Por uma escola menos violenta


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Em apenas uma semana seis ocorrências foram registradas pela polícia francana envolvendo alunos que agridem professores nas escolas de Franca. Desde a professora de 53 anos que foi derrubada ao solo por um menino de apenas oito anos, passando pelo mestre de 33 ameaçado de morte por um garoto de 14, as ocorrências se multiplicam e preocupam educadores e pais de alunos que ficam à mercê de estudantes violentos, cujos valores deixaram de ser embasados no respeito aos professores e solidariedade para com os colegas.

 O que se vê hoje, por conta de uma legislação que criou direitos e não determina claramente os deveres dos menores de idade, é que o adolescente não tem mais receio de nada, pois dificilmente é penalizado por seus atos. A legislação brasileira, que avançou muito na proteção dos menores, ainda não encontrou o ponto de equilíbrio que consagre também as punições para quem agride, espanca e até mata. Para se ter uma ideia, menores assassinos não podem nem ser julgados como adultos - da forma que acontece em países como os Estados Unidos -, por mais bárbara que tenha sido a sua ação homicida. Ele só pode ser encaminhado para cumprir pena socioeducativa nas unidades da Fundação Casa espalhadas pelo Estado, mas aos 18 anos ganha liberdade e o que fez durante a menoridade não conta daí por diante.

A liberdade excessiva ajuda a criar uma geração que não mede as consequências de seus atos e que se vê com força para se tornar uma ameaça que paira sobre pais, familiares e professores. A educação vem do berço, mas os pais hoje já não sabem como agir, se com severidade, com pulso firme - forma criticada por psicólogos e pedagogos - ou se com brandura. Também estão perdidos e parecem não conseguir encontrar um meio termo, um método eficaz capaz de restabelecer o respeito pela autoridade e a ascendência dos mais velhos sobre os mais novos. A escola, que deveria funcionar como um auxiliar na educação e na disciplina destes jovens, vê-se amarrada diante das limitações que o Estatuto das Crianças e dos Adolescentes impõe. É difícil não se encontrar um mestre que tenha sido ameaçado por algum estudante nos dias de hoje. Há casos em que os alunos, qual bando de vândalos, se unem para atacar algum educador ou mesmo depredar o recinto da escola. É uma situação preocupante, bastante grave e que precisa encontrar um freio logo, antes que a escola se torne apenas depósito de alunos e um local onde uma rotina de desrespeito, indisciplina e medo se transforme numa coisa normal.

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