Candidato a governador de SP, Igor Grabois (PCB) visita Franca


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REPRESENTANTE DA ESQUERDA - Luiz Neto, gestor de Relações Corporativas (à esquerda), conversa com Igor Grabois durante visita à sede do GCN: “O que importa para o PCB é trazer uma mensagem diferente”
REPRESENTANTE DA ESQUERDA - Luiz Neto, gestor de Relações Corporativas (à esquerda), conversa com Igor Grabois durante visita à sede do GCN: “O que importa para o PCB é trazer uma mensagem diferente”

O candidato do PCB ao governo do Estado, Igor Grabois, fez campanha em Franca ontem. Ele visitou órgãos de comunicação e fez panfletagem. Sem recursos financeiros, espaço restrito na mídia e com aparição de 40 segundos no horário eleitoral, ele admite que contrariar as pesquisas e surpreender no dia 3 de outubro é improvável. “Não tenho ilusão de chegar ao segundo turno. Não saímos com esta pretensão”. A ideia é se apresentar como uma alternativa de esquerda. Foi o sexto postulante ao Palácio dos Bandeirantes a passar pela sede do GCN nesta corrida eleitoral.

Igor Grabois é professor universitário e economista. Ele ingressou no PCB em 1989. É ativista dos direitos humanos e anistiado político. O candidato não aparece nas pesquisas de intenção de voto e faz uma campanha com pouca estrutura. A equipe não chega a dez pessoas e o investimento para a divulgação deve ficar na casa dos R$ 50 mil. “Nossos principais problemas são a questão financeira e um certo bloqueio da mídia. Temos tido mais espaço nos órgãos regionais do que na grande mídia”.

O candidato veio a Franca sozinho. Tito Flávio Bellini e Wellington Diego Ponce, membros do diretório municipal do PCB, o acompanharam nas visitas à imprensa local. Além das entrevistas, a agenda de Grabois previa reuniões com militantes do partido, visitas a sindicatos e panfletagem nos terminais de ônibus do Centro e Estação. Ele é realista ao falar sobre suas chances. “É um campanha muito difícil, mas quem decide é o eleitorado. Estamos apresentando nossos propostas. Divulgar ideias e mostrar a cara do PCB é importante, mas o grau de interlocução política tem sido mais valioso. Nossa campanha tem um lado: somos um campo à esquerda, é uma opção”.

A divulgação da candidatura se dá por meio de diálogos com sem-terra, setores sindicais, trabalhadores organizados e grupos de moradores envolvidos em reivindicações diversas. “Queremos construir o poder popular, que é a participação direta das pessoas na tomada de decisões sobre as prioridades de políticas públicas. A solução dos problemas do povo, dos trabalhadores, está nas mãos dos próprios trabalhadores. Esta é a nossa mensagem”.

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