Os dois alunos que brigaram e se ameaçaram com facas são de famílias carentes e desestruturadas. Segundo as mães, ambos têm histórico de agressividade em casa. O adolescente de 15 anos, morador do Bairro Miramontes, é o mais velho de cinco irmãos. É criado pela mãe e o padrasto. O pai está preso por tráfico de drogas. A mãe dele, que tem 31 anos e é dona de casa, disse que se casou aos 15 anos, mas se separou por causa do vício em drogas e porque ele a agredia. Os três filhos mais velhos são desse primeiro casamento e as filhas caçulas de outro pai. Ela diz que o filho, que se envolveu na briga na escola, é agressivo. “Ele já me bateu. Quando tinha 13 anos, ele me deu uns tapas”.
A mãe pede ajuda para conseguir controlar e educar os cinco filhos. “É um caso que, para mim que sou mãe, é muito triste. Não é fácil. Agora pedi ajuda para o Conselho Tutelar porque não dou conta mais. Meus filhos me dão muito trabalho, são agressivos, rebeldes. Se for bater, eles reagem”, disse, chorando.
O menino de 12 anos mora no bairro vizinho à escola, no City Petrópolis. Vive com a mãe e os irmãos de 23 e 13 anos de idade. O mais velho sustenta casa. Eles não têm contato com o pai. Segundo a mãe, que é dona de casa e tem 39 anos, o caçula tinha três meses quando o marido “arrumou outra mulher e abandonou a família”.
Ela não trabalha. “Estou doente, em depressão”. A dona de casa estava em sua residência na tarde da última segunda-feira quando viu o filho caçula entrar agitado, pegar a faca na cozinha e sair para a rua. Não adiantou pedir para desistir da briga. “Pedi para ele voltar para casa. Fiquei triste e revoltada”.
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