Osmarin Nascimento Santos morre aos 67 anos e deixa saudade


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Osmarin foi sepultado no Cemitério Santo Agostinho
Osmarin foi sepultado no Cemitério Santo Agostinho

Morreu no dia 21 na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, Osmarin Nascimento Santos, aos 67 anos. Sua morte surpreendeu a família e o grande círculo de amizades que possuía. Em março deste ano, após sofrer uma queda e quebra de fêmur, Osmarin foi submetido v à várias cirurgias, procedimentos que suplantou com determinação e força. Conseguiu se recuperar totalmente. Estava muito feliz na quinta-feira, 16, quando recebeu alta médica e foi autorizado a se locomover utilizando-se apenas de uma bengalinha.

“Para quem sempre gostou muito de caminhar, voltar a andar foi o melhor dos presentes”, disse sua filha Renata, repórter deste GCN. “Chegou, inclusive, a iniciar preparativos para ir pescar com amigos em rancho da região de Cássia (MG), hobby que adorava, prevendo a viagem para o dia 24. Não a fez”.

No sábado, sentiu-se mal, com problemas respiratórios. Teve diagnosticada uma virose e iniciou tratamento. Não melhorou. Na terça-feira, 21, foi internado na Santa Casa e, imediatamente, levado à UTI com constatação de pneumonia. “Meu pai, com grave quadro de insuficiência respiratória, não suportou. Morreu apenas três horas após a internação”.

A dor e a surpresa vitimaram também cada integrante do largo círculo de relacionamento que Osmarin fez durante sua vida. Natural de Guapuã (atual Cristais Paulista), conheceu em Franca Maria Modesto Santos. Casaram-se e tiveram 49 anos de matrimônio feliz, tornando-se pais de Regina, casada com Marciel dos Santos; Reinaldo, divorciado; Osmarin Filho, Rosângela, casada com Antônio Carlos de Oliveira; Renata, casada com Itamar Rodrigues e Ricardo, casado com Rose. Foram, também, avós de Edmo, Priscila, Kelly, casada com Alexandre Andrade; Karla, Kamila, Reinaldo Jr., Luan, Lara, Lucas, José, Daniela, Daiana e Ricardo.

Foi garçon e gostava imensamente de sua profissão. Guardou com carinho centenas de fotos das épocas áureas dos grandes bailes de carnaval do Clube de Campo da Franca (de onde, aliás, foi também zelador, residindo no clube entre 1968 e 1975, ao lado de sua mulher). Não com frequência, atuou também em eventos do Castelinho.

Na cozinha, fazia apreciado feijão tropeiro, arroz carreteiro e torresmos, mas eram seus quibes crú e frito que faziam a alegria da família. Guardava a sete chaves as receitas que havia desenvolvido nos tempos de garçon e em dois estabelecimentos comerciais que manteve por mais 20 anos, um no Jardim Paulista e outro na Avenida Flávio Rocha, imediações de sua residência.

Nas manhãs e em oportunidades que o trabalho permitia, andava. “Adorava caminhar porque isso lhe proporcionava encontrar suas amizades e bater papo”, disse Renata.

A família, que se tornou numerosa, reunia-se mensalmente para longas conversas e convivência, sempre em torno de bons pratos. No comando, Osmarin e Maria garantiam os quitutes e o paparico aos netos. “A forma com que papai se foi é difícil de aceitar. Jamais estaremos preparados para perder alguém que a gente ama, mas aconteceu a a gente tem que aceitar”, disse Renata.

O corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu no dia 22, no Cemitério Santo Agostinho.

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