Estiagem prejudica safra e o preço do feijão dispara nas prateleiras


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Funcionários de empresa de Franca empacotam feijão em chácara da cidade: alimento sofreu altas sucessivas por causa da estiagem que prejudicou a safra
Funcionários de empresa de Franca empacotam feijão em chácara da cidade: alimento sofreu altas sucessivas por causa da estiagem que prejudicou a safra

O feijão está mais caro. A forte estiagem prejudicou a produção dos grãos e com a entressafra o produto está escasso no mercado, o que eleva o preço. Pesquisa informal feita pelo GCN Comunicação ontem em supermercados e varejões apontou aumento médio de 42% do produto. Os consumidores pagavam em média R$ 6 pelo pacote de feijão tipo 1 (2 quilos) e nesta semana o valor médio atingiu R$ 9,20. Os fornecedores da cidade alegam que o produto já está em falta em alguns polos de abastecimento.

Num supermercado do Jardim São Luiz, o alimento sofreu altas sucessivas e houve queda nas vendas. “Em agosto o pacote de dois quilos custava R$ 5,29, subiu para R$ 6,39, depois para R$ 7,99 e agora está R$ 9,59”, disse Diellen Damas, funcionária do estabelecimento. “Em agosto, quando o preço estava bem menor, vendemos 25 pacotes num dia, nesta semana foram dez por dia”.

Os comerciantes, que estão pagando mais caro pelo alimento, repassam os valores para o consumidor final. Sílvio Lisboa Prado, dono de um supermercado, disse que pagava R$ 80 pelo fardo de feijão com 30 quilos e nesta semana pagou 50% mais. “O fardo subiu para R$ 120. O aumento para os clientes foi de 20% e deve subir mais. O carioquinha tipo 1 custava R$ 3,79 e está R$ 1 mais caro. Os revendedores culpam a estiagem”, disse Sílvio.

Éder Donizete Pereira é sócio-proprietário de uma empresa que empacota feijão em Franca e confirmou a alta nos preços. Segundo ele, o tempo muito seco diminuiu a produção, que não é suficiente para abastecer o mercado. O fardo que vendia por R$ 70 quase dobrou de preço e está R$ 125. O empresário não descarta novas altas. “Com certeza terão novos reajustes e o consumidor vai pagar em torno de R$ 12, R$ 13 o saquinho de feijão (dois quilos) no mercado. A lógica é que isso aconteça até dezembro, quando começam a época de chuvas e novas colheitas”, disse.

BIFE TAMBÉM
Não é apenas o aumento do feijão que pesa no bolso dos consumidores - o da carne também. Com os pastos secos devido à estiagem, o gado está magro e os criadores gastam mais na alimentação dos animais. Num dos açougues consultados, o coxão mole custava R$ 12,98 há 20 dias e subiu para R$ 14. 

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