Mais da metade dos candidatos cursou pelo menos uma faculdade


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Se for levada em conta a formação acadêmica, é alta a qualificação de grande parte dos candidatos a deputado estadual e federal com base eleitoral em Franca. De 15 políticos francanos, nove têm ensino superior completo e um incompleto, conforme confirmam os registros eleitorais disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral. Cinco candidatos têm até o ensino médio completo -apenas um deles, o Carola (PSOL) tem ensino fundamental.

Com formação em diferentes áreas, das relações públicas à medicina, seis dos postulantes à Assembleia Legislativa e Congresso Nacional acumulam cursos de pós-graduação. Cristiano Rodrigues (PV), que é formado em relações públicas e concorre a uma vaga de deputado estadual, fez MBA em gestão de negócios pela FGV. Vanderlei Tristão (PTB) é graduado em ciências sociais, mas acumula também a pós-graduação em ciências políticas. Ele é candidato a deputado federal.

Além das graduações em jornalismo, direito e formação de policial militar na Academia do Barro Branco, Capitão Lídio (PSC), candidato a deputado estadual, tem pós-graduação em segurança pública pelo Centro de Altos Estudos da PM de São Paulo. Já o deputado estadual Roberto Engler (PSDB), candidato à reeleição, levou a fundo sua paixão por matemática. Além da graduação na área, é doutor em matemática pela USP.

Dentre todos, José Alexandre Ribeiro (PV), que luta por uma vaga no Congresso, é um dos que mais acumulam especializações. Graduado em odontologia, tem cerca de dez cursos complementares bastante diversificados, que vão de implantodontia e estética à medicina oriental. Outro a acumular vários diplomas é deputado federal e candidato à reeleição Marco Aurélio Ubiali, que, formado em medicina, tem especializações em neurologia, neurocirurgia, entre outros.

O professor de Ciência Política, Dalmo Henrique Branquinho, acredita que o grau de instrução é um diferencial para quem tenta uma vaga na Assembleia Legislativa ou no Congresso. ‘O mínimo de escolaridade dos candidatos seria ideal, sem dúvida eles teriam muito mais acesso a informações e representariam melhor a população’, afirma Dalmo.

Por outro lado, diante de um eleitorado marcado pelo baixo nível de instrução, nem sempre uma universidade no currículo chama atenção. Mostrar uma imagem de honestidade e falar abertamente ao grande público são importantes aspectos de uma candidatura. “O político mais instruído teria que ter um desempenho melhor depois de eleito, mas já ficou comprovado que não existe uma relação direta entre grau de escolaridade e honestidade”, complementa o professor.

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