Candidato ao governo do Estado tem à disposição uma estrutura inferior à da maioria dos deputáveis por Franca.
Esqueça o jatinho para percorrer o Estado. Cabos eleitorais para ajudar no corpo a corpo com os eleitores, nem pensar. Investimento milionário para tocar a campanha é realidade apenas dos adversários. Igor Grabois, candidato ao governo do Estado pelo PCB, tem à disposição uma estrutura inferior à da maioria dos deputáveis por Franca. Sua campanha é quase amadora. Ou como ele diz, é pés no chão.
Grabois fez divulgação na cidade ontem. Russomano veio de monomotor. Skaf e Alckmin, de jatinhos. O trio estava acompanhado de assessores e foi recebido por dezenas de simpatizantes. Ele veio de Cometa, passou a madrugada viajando e chegou na rodoviária às 6 horas. Estava sozinho. Na cidade, recebeu a ajuda de dois integrantes do partido durante visitas aos órgãos de imprensa.
O candidato faz quase tudo sozinho: é o próprio marqueteiro, divulgador, panfleteiro e responsável pela agenda. Como não dirige, os deslocamentos pelo Estado se tornam ainda mais difíceis. No domingo rodou 340 quilômetros com o apoio de um amigo. No escritório central de campanha, em São Paulo, trabalham uma assessora de imprensa e outras cinco pessoas. Essa é sua equipe. Sua campanha custará R$ 50 mil. Igor Grabois não tem ilusão de ganhar as eleições. Ele se candidatou para ser uma “opção” de esquerda.
ROUPA TROCADA
O paletó usado por Geraldo Alckmin durante a sabatina do GCN não era dele. Na véspera, o candidato foi almoçar em um restaurante com Sidnei Beraldo (PSDB), seu coordenador de campanha e acabaram trocando as peças na saída. Alckmin só percebeu a troca quando desembarcava do avião em Franca. Sem tempo para reposição foi para a entrevista com o paletó do amigo. A gafe foi revelada pelo próprio candidato num dos intervalos: ‘Veja como eu estou espremido. Se eu contar o que aconteceu, ninguém acredita’.
SPA ELEITORAL
Alckmin tem visitado uma média de três a quatro cidades por dia. O roteiro é basicamente o mesmo em todos os lugares: entrevistas, comícios e caminhadas. Raramente há tempo para uma refeição adequada. Em Franca, tomou apenas água, café e água de coco. Durante a passagem pelo Centro de Franca, pesou-se em uma farmácia. Estava com 78 quilos. ‘Campanha é um verdadeiro spa. Já perdi quatro quilos’.
CONFORTO PARA OS PÉS
Aloízio Mercadante, candidato do PT, disse na sabatina do GCN que só usa sapatos feitos em Franca. Os fabricados pela Opananken são os preferidos. Após a entrevista, foi presenteado com um par da marca por um amigo.
SABOR IRRESISTÍVEL
Mercadante fez caminhada e um discurso improvisado sobre os bancos da Praça Barão. Depois, experimentou um café em uma lanchonete. O candidato deixou de tomar a bebida em 1989 após uma intoxicação. Só havia experimentado um cafezinho antes deste, em Franca, durante visita à Bolsa do Café em Santos. ‘Não resisti ao cheiro’.
DEIXA QUE EU PAGO
Quem também levou um calçado novo para casa foi o deputado federal Duarte Nogueira. Adquiriu um sapatênis e calçou na hora, dispensando o sapato velho. A exemplo do que fez Geraldo Alckmin, o candidato pagou R$ 148 com o cartão de crédito e pediu a nota fiscal paulista. Também sobrou para Nogueira a conta dos cafés que a comitiva tucana tomou no Centro. Ao deixar o local, brincou que o prefeito Sidnei Rocha é quem deveria pagar. ‘Quando ele for a Ribeirão, a conta será dele’. E lá, vai ser no Pinguim.
QUERIDINHO
A cúpula local do PSDB não esconde que Duarte Nogueira é o seu candidato preferido. No dia 4 de setembro, Nogueirinha veio à cidade para a inauguração do comitê. Sexta-feira voltou para a sabatina de Alckmin. Está cotado para assumir a Secretaria de Agricultura em caso de vitória tucana.
TUCANOS AUSENTES
Tem causado irritação no ninho tucano as ausências dos vereadores Jépy Pereira, Rui Engrácia e Marcelo Valim na campanha. Nenhum dos três participou do ato de apoio a Alckmin, na sexta-feira.
SAI DO MEU PÉ
Fato inusitado aconteceu com Sidnei Rocha (PSDB) em rua quase deserta de Restinga, quarta-feira. Quando se preparava para uma carreata em favor dos candidatos de seu partido, foi chamado do outro lado da pista por um eleitor que queria abraçá-lo. Ao retornar, um Monza parou em cima do seu pé esquerdo. Enquanto o motorista sorria e acenava, o prefeito gritava: ‘sai do meu pé, sai do meu pé’. Alertado por assessores da mancada, o motorista arrancou e foi embora. Mesmo contundido Sidnei Rocha fez a carreata, mas passou parte da noite colocando gelo nos dedinhos.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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