Não deixa de ser preocupante a informação de que a 21ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) pode entrar em colapso caso não sejam contratados mais funcionários. A informação partiu do próprio delegado Sidnei Martins de Oliveira, diretor da repartição, em entrevista publicada pelo Comércio da Franca no último domingo. Numa cidade que já atingiu os 330 mil habitantes — de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) —, a Ciretran conta com 200 mil veículos cadastrados em sua rede e atende, em média, mil pessoas por dia. São números superlativos para uma estrutura bastante acanhada (afinal, dos 37 servidores da Ciretran, seis são cedidos pela Prefeitura), adaptada de uma escola na década de 1970 (quase trinta anos atrás). Ou seja: todo o trabalho da repartição estadual precisa ser reformulado, passando ainda por suas instalações físicas, onde abriga as vistorias de automóveis e os exames para a obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), tanto escritos quanto práticos, além de vários outros serviços. Há muito o espaço físico tornou-se exíguo e o número de funcionários obriga a um verdadeiro revezamento para que todas as funções sejam cumpridas a contento.
Atualmente, ainda de acordo com o delegado Sidnei Martins de Oliveira, a 21ª Ciretran precisa de pelo menos mais 15 servidores para que não se repita o ‘sufoco’ verificado no ano passado, quando as mais simples funções passaram a sofrer atrasos imensos por conta da retirada dos funcionários cedidos pela Associação dos Despachantes de Franca, em razão de decisão judicial. O delegado destaca ainda a saída de funcionários, por conta de pedidos espontâneos de exoneração ou mesmo por aposentadoria. No total, a repartição conta com dois delegados, uma escrivã, dois agentes policiais e 37 servidores. Quando passou a abrigar a Ciretran, trinta anos atrás, o prédio do antigo 6º Ginásio (que ganhou novo prédio e passou a ser denominado ‘Profª Ana Maria Junqueira’) era satisfatório para os serviços a que se destinava. Porém, todos os indicadores populacionais e de veículos eram muito mais modestos que os registrados atualmente.
Hoje, além de maior número de servidores, a 21ª Ciretran precisa também de um novo espaço, mais amplo, uma vez que desde a sua inauguração não recebeu ampliações ou reformas. Está quase tudo como era em meados de 1970. As grandes filas registradas durante os exames teóricos e práticos para a obtenção da CNH são prova disso. A possibilidade de um colapso no trabalho deveria ser encarado por nossas autoridades políticas (vereadores, prefeito e deputados) como um alerta inadiável para a situação difícil que a 21ª Ciretran vem vivendo nos últimos tempos. É necessária uma maior atenção para a repartição, para os seus funcionários e também para os milhares de francanos que diariamente necessitam dos serviços da Ciretran.
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