Debates eleitorais


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Os eleitores assistem aos debates eleitorais como quem vê uma corrida de fórmula 1. Querem saber o resultado final, mas se tiver uma batida no meio tudo ficará mais emocionante e atraente.

Os atuais debates eleitorais no Brasil se tornaram verdadeiros monólogos. Não há mais embates de idéias plausíveis a serem colocadas em prática. As regras impostas limitam os candidatos a alguns temas, deixando de ser tratados assuntos de relevância para a sociedade. Assim, por quase duas horas o eleitor apenas vê a repetição dos mesmos assuntos já exauridos durante o programa eleitoral gratuito.

Os debates, principalmente entre os candidatos à presidência do Brasil, não alcançam seus objetivos. A rede de televisão é que determina, inclusive, um horário inviável para o eleitor que têm que trabalhar no dia seguinte. Ou seja, faz como no futebol. Debate só começa depois da novela, em total desrespeito aos telespectadores. Dessa forma, não desperta atenção debate que não trás atrativo, visto que, como dissemos, trata-se de um monólogo que não irá produzir nenhuma discussão mais aprofundada sobre temas de relevância nacional; é limitado em tempo e não propicia a que todos os candidatos coloquem e defendam seus pontos de vista a respeito de um mesmo assunto, bem como sua viabilidade econômico-financeira. O eleitor não tem parâmetros, então, para analisar as propostas de todos, formando sua convicção eleitoral.

Para nós que já assistimos debates memoráveis, a exemplo de Paulo Maluf x Mário Covas, Collor x Lula, vemos que os de hoje perdem em importância eleitoral para as Sabatinas onde jornalistas conseguem aprofundar em temas relevantes que colocam os candidatos em situações embaraçosas. O GCN Comunicação, sabatinando deputados estaduais e federais, com base em Franca, bem como todos os candidatos com representação parlamentar ao governo do Estado, provou isso.

As regras utilizadas para debates são ridículas. Para que se tenha uma ideia, tiveram que contratar um matemático para ‘inventar’ uma ‘fórmula’ destinada a fazer falar todos “dentro” do tempo televisivo. Em razão disso, no último debate presidencial tivemos duas horas de ‘quase nada’, pois não foram abordados temas que, com certeza, seriam difíceis para os candidatos. Para que fique mais claro, de que adianta debate onde todos os temas a serem questionados foram objeto de reuniões entre os assessores dos candidatos e a rede de televisão, com meses de antecedência? Dessa forma as falas foram previamente estudadas para seduzir o eleitorado, não havendo surpresas nos questionamentos.

Caros leitores, os números citados nos debates como prova de profundo conhecimento não passam de ‘jogo de cena’ previamente decorado. Os debatedores mais pareceram estudantes que se prepararam para uma prova. Acreditamos que as regras eleitorais devem ser alteradas para futuros debates. Já que o Estado acaba pagando pelo horário eleitoral gratuito, deveria chamar para si, através do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, a responsabilidade de organizar debates adequados, em rede nacional, em horário nobre (entre 20 e 22 horas), com perguntas previamente enviadas por jornalistas identificados e sorteadas no momento do debate. Enfim, o voto consciente e responsável é a maneira de darmos a nossa contribuição para a busca de um país melhor. Vamos exercê-lo, hoje, com sabedoria!

DEBATE ELEITORAL II
O último debate eleitoral promovido por rede de televisão, descumpriu e ultrapassou os limites de horário autorizado pela legislação eleitoral pois terminou aproximadamente aos 25 minutos do dia primeiro de outubro. A legislação eleitoral é clara ao determinar que nas 48 horas que antecedem às eleições é vedada a propaganda política. Assim, o dia 30/09/2010 (quinta-feira) até às 24 horas foi a data limite fixada. Inclusive para debates, a Resolução nº 22.452/2006 do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, ratifica o cumprimento das 48 horas. E agora? Será que por ser uma grande rede de televisão juntamente com os principais partidos e candidatos nada será feito em razão do descumprimento? Com a palavra o TSE.

INSEGURANÇA ELEITORAL
Continua o impasse. Depois de dois dias de julgamento, o STF - Supremo Tribunal Federal, não conseguiu desatar o verdadeiro ‘nó jurídico’ que provocou ao chegar num empate de 5 votos a favor e 5 contrários, não decidindo assim, se a chamada Lei da Ficha Limpa vale ou não nas eleições de hoje. Dessa forma, eleitores não sabem com antecedência, se determinado candidato está ou não na disputa eleitoral, o que provocará insegurança para a definição dos eleitos. Para os cálculos eleitorais, antes do julgamento definitivo do STF, não há como saber se os votos dados a candidato que encontra sob julgamento serão considerados válidos para efeitos de determinação do quociente eleitoral. Coisas do Brasil!

PARA QUE SERVE O TÍTULO ELEITORAL?
Desde crianças, sabemos que título eleitoral deve para ser levado e apresentado nas seções eleitorais no dia das eleições. Agora, de última hora, resolveram que não é necessária a apresentação para se votar. A Justiça Eleitoral, num trabalho inócuo, divulgou que imprimiu mais de 3 milhões de títulos de eleitor que foram extraviados ou perdidos. Assim questionamos: para que serve mesmo o título eleitoral?

FRANCA PODERÁ TER UM SENADOR?
Após a apuração das eleições poderemos responder!!!

 

Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário -

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