‘Agora estou muito mais preparado’


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RUMO AO SENADO - Ubiali afirma que vai se candidatar ao senado caso consiga uma votação expressiva nestas eleições
RUMO AO SENADO - Ubiali afirma que vai se candidatar ao senado caso consiga uma votação expressiva nestas eleições

O deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB), candidato à reeleição, fechou a série de sabatinas realizada pelo GCN Comunicação com os candidatos a deputado por Francana última quinta-feira, 16 de setembro. O parlamentar afirmou estar mais preparado que os seus adversários para continuar representando Franca em Brasília. Ubiali rebateu as críticas sobre atuação no Congresso Nacional. “Acredito que a maioria deles (seus críticos) é mal informada na essência”. O candidato ainda defendeu a união em torno das candidaturas com maiores chances eleitorais para manter a representatividade da região e brincou com a possibilidade de se candidatar ao Senado caso seja bem votado.
 

PRIMEIRO BLOCO

GCN Comunicação - Por que o senhor quer ser reeleito deputado federal?
Marco Aurélio Ubiali - Simplesmente porque tenho que continuar realizando aquilo que comecei. Iniciei uma série de trabalhos e, se eu deixar de ser deputado, com certeza, eles não serão concluídos. Quero terminar, por exemplo, a vinda do Instituto Federal de Ensino Técnico Superior, que está para ser implantado. É uma conquista muito pessoal. Além disso, me sinto hoje mais preparado para conseguir novos avanços para nossa região e para nossa cidade.
 
GCN - Muitos eleitores de Franca e região temem que, por conta do grande número de candidatos na disputa por uma vaga federal, a cidade tenha dificuldades em eleger um representante. Como o senhor avalia esse cenário eleitoral?
Ubiali - Eu também tenho esse temor. Penso que Franca poderá ficar sem representantes tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa. Me preocupa tremendamente como foram montados os blocos políticos. Vou dizer especificamente sobre os estaduais: se Franca não concentrar a votação nos deputados que realmente têm chances de serem eleitos, nós teremos muita dificuldade em manter os dois representantes que temos lá hoje. Se Franca não for muito consciente, não pensar e concentrar o voto naquele que tem chance, teremos muita dificuldade de manter essa representatividade. A mesma coisa em relação ao mandato do federal. Ficamos tanto tempo sem ter um representante eleito e sofremos muito com isso.
 
GCN - O senhor criticou os arranjos políticos locais, a maneira como houve a composição política que levou a esse número de candidatos. Como o senhor vê esses candidatos que  têm pouquíssima penetração eleitoral ou baixa intenção de votos nas pesquisas iniciais? Acha que eles realmente crêem na vitória ou é apenas a construção de um nome para uma candidatura de vereador ou de prefeito?
Ubiali - Aqui, em Franca, especificamente, a minha sensação é de que a maioria das candidaturas foi por interesses partidários menores. A pessoa, de alguma forma, queria dar uma resposta ao partido a nível estadual. Sabe que não tem a menor possibilidade de ser eleito, mas sabe que vai tirar votos da região e jogar para outra região, à medida que vai ajudar outro deputado a ser eleito. E há também algumas pessoas que têm a pretensão de ser prefeito e quer ter o nome na mídia. Desejam ser prefeito e não se importa se para isso têm que passar por cima dos interesses da cidade como um todo.
 
 
SEGUNDO BLOCO
 
GCN - Recentemente, os EUA liberaram as pesquisas com células-tronco para testes em seres humanos. A ciência aposta numa revolução e na chance de cura, inclusive, de doenças degenerativas. A Igreja Católica condena a pesquisa. Qual a posição do senhor a respeito? Caso reeleito, votaria a favor ou contra a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias?
Ubiali - A favor. Têm que ser esclarecidos alguns detalhes dessas células-tronco. Normalmente, quando você tem o início da formação do núcleo do que seria um futuro embrião, esse início, congelado, depois de algum tempo é descartado, jogado fora. Por que, ao invés de ser jogado fora, não se faz pesquisa? Agora, sou totalmente contra você fazer pesquisa com embrião.
 
GCN - A Argentina aprovou, há algumas semanas, uma legislação que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo. No Brasil, a questão segue controversa. O senhor defende a regulamentação dos direitos dos homossexuais?
Ubiali - Não tenho nenhum preconceito contra a homossexualidade, porém sou contra o chamado casamento homossexual. Sou contra porque penso que matrimônio, que é um ato religioso, tem que ser respeitado. Isso é muito importante.
 
GCN - Mas não se discute o casamento gay enquanto festa ou celebração religiosa. O que se discute é a regulamentação dos direitos civis da união das pessoas do mesmo sexo. O senhor se posiciona contra ou a favor?
Ubiali - Sou contra. Na verdade, quando você separa a união civil da religiosa, é uma separação apenas técnica. Quando se fala em casamento, em união homossexual, se fala, de fato, nesse aspecto religioso.
 
GCN - Não, candidato. Se fala no contrato. Casamento, muito mais do que uma decisão de duas pessoas morarem juntas, civilmente é um contrato, com compromissos entre as partes. Herança, plano de saúde, uma série de coisas. O senhor é contra a regulamentação desses direitos?
Ubiali - Você ter um contrato para regulamentar direitos eu não tenho nada contra. Agora, chamar isso de casamento eu sou contra.
 
GCN - E qual a opinião do senhor sobre casais homossexuais adotarem crianças?
Ubiali - Sou contra isso.
 
GCN - Outro assunto importante é o projeto de lei que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças e adolescentes. Qual a opinião do senhor a respeito?
Ubiali - É preciso esclarecer que não há castigo físico que seja de pequena monta. Você precisa ter diálogo e saber educar seu filho. Por outro lado, o Estado, como disse o Skaf (Paulo Skaf, candidato a governador), não pode ter tanta interferência na vida das pessoas. Mas é muito comum você ter agressões físicas e serem tratadas como se fossem correções de pequena monta.
 
GCN - Mas o ECA já proíbe o espancamento e já o pune. Esse projeto, defendido pelo presidente Lula, proíbe todo e qualquer castigo físico. O senhor pretende votar a favor desse projeto?
Ubiali - Sim. Não acho que os castigos são a maneira certa de educar.
 
GCN - Sempre que crimes hediondos abalam o país, como os casos que envolvem Eliza e Mércia, supostamente mortas por seus namorados, ganha força a discussão da adequação das penas no Brasil. O senhor é contra ou a favor da pena de morte?
Ubiali - Sou contra. Existem vários relatos no mundo todo de pessoas que foram condenadas, morreram e, na verdade, o que acontecia era um erro judicial. A gente não pode correr esse risco. E, pelo princípio religioso, acho que há sempre uma esperança para todo mundo.
 
GCN - O senhor disse que acredita que todo mundo nasce bom. O senhor acredita que mesmo o autor de um crime hediondo, como esses que a gente se referiu na pergunta, capaz de pegar uma mãe junto com seu filho bebê, matar covardemente, desossar esse cadáver, jogar a carne para um cachorro comer e enterrar os ossos em uma parede, é capaz de recuperação?
Ubiali - Não. Não acredito que essa pessoa seja capaz de recuperação, mas acho que matá-la não é a forma de evitar que isso aconteça. Está provado por países onde já existe a pena de morte. Nós estamos cansados de ver, nos Estados Unidos, crimes hediondos tão graves quanto esse. Penso que essa pessoa deva ser retirada da sociedade definitivamente, mas não pela morte, e, sim, pela prisão.
 
GCN - O debate sobre o avanço das drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack, é intenso. Há quem defenda a liberação do consumo de algumas drogas como meio de combater e enfraquecer o tráfico. Qual sua opinião sobre o tema?
Ubiali - Se fosse liberado, realmente enfraqueceria o tráfico. Mas você não pode, simplesmente, tomar uma atitude desse tipo sem ter a consciência de todo mundo sobre os riscos que isso teria. Nesse momento, sou totalmente contra.
 
GCN - Uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas em São Paulo aponta que no Brasil mais de 5,3 milhões de mulheres já praticaram um aborto, quase sempre em condições precárias em clínicas clandestinas. Na prática, uma em cada cinco mulheres em idade fértil já abortou no Brasil. O senhor é contra ou a favor da legalização do direito ao aborto?
Ubiali - Sou contra. Acho que aí nós estamos tentando tratar o efeito e não a causa. A causa é a mulher ter ficado grávida sem querer ficar grávida. É a criança, o adolescente ficar grávido sem ter essa educação adequada, essa orientação. Então, não é tratando o efeito que a gente vai tirar a causa.
 
GCN - O que fazer com essas mulheres que recorrem às clínicas clandestinas ou situações precárias para abortar?
Ubiali - Acho que o Estado deveria ser mais forte e mais protetor para que ela tivesse a segurança de que, mesmo tendo o seu filho, ele teria estudo, trabalho, condições de viver bem. E que a sociedade fosse menos egoísta e falsa e olhasse para essas pessoas com mais carinho e amor e as recebesse melhor no seu seio.
 
GCN - O senhor defende que elas continuem sendo criminalizadas?
Ubiali - Não. Não defendo que elas sejam criminalizadas.
GCN - Mas, à medida que não há a legalização, o reverso é o crime...
Ubiali - Na verdade, eu defendo que elas não cheguem ao aborto, que elas não cheguem a procurar uma clínica de aborto.
 
 
TERCEIRO BLOCO
 
GCN - Alguns candidatos a deputado estadual por Franca têm preferido oferecer apoio a candidatos a deputado federal de outras bases eleitorais. Como o senhor avalia essa decisão?
Ubiali - Acho um erro. O voto é cada vez mais distrital e o desenvolvimento da cidade é muito maior quando tem políticos eleitos por aquela cidade. Penso que, em virtude de acordos partidários e recursos financeiros, eventualmente eles se sentem obrigados a fazer isso. Respeito, mas nós não lançamos nem candidato a estadual para evitar um tumulto na candidatura de deputados estaduais que pudesse prejudicar a cidade.
 
GCN - O PSB não tem candidato a deputado estadual por Franca. Quem o senhor apóia?
Ubiali - Eu apóio, de fato, as pessoas que têm chance de serem eleitas.
 
GCN - Em quem o senhor vota?
Ubiali - (Risos) O voto é secreto.
 
GCN - É de Franca?
Ubiali - Com certeza.
 
GCN - Em 2006, na sabatina que participou no ‘Comércio da Franca’, o senhor afirmou que uma de suas lutas, se conseguisse se eleger, seria pela regionalização da Santa Casa. Chegou a afirmar, inclusive, que o processo seria feito com recursos federais. Passados quatro anos, o hospital ainda não conseguiu a sonhada regionalização. O que deu errado?
Ubiali - Qualquer modificação na saúde é extremamente complexa e demorada. Eu acredito, sinceramente, que essa regionalização se daria se pudéssemos fazer um financiamento das dívidas da Santa Casa. Com pagamento dessas dívidas através de prestação de serviços, principalmente prestação de serviços na forma de prevenção. Com ações macro, onde a Santa Casa tivesse uma ação muito mais preventiva do que curativa, e que resolvesse a sua subsistência. Hoje, a Santa Casa de Franca tem um déficit de R$ 17 milhões por ano. É uma Santa Casa que sobrevive em função da própria comunidade e dos recursos que busca fora. Eu mesmo enviei mais de R$ 1,5 milhão para a Santa Casa de Franca.
 
GCN - O governo do Estado está nas mãos do PSDB e o governo federal nas mãos do PT, dois partidos distintos. Em ambos os casos, parece que existe uma avaliação negativa com relação à gestão que é feita na Santa Casa. Ou ninguém vê a importância da Santa Casa ou a gente tem um problema de gestão no hospital?
Ubiali - É um problema de visão do problema como um todo. A Santa Casa é vista no meio de uma série de problemas. Participei, recentemente, em Brasília, de um seminário onde o caso específico da Santa Casa de Franca foi demonstrado como exemplo de competência de gestão. Tive muita satisfação em ver isso. Mas não há como gerir uma empresa em que, quanto mais serviço ela presta, mais déficit ela tem. Hoje, o recurso que vem pelo SUS cobre apenas 60% do custo operacional do ato realizado.
 
GCN - Ainda na sabatina de 2006, o senhor afirmou que, se eleito, sua primeira bandeira seria melhorar a agricultura da região. O que o senhor fez pelo setor?
Ubiali - Eu trouxe para Franca a Embrapa, que tem trabalhado com muita dificuldade ainda porque essas implantações são lentas. Ela está em processo de se organizar aqui na região. A Embrapa foi a minha grande contribuição para o agricultor da região.
 
GCN - Após ser eleito em 2006, o senhor se mudou para Ribeirão Preto com a família. O episódio veio à tona justamente no dia de sua posse e ainda traz repercussão negativa. O senhor se arrepende de ter tomado a decisão?
Ubiali - Quero esclarecer isso mais uma vez e definitivamente. Acontece que naquela ocasião a minha filha ia fazer um cursinho em Ribeirão Preto. E, como a minha esposa sempre trabalhou em Ribeirão Preto, nós optamos por montar um apartamento lá, onde ela ficava durante toda a semana com a minha filha. Nos finais de semana, quando eu vinha (de Brasília), elas vinham juntas comigo para Franca. Um ano depois, a minha filha foi para Belo Horizonte e minha esposa voltou para Franca. A repercussão que se teve disso e a versão do fato foram muito maiores do que o próprio fato. Isso me preocupa.
 
GCN - Em julho, o site de notícias Congresso em Foco, especializado na cobertura crítica do Congresso Nacional, divulgou reportagem afirmando que funcionários da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara, presidida pelo senhor, teriam usado telefones da Câmara Federal para convidar eleitores para a inauguração em Franca do comitê regional de Paulo Skaf. A ordem para as ligações partiu do senhor?
Ubiali - Não. Não houve essa ordem. Inclusive, eu pedi que fosse feita uma sindicância na comissão. Uma das funcionárias realmente andou ligando por sua iniciativa e nós, inclusive, solicitamos que ela fosse desligada da comissão.
 
GCN - Ela foi punida?
Ubiali - Ela foi desligada da comissão.
 
GCN - O senhor foi um dos defensores da preservação da CPMF, defendendo o papel social da contribuição. Mas ela não onerava ainda mais a população, que sofria e continua sofrendo com uma altíssima carga tributária? O senhor votaria a favor da volta da contribuição?
Ubiali - Se ela voltar para trazer recursos para a saúde, sou totalmente favorável. Era um imposto que tinha seus defeitos, mas era de fácil arrecadação e tinha a função, segundo os últimos acordos feitos, de ser para a saúde, resolvendo esse problema de recursos.
 
 
QUARTO BLOCO
 
GCN - O seu candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf, defendeu, neste mesmo auditório, o fim da guerra fiscal e prometeu usar sua influência como governador, caso eleito, para pressionar o Congresso Nacional pela reforma tributária. O senhor é deputado federal há quatro anos. Por que esta reforma ainda não aconteceu?
Ubiali - Não houve vontade política. E houve um erro admitido publicamente pelo Sandro Mabel (PR), o relator da reforma política. Quando aprovada na comissão, a reforma era para ser votada no plenário. O deputado Arlindo Chinaglia (PT), presidente naquele momento da Câmara dos Deputados, pensava que tinha outros projetos mais emergentes a serem votados e pediu que fosse adiado para o ano seguinte. Foi feito um acordo com a oposição. Mas quando entramos em trabalho no ano seguinte, a oposição entrou em obstrução. Nada mais caminhou como deveria. Houve um erro estratégico e uma falta de vontade política real para que isso acontecesse.
 
