Mulher é presa por assumir ponto de tráfico de drogas do marido


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DROGA RECOLHIDA - Um “tablete” de 300 gramas de maconha e uma carta foram apreendidos na casa de sapateira presa por tráfico de drogas; a carta teria sido enviada pelo marido da acusada, detido após confessar assassinato na Estação
DROGA RECOLHIDA - Um “tablete” de 300 gramas de maconha e uma carta foram apreendidos na casa de sapateira presa por tráfico de drogas; a carta teria sido enviada pelo marido da acusada, detido após confessar assassinato na Estação

A Polícia Civil prendeu na tarde de ontem a sapateira JSCM, 20, acusada de tráfico de drogas. Segundo a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), a mulher teria assumido a venda de drogas no lugar do marido, que foi preso no mês passado por homicídio. Na casa da mulher, os agentes encontraram 300 gramas de maconha prensada. Além do entorpecente, foi localizada uma carta que teria sido escrita pelo marido dela, que está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória). A polícia investiga se o rapaz estaria orientando a sapateira na comercialização da droga. Ela foi recolhida na cadeia do Guanabara.

Segundo a polícia, JSCM e seu marido, o eletricista Kelver Santiago Souza, 21, vinham sendo investigados por tráfico de drogas há mais de três meses. O cerco foi se fechando contra a mulher a partir da prisão do eletricista, que confessou ter executado com dez tiros o servente de pedreiro Bruno Delfino de Assis, 21, na Estação, na noite de 13 de julho. “Este casal estava sendo investigado e durante estas apurações o rapaz foi preso por homicídio. Descobrimos que ela estava continuando o tráfico sobre as orientações deste rapaz”, disse o delegado Pedro Luís Dalaqua. Ontem os investigadores, com mandado de busca, foram à casa de Kelver, na Vila Aparecida, onde estava a mulher. Após revistas no interior do imóvel, a polícia encontrou um “tablete” de maconha pesando cerca de 300 gramas. A sapateira negou o envolvimento com o tráfico, disse em depoimento que não sabia que a maconha estava escondida no imóvel. “A princípio, apuramos que ela estava guardando a droga para o marido. Possivelmente, depois, ele daria ordens para a venda”, disse Dalaqua.

Durante as buscas na residência, a polícia encontrou uma nova pista, que pode ligar a sapateira ao tráfico de drogas comandado pelo sapateiro. Uma carta escrita por Kelver, direcionada à mulher, pode ser o elo entre o casal na comercialização do entorpecente. “Esta carta vai ser analisada e será juntada ao inquérito policial”, disse o delegado.

Nos trechos da carta, que a reportagem do GCN Comunicação teve acesso, Kelver relata com uma caligrafia difícil de se entender a “saudade que está da mulher” e ainda pede “desculpas sobre o assassinato que cometeu”. A carta com desenhos feitos supostamente pelo eletricista ainda retrata sua situação na unidade prisional e pede para que sua mulher não o “esqueça”.

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