Um ano


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Completo neste mês de setembro um ano como articulista deste Comércio da Franca. Inaugurei os meus escritos exatamente em 22 de setembro de 2009, com o artigo ‘Sorte ou Profissionalismo’. Naquele texto examinei os expressivos resultados obtidos pelo treinador Dunga à frente da seleção Brasileira.

Quando escrevi, ele havia conseguido resultados marcantes para um treinador totalmente inexperiente. Ponderei, porém, que o coroamento do seu trabalho se consolidaria com a vitória na Copa de 2010. Infelizmente para ele e para o povo brasileiro, o hexa não veio.

Nesses 12 meses, ousei escrever sobre diversos assuntos e confesso que fiz grandes amigos. Foram 51 artigos publicados na página A-2 do Comércio, todas as quintas-feiras. Ocupei espaço com muita alegria para mim, na mesma página da Objetiva deste jornal e de artigos da competente professora Nadir Ap. Cabral Bernardino.

Procurei tratar de assuntos variados, usando da liberdade de expressão que me foi concedida. Tratei de esportes, literatura, comportamento, quotidiano, política, reforma agrária, medicina e saúde, sistema prisional, Direito, Justiça, Defesa do Consumidor, religião, atualidades, ética e moral, economia, turismo, impunidade, música, ecologia, dentre outros temas amenos e polêmicos. No plano religioso, com muito critério e absoluto respeito, também procurei repercutir os chamados Evangelhos Apócrifos de Tomé e Judas.

Pude também externar meu afeto pela minha cidade natal e seu povo. Cássia, a cidade ‘comprida como uma fita e doirada como um vitral’, na feliz expressão do poeta Paulo Gama, foi enaltecida e destacada em pelo menos duas oportunidades. Porém, na mesma medida, destaquei o meu apreço e o meu reconhecimento à cidade de Franca. Esta cidade e seu povo me adotaram incondicionalmente. Aqui me firmei como profissional. Aqui nasceram as minhas filhas Rafaela e Larissa pelas mãos do competente Dr. Reinaldo da Costa Ribeiro. Infelizmente em algumas oportunidades fui obrigado a falar de pessoas amigas e importantes na minha vida e que partiram para a ‘sombra indefinida’. Dentre eles, Dr. Alfredo Palermo, João Baldoíno Neto, Manir Latuf, Bernardo Valente e meu avô Septímio Salerno. Falar deles amenizou a saudade.

Não posso deixar de registrar, também, um agradecimento à direção do GCN Comunicação, nas pessoas de D. Sônia e Júnior. Também, agradeço de coração ao Luiz Neto, editor de Opinião deste Comércio, que além de grande incentivador, foi o revisor dos meus escritos. Como advogado, transito com alguma desenvoltura pela escrita jurídica. Porém, tenho me esforçado para aprender, especialmente com ele, a chamada linguagem jornalística.

Ainda neófito, óbvio que desagradei muitos. Porém, estejam certos que me esforcei para fazer o meu melhor e principalmente para ser fiel e verdadeiro com os meus princípios e com as minhas convicções.

Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca

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