Em três anos, o Fundo Municipal do Meio Ambiente em Franca acumulou quase R$ 631 mil. Os recursos são fruto de ações como a que envolveu a empresa Poços de Caldas e pagamentos de multas por lançamento de lixo em locais inadequados. A criação de animais silvestres em cativeiros também gerou recursos para abastecer o Fundo.
O destino de R$ 400 mil do montante já foi definido pelo conselho gestor. O valor será usado para comprar uma viatura para a Polícia Ambiental realizar palestras educativas em escolas das zonas urbana e rural; uma viatura de coleta de sementes em propriedades rurais para conservar espécies de flores da região; material para cercar o Jardim Zoobotânico, no Bairro City Petrópolis, e para contratar uma equipe de especialistas para realizar um estudo aprofundado das nascentes do Rio Canoas. “Esse trabalho demorará um pouco mais porque é necessário contratar profissionais para fazer o levantamento. A compra dos demais equipamentos aguarda os processos de licitação”, disse o promotor de Justiça, Fernando de Andrade Martins.
Segundo ele, o Fundo do Meio Ambiente deve sofrer acréscimos nos próximos meses com a cobrança de indenização de duas construtoras. As empresas são responsáveis por obras em escolas na cidade e foram flagradas no início deste mês depositando os resíduos da construção em locais inadequados. “Uma das empresas estava despejando os resíduos em praça pública e a outra numa chácara particular ao lado de um córrego. Cobraremos delas reparação ambiental. Uma das construtoras tinha acordo anterior firmado com a Promotoria de pagar R$ 1 mil por cada lançamento de resíduo irregular que fizesse e isso deverá ser cobrado”, disse o promotor.
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