A crise de identidade da Francana será colocada em teste das 19 às 21 horas de hoje, com a eleição para presidente que não teve um candidato. O clube não anda equilibrado, enfrenta ações que ultrapassam bem mais que uma centena de cobranças judiciais, há um grande descrédito por parte de torcedores e autoridades do município, além do desinteresse do próprio sócio pela agremiação.
Todos esses problemas serão discutidos pelo conselho deliberativo, formado por 21 pessoas. O órgão é o responsável por definir qual será o futuro da Veterana a partir de 2011. Como não há candidato a presidente para ser escolhido ou aclamado, algumas opções são cogitadas: marcar nova data para inscrição de chapas; prorrogar o mandato do atual mandatário, José Servino Braga; ou definir um colegiado “tampão”.
A opção preferida e já discutida pelos conselheiros parece ser a permanência de José Servino Braga, eleito em 2007 (agora ele está em seu segundo mandato e, pelo estatuto, não é possível a reeleição para um terceiro) em uma situação semelhante a que se encontra o clube atualmente.
Naquele ano, não houve candidato e o então mandatário, José Lancha Filho, foi aclamado para permanecer no cargo. Contudo, ele mudou de opinião e abriu espaço para a eleição. Novamente não houve inscritos e o nome de Braga foi escolhido pouco antes do pleito e aclamado pelo conselho.
Em 2010, para evitar a mesma situação da eleição passada, o conselho tentou motivar os sócios a participarem mais ativamente da vida do clube. Só que no recente recadastramento para as mais de 5 mil pessoas que possuem títulos, apenas 52 confirmaram seus dados na secretaria da agremiação. O procedimento de recadastro até anistiava dívidas passadas e mesmo assim não empolgou. “Como convocamos eleição e não houve candidato, acho que se tiver alguém com uma proposta concreta, com garantias, vamos submetê-la ao conselho. Talvez possa ser montada uma empresa para gerir o futebol. O que a gente não pode é cometer novos erros”, disse o presidente do conselho deliberativo, Fahim Youssef Issa Neto, elencando hipóteses para a condução da Francana.
O delicado cenário em que se encontra o clube gerou desmotivação de eventuais candidatos ao cargo de presidente antes interessados no posto. “Infelizmente nesses próximos cincos anos ela (a Francana) vai sair do mapa”, estimou o empresário Emílio Raiz, que pretendia compor chapa para presidir a Veterana.
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