Uma confusão entre alunos na Escola Estadual “Maria Cintra Nunes Rocha”, no Jardim Cambuí, quase teve um final trágico. Na tarde de segunda-feira, 20, segundo o boletim de ocorrência, um aluno de 12 anos foi agredido com um caderno na cabeça por outro colega de 15 anos, estudante da mesma escola. Após o término das aulas, o garoto agredido foi até sua casa, no City Petrópolis, e pegou uma faca. Com intenção de intimidar o menino que o agrediu, o encontrou na porta da escola e partiu para cima dele que, por sua vez, também havia se armado com uma faca. Um morador das proximidades conseguiu dominar um dos estudantes e tirar a faca de sua mão. O outro foi contido pela Polícia Militar que chegou ao local e encaminhou o caso para o plantão policial.
Em entrevista ao GCN ontem, o adolescente de 15 anos, que estuda na escola há apenas duas semanas, disse que bateu o caderno no outro menino porque ele havia fechado a porta da classe e o impedido de entrar. “Falei para abrir porque queria entrar, ele pegou e me deu um soco no braço e não quis abrir a porta. Aí bati o caderno nele”.
O aluno de 12 anos alega que a intriga começou porque o outro menino começou a “encará-lo”. Ele nega que tenha impedido a passagem do adolescente para dentro da sala de aula e o agredido com soco. Afirma ainda que ao sair da escola, foi agredido pelo menino de 15 anos com chutes e por isso se armou. “Estava na (aula de) Educação Física e ele me acertou com um caderno na cabeça. Depois, na saída, ele me deu bicuda na perna. Vim na minha casa, peguei a faca de cortar pão e saí correndo na rua para acertar nele. Fui apavorar ele para não bater mais em mim. Se eu pegasse ele, ia bater, espancar porque ele tinha me batido com o caderno e me chutado”, disse o garoto mais novo.
Quando se encontraram na rua, o mais velho também estava armado. “Peguei uma faca daquelas de carne para me defender, uai. Só que não tenho coragem de meter a faca no moleque”. A polícia recolheu as facas. Os alunos e pais tiveram de comparecer ao plantão policial na segunda-feira para o registro da ocorrência. Os dois meninos disseram não ter desavenças anteriores.
A diretora da escola foi procurada pessoalmente pela reportagem, mas disse que não poderia se manifestar a respeito sem autorização da Secretaria Estadual de Educação. A assessoria de imprensa do órgão informou que a briga ocorreu fora da escola e que a providência tomada pela direção foi acionar o Conselho Tutelar para acompanhar os adolescentes, porque não foi a primeira vez que se envolveram em confusão.
ROTINA PREOCUPANTE
A briga dos dois adolescentes foi a sétima ocorrência registrada pela polícia de agressão em escolas públicas de Franca no intervalo de uma semana. No dia 13, uma professora de 53 anos teve uma correntinha arrebentada e foi derrubada no chão por um menino de 8 anos ao tentar separá-lo de uma briga. No dia 15, um professor de 33 anos foi ameaçado de morte por um adolescente de 14 anos. No dia seguinte, um professor de 40 anos foi agredido com soco, unhadas e mordida ao tentar impedir uma briga entre três alunas. Só no dia 14, a polícia recebeu três casos de agressões entre estudantes nas escolas.
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