A marchinha de carnaval diz “É dos carecas que elas gostam mais”. Mas ainda há controvérsias sobre esse ponto. A verdade é que, mesmo se as mulheres gostem ou não dos carecas, muitos se incomodam com a calvície. Para a dermatologista Andrezza Camarinha, o termo careca é uma forma carinhosa de brincar com a calvície. Ela destaca que a queda de cabelo pode também derrubar a autoestima.
A calvície propriamente dita tem origem hereditária - resulta da ação genética que faz com que os homens tenham mais probabilidade de ficarem calvos. “Na calvície propriamente dita ocorre mais do que queda, há uma tendência à diminuição de fios que ficam progressivamente mais finos e claros até se transformarem em pelo tipo velus (penugem). Isso depende diretamente do tipo e da quantidade de genes para calvície que o indivíduo possui”, afirma a dermatologista.
Não é possível determinar o espaço de tempo entre a fase de miniaturização dos fios até a calvície total. A queda dos fios pode aparecer em qualquer idade, algumas vezes logo no início da adolescência, agravando-se no decorrer dos anos até a vida adulta, entre os 25 e 30 anos, e também na fase de envelhecimento, a partir dos 50 anos.
Segundo a organização Bald-Headed Men of America (BHMA) - os homens carecas da América -, estima-se que haja dois bilhões de pessoas calvas no mundo (5% são mulheres). Já no Brasil, são 40 milhões. A dermatologista Andrezza completa que a pessoa, ao notar que o cabelo está em queda e que nasce mais fino e menos vigoroso, deve consultar um especialista, para que o tipo de problema seja detectado e o tratamento se adeque ao seu tipo de cabelo.
Porém, ela alerta que ainda não existe uma forma eficaz que garanta 100% de sucesso no combate à calvície. Entretanto há medidas que podem ser tomadas para tentar controlar a queda dos cabelos. Uma delas é a limpeza do couro cabeludo com xampus apropriados de ph neutro. Outras soluções são os tratamentos com medicamentos via oral e para aplicação sobre o couro cabeludo, além dos implantes de cabelo.
Os carecas famosos
Não é difícil encontrar provas de que há, sim, homens que fazem sucesso com sua careca. É o exemplo do ator cinquentão Bruce Willis, além de Ami Jones, o tatuador do reality show Miami Ink. Também há as cabeças peladas nacionais como: Paulo Zulu, modelo e ator; José Padilha, o diretor de Tropa de Elite; Marcelo Tas, apresentador do CQC; e os esportistas Ronaldo Nazário, atacante do Corinthians, e o ex-nadador Fernando Scherer.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.