Vivemos a semana das eleições. No domingo, 3 de outubro, a gente vota. A propaganda no rádio e na TV será exibida até a quinta-feira (três dias antes do pleito), conforme determina o calendário eleitoral. Naquele dia também terminam os comícios. Até sexta-feira os candidatos poderão publicar anúncios em jornais e revistas. No sábado ainda poderão fazer a propaganda através de carros de som e participar de caminhada, carreata, passeata e distribuição de material de propaganda política. No domingo (3 de outubro), tudo estará proibido para que o povo possa votar livremente.
Neste ano tivemos uma campanha relativamente curta. Embora os candidatos já se movimentassem antes o processo só foi deflagrado depois da Copa do Mundo e se consolidou com o início da propaganda no rádio e na TV, ocorrido a 17 de agosto. Dentro das limitações impostas pela própria lei, os candidatos apresentaram suas propostas e hoje temos um quadro crítico constituído. Para as candidaturas majoritárias (presidente, governador e senador) é fundamental a atuação dos marqueteiros, que ganham rios de dinheiro para vender uma boa imagem de seus clientes-candidatos. Os candidatos proporcionais (deputados federais e estaduais) correm pela própria sorte e em esquemas mais pessoais.
Ao eleitor fica a tarefa de decidir quais das propostas apresentadas são verdadeiras e, entre as verdadeiras, as que melhor atendem seus interesses de cidadão. É preciso analisar se há dinheiro suficiente para executar as bonitas obras que alguns prometem. Se executadas, essas obras são do interesse do próprio eleitor. Ao eleitor de São Paulo, a exemplo, pouco ou nada interessará a solução dos problemas do Nordeste, assim como ao nordestino nada representará resolver as questões paulistanas. Também há que se prestar muita atenção nas celebridades que se apresentam como candidatos. É preciso ver se o jogador de futebol, o cantor ou o humorista tem condições de atuar na política com a mesma competência que o fez famoso na profissão. Se tiver, até pode merecer o voto.
A eleição e único momento em que o povo tem a oportunidade de influir no destino do Pais. Se conseguir dar seu voto a quem melhor possa atender seus interesses, poderá viver dias melhores. Se errar, terá de esperar mais quatro anos para corrigir o erro. Assim é a democracia. À cada eleição o povo dá carta branca para os eleitos governarem em seu nome.
Agora é o momento de fazer a diferença e escolher aqueles que mais se pareçam com os nossos interesses. O momento do voto é de absoluta liberdade. O eleitor pode votar em quem bem entender sem ter que dar satisfações a quem quer que seja. Por isso, deve pensar exclusivamente na escolha de candidatos que possam garantir melhores condições para a sua vida e daqueles que o cercam...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
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