Conseguir medalhas e se destacar em competições nacionais de categoria de base não garante nenhum atleta em uma seleção brasileira. Na última Paraolimpíada Escolar, realizada no começo deste mês, dois nadadores francanos subiram, juntos, no lugar mais alto do pódio em oito provas e chamaram a atenção da CPB (Confederação Paraolímpica Brasileira), mas para eles se transformarem em representantes da nação ainda falta muito.
Luiz Gustavo Luz, 17, e Guilherme Batista Silva, 15, só deram o primeiro passo, avaliou o coordenador da seleção de natação da CPB, Gustavo Abrantes. O primeiro nadador foi o que melhor rendeu na competição realizada em São Paulo, ao conquistar cinco medalhas. Apesar do resultado, Luiz Gustavo está fora do cenário nacional e corre o risco de ser um prodígio esquecido.
A falta de uma melhor estrutura e patrocínio para treinos e participação em competições com atletas do restante do Brasil - a principal disputa é o Circuito Caixa - engessa o potencial dos atletas francanos. “Com 17 anos é preciso estar competindo no circuito. Aparecer uma vez por ano em uma competição escolar e não aparecer na principal disputa nacional é uma explicação (para a falta de visibilidade do atleta na seleção)”, explicou o coordenador da CPB.
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