Quase dois meses após o começo das obras de reforma do prédio da AEC Castelinho, no Centro de Franca, o imóvel continua sem destino certo. O novo proprietário, Gabriel Marangoni, disse que ainda não há nada definido sobre que empreendimento o espaço receberá. A previsão é de que a conclusão das obras ocorra até dezembro deste ano.
Uma das ideias levantadas inicialmente, de transformar o prédio num shopping popular, não foi confirmada pelo proprietário. “Até agora só recebi visitas. Nada foi acordado, por isso ainda aguardo interessados”, disse Marangoni, que é advogado e empresário do setor imobiliário. A intenção do proprietário é colocar o imóvel para locação.
Para ele, o prédio com mais de 50 anos de construção, comporta além do shopping popular, uma agência bancária ou mesmo uma rede de lojas. São três pisos, mais um terraço, que juntos devem totalizar 2,5 mil metros quadrados.
Palco de bailes de Carnaval, festas e eventos sociais no passado, Marangoni disse que o imóvel histórico não será destruído mas, sim, “modernizado e revitalizado”. Segundo o empresário, a estrutura do prédio não passará por mudanças, o que permitirá a preservação das colunas e da rampa de acesso aos pisos superiores. “Faremos uma revitalização interna, com troca do piso e colocação de blindex na lateral. Não temos como mexer na estrutura, por se tratar de um prédio antigo”. Apesar da manutenção da fachada, o prédio construído em 1954 não é tombado pelo patrimônio histórico, artístico e turístico do município.
Segundo Marangoni, a obra em execução compreende a implantação de novas escadas, novo conjunto de banheiros adaptados para deficientes físicos e a retirada de paredes e balcões, além da melhora da iluminação do prédio. Um trabalho paisagístico também será realizado na parte interna aos pés das colunas. “Queremos adaptar o prédio conforme as necessidades do inquilino. Tiramos muitos cubículos internos e agora o térreo tem um vão livre de 850 metros quadrados”. Por esta razão, ainda não está definido se o blindex, que ocupará o lugar das paredes, será colocado alinhado à calçada ou recuado no prédio.
O empresário não divulgou o investimento aplicado na obra e qual o valor do aluguel que será cobrado do futuro inquilino. O prédio foi comprado da AEC Castelinho no primeiro semestre deste ano por R$ 2 milhões.
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