances de Franca fazer dois estaduais, Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB).
A possibilidade de abertura de uma terceira vaga existe, mas é pequena. No âmbito federal, é grande o risco do município ficar sem representante. A situação é um pouco mais favorável a Ubiali (PSB) e complicada para Graciela Ambrósio (PP), apesar da grande votação projetada para a delegada.
A disputa para deputado estadual está estável na cidade e não se alterou desde o mês de maio, quando foi realizada a primeira pesquisa de intenção de votos. Nos quatro levantamentos realizados pelo Datalink, Gilson de Souza e Roberto Engler sempre mantiveram a dianteira na casa dos 30 pontos percentuais. Na última pesquisa, realizada entre os dias 22 e 29 de setembro, divulgada ontem,
Gilson registrou 33,3% e Engler 27,8%. A margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos. A projeção mostra que os dois deputados têm potencial para se aproximar de 60 mil votos em Franca. A linha de corte do DEM e do PSDB em 2006 foi de 70 mil votos. A vitória dependerá de uma razoável votação fora de Franca.
Na última disputa, tanto Gilson quanto Engler conseguiram estes votos. A equipe de Engler projeta 45 mil votos em cidades da região. Gilson espera ao menos 30 mil. “É importante ressaltar que não tem nada definido, mas é quase certo que Gilson de Souza e Roberto Engler continuem representando a cidade. Tudo indica que eles serão reeleitos se os números forem confirmados pelas urnas”, acredita o jornalista e analista político Corrêa Neves Júnior.
Com os 13,3% registrados na última pesquisa Datalink, Gilson Pelizaro (PT) vai alimentar a esperança de se tornar deputado até a apuração do último voto. Confirmadas as projeções, ele deverá sair de Franca com cerca de 30 mil votos. Em 2006, o deputado eleito menos votado do PT entrou com 55 mil. “Eu diria que a chance do Pelizaro se eleger é pequena, mas ela existe. Vai depender da repercussão que a campanha feita pelo presidente Lula, pedindo votos no 13, vai ter. Se os votos de legenda aumentarem o número de vagas do PT na Assembléia, não é impossível que sobre uma vaga para ele”, avalia Corrêa Neves Júnior. De qualquer maneira, Pelizaro terá que buscar perto de 25 mil votos na região, o que seria um desempenho considerável.
FEDERAL
Se o cenário para deputado estadual é otimista, as previsões para a Câmara Federal não são animadoras e apresentam risco significativo de Franca perder sua representação em Brasília. Nas eleições passadas, Ubiali foi eleito ao receber 84.175, sendo 68.050 em Franca. Se as intenções registradas pelas pesquisas se confirmarem, seu desempenho na cidade cairá e ele terá aproximadamente 50 mil votos dos eleitores locais. Mais do que nunca, uma votação expressiva fora será fundamental.
Corrêa Neves Júnior lembra que o fato de chegar em primeiro lugar não define quem vence a disputa para uma cadeira de deputado. É preciso acompanhar a votação em todo o Estado para saber qual o tamanho das bancadas. “Como o partido de Ubiali tem potenciais puxadores de votos, como Marcelinho Carioca, Márcio França e Gabriel Chalita, é possível que a bancada do PSB amplie suas atuais cinco vagas. Se isto acontecer, as chances de Ubiali se eleger vão aumentar”.
A situação de Graciela Ambrósio, do PP, é uma grande incógnita. De acordo com as pesquisas, ela poderá receber em torno de 55 mil votos em Franca. Sua equipe avalia que ela deva buscar cerca de dez mil fora. Em 2006, Aline Corrêa conseguiu entrar com 11,1 mil, mas ela foi puxada por Paulo Maluf e Celso Russomanno, que obtiveram juntos 1,2 milhão de votos. O segundo menos votado eleito pelo PP foi Beto Mansur com 67 mil votos. O panorama atual é bem diferente. Russomanno está disputando o governo do Estado e Maluf foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. Seus votos serão considerados nulos até o julgamento do recurso, o que só acontecerá após as eleições. Sem Maluf, a bancada do PP em São Paulo, que foi de cinco deputados nas últimas eleições, pode ser reduzida para dois ou um membro. “A situação do Maluf é crucial. Sua votação poderá definir e mudar completamente a bancada do PP. As chances de Graciela dependem do que irá acontecer com ele”, explica Corrêa Júnior. Tanto do ponto de vista legal, quanto do ponto de vista eleitoral, a situação da delegada está intimamente ligada a Maluf. “Na prática, ela tem que torcer por uma expressiva votação dele e, claro, pela liberação de sua candidatura. Sem isso, suas chances serão remotíssimas”.
COBERTURA
O GCN Comunicação fará uma ampla cobertura da votação em toda a cidade ao longo deste domingo e acompanhará a apuração a partir das 17 horas com a participação de cerca de 300 pessoas. A marcha das apurações poderá ser acompanhada ao vivo pela Rádio Difusora e pelo portal gcn.net.br. Amanhã, uma edição extra do Comércio da Franca vai circular com a relação dos eleitos para representar a cidade.
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