O texto seguinte precisa ser lido por jovens, pais, educadores e todos os que se preocupam com o grave problema da disseminação das drogas na juventude.
“Elangleson Bruno Brito começou a usar drogas ainda na adolescência. Consumiu maconha, cocaína e está viciado em crack. Trabalha como pintor e ganha o próprio dinheiro, mas gasta todo o salário comprando pedras. O jovem passa noites fora de casa usando drogas sem dar notícia aos pais. Diz que já tentou se livrar da dependência várias vezes. Buscou ajuda na religião, recebeu dezenas de conselhos e chegou a ser internado em uma fazenda de recuperação, mas não conseguiu se desvencilhar das drogas. Nesta semana, Brito, que está com 30 anos, tomou uma decisão inusitada. Escolheu ficar atrás das grades para não continuar consumindo crack nas “biqueiras” da cidade – ponto de tráfico e consumo de drogas. Na manhã de domingo, depois de passar a noite inteira fumando crack, o pintor surpreendeu a polícia ao se dirigir até o Plantão Policial e pedir para ser preso. “Eu quero ficar na cadeia, só assim vou ficar sem usar essa droga”, disse ao GCN Comunicação, aos prantos. “Essa droga está acabando comigo. Preciso de ajuda. Meu filho está crescendo sem o pai. Já perdi minha mulher e estou perdendo também meus pais”. (Reportagem de Marcos de Paula e Nelise Luques, no jornal Comércio da Franca, edição de 7/9/2010).
Crack, Tô Fora!
O Diário do Grande ABC elegeu as drogas na juventude como assunto para concurso de Redação em escolas promovido com instituições parceiras. A proposta é levar para a sala de aula e à família discussão sobre o problema, numa forma de conscientizar sobre os malefícios da dependência química. O jornal lembra que, segundo o Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), 8,6% dos jovens de 9 a 18 anos consomem o crack. Cerca de 40 mil alunos da região já participaram do desafio. Uma aluna do 1º ano do Ensino Médio, de 15 anos, escreveu: “Hoje vemos até pais dando droga aos filhos. As crianças devem saber desde cedo sobre o assunto porque muitas delas, infelizmente, já são usuárias de drogas”. O tema do concurso é: “Crack, Tô Fora!”
Na prisão
A questão das drogas entre jovens está presente com frequência nos jornais da Rede APJ, que cobrem praticamente todo o Estado. Isso mostra a importância que o assunto assume na atualidade – e a necessidade urgente de enfrentamento pela sociedade. Reportagem do Diário da Região, de S. José do Rio Preto, por exemplo, mostra que adolescentes e jovens com idade entre 18 e 22 anos representam quase a metade das prisões por tráfico de drogas feitas pelas polícias Civil e Militar da cidade este ano. Dos 307 presos no período, 138 (45%) estão nesta faixa etária, a maioria homens. A maior parte das prisões em flagrante diz respeito aos pequenos traficantes que se expõem fazendo o comércio nas ruas e geralmente são pegos com pequenas quantidades de droga.
Índices
São Paulo constata a redução do índice de homicídios nos últimos anos. É fato, mas na média estadual. Como as pessoas “não moram no Estado”, como já se cansou de dizer, mas sim numa determinada cidade, uma parte da população paulista sofre os efeitos da sensação de insegurança e cobra mais ação preventiva e investigativa das autoridades policiais. O aumento do número de homicídios é indicativo do descontrole na segurança pública e é acompanhado quase sempre por índices gerais de criminalidade. Por trás dos números, está o tráfico de drogas. Há regiões onde o problema se agrava, como é o caso de Piracicaba. Com 38 mortes violentas registradas este ano, a cidade vive um recrudescimento da violência, pois o número ultrapassa o total constatado em todo o ano de 2009, quando 35 pessoas foram assassinadas. Situação semelhante vive Bauru. De 28 mortes no ano passado, a cidade já conta 36 este ano, o que atinge o limite tolerável de acordo com os padrões da ONU, segundo o Jornal da Cidade. Se a redução da criminalidade está associada também à eficiência da polícia, a Secretaria de Segurança Pública deve avaliar pontualmente essas regiões e verificar o que é possível fazer, com investimentos e novos métodos, para devolver a tranquilidade aos moradores.
‘Globalizou de vez’
Sob esse título, a coluna abordou o surgimento da bandeira do McDonald’s em Palmas. O objetivo foi mostrar o quanto a globalização está presente de ponta a ponta no País. Um detalhe merece retificação. Sendo Tocantins o 23º estado brasileiro a contar com a marca, ainda faltam três estados para que seja possível comer um Big Mac em qualquer unidade da federação – Acre, Amapá e Roraima. Mas não vai demorar muito para que isso aconteça. Fontes do grupo confirmam a meta de estar presente também nesses estados proximamente. Não há previsão de datas.
Wison Marini
wmarini@apj.inf.br
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