A violência física e verbal contra professores e funcionários é rotineira nas escolas públicas estaduais. Quem diz o contrário, mente. Situações absurdas, antes inacreditáveis, se tornaram mais do que comuns dentro dos muros escolares. Adultos passaram a ser tratados como crianças, enquanto crianças e adolescentes se imaginam como adultos, embora sem nenhuma responsabilidade por suas ações. Suportar o vandalismo, as agressões, as ofensas morais, as humilhações e as atitudes criminosas dos alunos passou a ser encarado como um simples dever do ofício. Falsos estudantes, plenamente conscientes de sua impunidade, reinam soberanos nas salas de aula e nos pátios dos colégios. Pais irresponsáveis (que apóiam ou negam o péssimo comportamento dos filhos) e dirigentes omissos completam o cenário de abandono e descaso em que se encontra a educação. O assunto é expressamente proibido e quem ousa se manifestar sobre o que acontece dentro dos muros escolares é rapidamente punido. Enquanto alunos podem tudo, professores e funcionários estão impedidos e nada podem, correndo o risco real de serem agredidos e humilhados, ou mesmo de perderem seus empregos. Vigora, então, a lei da selva, a lei do mais forte: cada um por si mesmo. O fenômeno está institucionalizado. Em todos os lugares se repetem os mesmos cenários. As escolas funcionam como uma espécie de universo paralelo, onde vigoram outras regras, onde não existe mais o certo e o errado ou o verdadeiro e o falso. A moralidade se perdeu. A aprovação automática e o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente tornaram os estudantes imunes ao restante do mundo. Uma geração inteira está sendo destruída pela demagogia de políticos e dirigentes de ensino completamente alheios ao que se passa no interior das salas de aula. Resta perguntar: para que ainda servem as escolas?
César
Franca - SP
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Quando a conselheira tutelar Gláucia Limonti afirma que “o adolescente se torna agressor porque está sendo vítima”, ela atribui o papel do algoz a quem? Está dizendo que o estudante é vítima dos professores, profissionais que estão ali como mediadores do processo de aprendizagem escolar? Que o aluno está sendo vítima de seus pais, por repressão ou negligência? Ou, então, quer dizer que a sociedade não está sendo capaz de conduzi-lo no processo de desenvolvimento entre a infância e a vida adulta? Em trecho anterior de sua fala, publicado neste Comércio, ela também afirma que o adolescente não está sendo compreendido. Pergunto novamente: por quem? Será que a conselheira compreende que o papel do professor não é o de reprimir, e se isso se dá, é consequência de que outras esferas sociais estão falhando? Gostaria de que ela esclarecesse seu ponto de vista. Se foi exatamente o que quis dizer, penso que não há mesmo mais fórmula ou caminhos adequados para a educação prosperar.
Andréia Xavier
Franca - SP
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Esta semana o Comércio da Franca e a Rádio Difusora noticiaram, mais uma vez, casos de violência dentro das escolas. Por que acontecem tantas cenas de ignorância gratuita envolvendo estudantes nos estabelecimentos de ensino? Simples! Porque os alunos conhecem muito bem seus genitores e a leis deste País, mesmo sem terem lido. Tudo alimenta a impunidade destes “futuros cidadãos”. Diz o Art. 205 da Constituição Federal que: “A Educação visa o preparo da pessoa para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Ao permitir que alunos problemáticos sejam apenas advertidos, ou peguem alguns dias de suspensão ou, na pior das hipóteses, sejam transferidos (o que, a meu ver, apenas banaliza suas atitudes), as escolas os preparam para, absolutamente nada!!! Se qualquer adulto repetir em uma empresa as ações violentas que estudantes praticam hoje dentro das salas de aula, será demitido por justa causa, além de ser responsabilizado criminalmente!
Luís Alexandre Machado
Franca - SP
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