É preciso mudar o horário eleitoral gratuito


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Jornalistas Édson Arantes, Corrêa Neves Jr. e Fernanda Bufoni (a partir da esquerda) participam de sabatina do GCN: iniciativa que merece ser repetida pelo País, em benefício do eleitor
Jornalistas Édson Arantes, Corrêa Neves Jr. e Fernanda Bufoni (a partir da esquerda) participam de sabatina do GCN: iniciativa que merece ser repetida pelo País, em benefício do eleitor

Passou da hora de nossos legisladores, mais precisamente deputados federais e senadores, desconfiarem que o atual esquema do horário político gratuito, no rádio e na televisão, está superado e serve apenas para deixar o eleitor revoltado e arrebentar com a programação das emissoras. Não apenas pelo horário específico, mas também (e principalmente) pela enxurrada de spots e jingles que obrigam as emissoras a inserir em vários horários, de forma repetida, amontoada e sem despertar o menor interesse. O que desperta um pouco mais a atenção são os debates e as sabatinas, quando isso acontece. Aqui em Franca, o GCN Comunicação deu uma lição de como deveria ser feito em cada município, com os seus respectivos órgãos de divulgação programando de forma séria e profissional as sabatinas. Aí sim, pode ser mostrado um pouco do conhecimento de cada concorrente. E evitaria cenas de palhaçada como as do Tiririca e vários outros que encaram a política como brincadeira, além das de apelo erótico, como do insinuante número 69 daquela garota-candidata. E o dinheirão que se gasta com as placas e bandeiras? Servem apenas para comprometer o visual da cidade e, na melhor das hipóteses, dar um dinheirinho aos cabos eleitorais. Se os nossos legisladores não tiverem idéia melhor, convidem profissionais do ramo da comunicação para discutir o assunto. E aí pode melhorar. Ninguém agüenta mais esse modelo.

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