Franca não vive mais somente da indústria do calçado. Há pelo menos cinco anos, o setor industrial da cidade tem ganhado novos ramos com o surgimento de empresas dos mais variados segmentos. Desde fábricas de confecção, torrefação de café, doces e refrigerantes até molas, cata-ventos, máquinas, colchões, ancoradouros e, inclusive, aviões.
Secretário de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira disse que a mudança começou com a crise da indústria calçadista em 2005 e ganhou maior impulso com as fábricas de lingerie. “É uma forma da economia ficar menos exposta às oscilações mercadológicas. Era necessário outras atividades para que a cidade pudesse suportar a queda do sapato”.
Segundo o secretário, além da indústria de lingerie outra que tem se destacado é a de vestuário, com enfoque para os uniformes e roupas de segurança. A cidade também tem registrado o crescimento de empresas alimentícias, como fábricas de doces, chocolates, refrigerante, massas e de torrefação de café. “A vedete ainda é a lingerie, apesar das fábricas de uniforme terem surgido primeiro. Mas mesmo com toda essa diversificação o setor industrial perdeu espaço para os setores comercial e de prestação de serviços. Hoje são eles que estão mais fortes”, disse Alexandre.
O secretário também informou que existe na cidade seis empresas da área de cosméticos (cremes, xampus, colônias e sabonetes líquidos) e uma forte indústria de borracha, sola, plástico e metalúrgica.
Um exemplo é a Flexmol que há seis anos trabalha na fabricação de molas de diferentes tamanhos para setores como o agrícola e o calçadista. O proprietário Gustavo Mendes Fernandes diz que por mês são fabricadas em média 20 mil unidades. A produção é por encomenda. A indústria fica no Distrito Industrial.
Já no Bairro Cidade Nova funciona desde uma fábrica de aerogeradores (cata-ventos que geram energia com a força do vento). Desenvolvidos pelo engenheiro mecânico e pesquisador francano Egberto Rodrigues Neves, a empresa produz um equipamento a cada 90 dias, mas planeja para 2011 fabricar até quatro peças por mês. Recentemente uma unidade foi vendida ao ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Com clientes em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e os estados do Nordeste, onde há melhor potencial de geração eólica, o empresário quer cada vez mais conquistar novos mercados e investir na industrialização dos equipamentos na cidade e, com isto, gerar empregos para mecânico, torneiro, soldador, técnico em eletrônica, eletricista e até designers.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.