Momentos de decisão


| Tempo de leitura: 3 min

Há momentos na nossa existência nos quais somos convocados para tomar decisões difíceis. Aí nos vemos como que numa encruzilhada. A decisão há de ser tomada e é nessa hora que devemos contar com a experiência que acumulamos até o presente. Também para nos ajudarem, vêm os conselhos dos nossos verdadeiros amigos, aqueles querem o nosso bem. Acorre, em nosso favor, a inspiração do nosso amigo espiritual, sempre a nos insuflar o desejo da melhor escolha. No entanto, a decisão é nossa e por ela somos os únicos responsáveis perante a Lei Divina. Daí a importância de que a decisão seja ponderada, amadurecida, consciente, para podermos, verdadeiramente, escolher o melhor.

Se a escolha for baseada em valores morais, com a perspectiva da sobrevivência espiritual, redundará em sucesso. Também, não pode faltar a confiança na Divina Providência, que a tudo comanda e a tudo supervisiona, sempre agindo em nosso favor, com misericórdia e amor. Não nos esqueçamos, nestes momentos, das sábias palavras de Emmanuel: ‘Muitas vezes, alguns minutos no prazer demandam séculos de reparação’. Não que signifique crueldade da Lei! É que, como há múltiplos fatores e pessoas envolvidas nos nossos atos, até que tudo se encaixe para o devido reparo, muito tempo há que ser decorrido. Portanto, muito cuidado na hora da decisão. Sem que queiramos nos transformar em juízes da conduta alheia, que esse não é nosso papel, tomamos ciência, pelo jornal Folha de São Paulo do último dia 17, de um casal de idade já avançada, ele com 86 e ela com 79 anos, que resolveu pôr fim à sua existência, cometendo o suicídio. O que terá levado o casal a tomar tão drástica decisão? Terá sido por amor, não querendo se separar pela morte que se aproxima? Será pelo surgimento de uma doença incurável em um dos cônjuges, ou em ambos? Será por abandono dos familiares? Seja por que motivo for, a decisão pelo suicídio não é a indicada para o caso. Com o suicídio, na esperança de que se encontrariam no mundo espiritual, cometeram um grande engano, porquanto, certamente, não irão para a mesma situação espiritual. Cada um dos cônjuges irá para uma situação particular compatível com seu estágio evolutivo, agora marcado pela decisão do suicídio.

Segundo o que nos ensina a Doutrina Espírita, o casal não se reencontrará no mundo espiritual de imediato. Estarão ambos na espiritualidade mas não conviverão porquanto contrariaram a Lei de Deus. Um caso semelhante é narrado por Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, com o título “Duplo suicídio. Por amor e por dever”.

A leitura deste caso muito esclarecerá aqueles que, erroneamente, veem no suicídio a solução para seus problemas. Podemos, ainda, em conclusão, citar o livro de Helena Carvalho, Não se mate. Você não morre.

Trazendo estas observações para nossa vida em sociedade, amanhã, nas urnas, praticaremos importantíssima ação decisória que resultará no País melhor que sonhamos. Ou não. O conceito é o mesmo: como há – e repito – múltiplos fatores e pessoas envolvidas na forma com que exercitaremos o que nos compete, devemos agir com equilíbrio, ponderação e consciência cidadã.

Caso contrário, até que tudo se encaixe para o devido reparo, muito tempo há que ser decorrido.

Felipe Salomão
Diretor do IDEFRAN - Instituto de Divulgação Espírita de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários