A Funerária São Mateus a partir de hoje está proibida de funcionar. Por determinação publicada em decreto pela Prefeitura de Franca, a empresa não pode exercer qualquer atividade do setor, como venda de planos e urnas, preparação e remoção de corpo e realização de velórios. O descredenciamento ocorre, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, porque a funerária deixou de cumprir ao menos três exigências necessárias para exploração do serviço público no município. O processo administrativo estava em andamento há um ano e meio.
Entre os problemas que resultaram no fechamento do estabelecimento por parte da Prefeitura estão a existência de uma frota em más condições - a exigência é que os veículos sejam zero quilômetro ou tenham no máximo cinco anos de uso -, instalações físicas inadequadas e o não atendimento das normas de higiene na conservação dos corpos. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a funerária apresentava irregularidades na preparação dos mortos.
As denúncias que levaram à investigação dos procedimentos da empresa, também segundo a Prefeitura, revelam que o comportamento na guarda dos corpos durante a remoção, não era condizente ao esperado. Proprietário da São Mateus, Eronis Cândido Silva nega que haja problemas e disse que não cumprirá a determinação.
A assessoria de imprensa do município afirmou que, antes da publicação do decreto, o estabelecimento já havia sido notificado mais de uma vez a realizar as mudanças, porém não tomou as providências no prazo estabelecido. A partir de agora, as fiscalizações a respeito da proibição do serviço pela funerária ficarão sob responsabilidade das Secretarias de Urbanismo (Divisão de Obras e Posturas), Finanças (Divisão de Assuntos Fazendários) e de Saúde (Vigilância Sanitária).
O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, informou que caso a funerária descumpra o decreto e funcione, o local deverá ser interditado e lacrado pela Vigilância Sanitária.
PASSADO
Em março de 2008, a Funerária São Mateus abandonou um cadáver no prédio do antigo IML (Instituto Médico Legal), que estava desativado no Cemitério Santo Agostinho, por supostamente não ter sala adequada de preparação para mantê-lo até a liberação do médico legista. O ato revoltou os jardineiros do cemitério que almoçavam no local onde o corpo foi deixado.
Na ocasião, a prefeitura informou que a funerária já teria adotado procedimento semelhante há dois meses e que um procedimento administrativo havia sido aberto.
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