GCN - O presidente Lula disse, recentemente, que a carga tributária brasileira é “adequada” para suportar as necessidades de crescimento do País. O senhor concorda?
Ubiali - Não. À medida que está melhorando a arrecadação e está ficando melhor esse estado fiscal, nós podemos diminuir sim o tributo, porque o que nós temos hoje é muita gente fora da contribuição de impostos. A economia informal no Brasil é avaliada em 30%. Se isso entrar no mercado, você pode diminuir os impostos na mesma proporção.
 
GCN - Os candidatos a deputado federal já sabatinados pelo GCN disseram que resolveram entrar na disputa por não estarem contentes com a representatividade de Franca na Câmara. Ou seja, criticaram sua atuação. O senhor acredita que tenha cometido alguma falha como deputado?
Ubiali - Penso que eles deviam estar mal informados. Acredito mesmo que a maioria deles é mal informada na essência. Diria até que, se eu perguntasse a eles quais são os projetos que eu tenho tramitando, quais os papéis que eu desempenhei na Câmara, quais CPIs participei, eles não saberiam citar nenhuma delas. Aqueles que viram como eu trabalhei, me disseram que eu fui uma grande surpresa. Vou citar o prefeito Sidnei Franco da Rocha, que disse: “Ubiali, você me surpreendeu. Seu trabalho está muito melhor do que eu pensava que poderia ser”. Isso me dá um prazer e é sempre bom ouvir esses elogios. Agora, tem as críticas. Naturalmente, tenho falhas. Não sou perfeito.
 
GCN - Qual foi a maior falha do senhor como deputado?
Ubiali - Minha maior falha foi mandar emendas que não puderam ser viabilizadas. Perdi o recurso porque para onde eu mandei, eles não conseguiram viabilizar essas emendas.
 
GCN - No Brasil, um dos movimentos sociais de maior repercussão nacional é o dos sem-terra, normalmente envolvendo invasões e ocupações do que eles alegam serem áreas improdutivas. O senhor apóia esses movimentos? E qual a sua opinião sobre reforma agrária?
Ubiali - Hoje, você tem que cumprir a lei, lei não pode ser atropelada. E se você tem uma terra que é produtiva, jamais pode ser invadida ou desapropriada. Não vejo como uma forma de fazermos crescer o país se voltarmos à agricultura primária que havia há anos. Hoje, a agricultura é mecanizada, é trabalhada em um contexto muito maior e global.
 
GCN - O senhor é do PSB, mas já teve passagem pelo PMDB. Por que se filiou ao PMDB e por que voltou ao PSB? O senhor acha relevante a fidelidade partidária para um candidato?
Ubiali - Quando fui ser candidato a prefeito, eu precisava ter um partido que pudesse me dar um apoio maior. Esse partido que se viabilizava naquele momento, por não ter nem candidatura própria, era o PMDB. Conversando com os membros do PMDB, eles disseram: ‘Olha, nós podemos apoiar, mas o PMDB faz uma exigência: que o candidato saia com o número 15’, que era o número do PMDB. Por isso, fizemos uma reunião com o PSB e foi feito um acordo. Eu estava emprestado ao PMDB, foi mais ou menos isso que aconteceu.
 
GCN - O senhor, caso eleito, garante ao eleitor que não disputa a prefeitura de Franca?
Ubiali - Garanto.
 
GCN - Esse é um compromisso do senhor?
Ubiali - Esse é um compromisso. Mas vou ajudar a escolher um gestor bom para essa cidade. Essa cidade precisa de um bom gestor.
 
GCN - Mas o senhor não abandonará o cargo para o qual for eleito para disputar a prefeitura?
Ubiali - Não. A minha vocação, desde o princípio, foi ser deputado federal. Se bem eleito, bem votado, já vou lhe adiantar que não sou candidato mais a deputado federal na próxima eleição. Serei candidato a senador.
 
GCN - Agora uma pergunta de Daiane Gonçalves, membro do Conselho de Leitores do ‘Comércio da Franca’: o que o senhor acha do apoio dado a Dilma Rousseff pelo presidente Lula? E acha que os ‘’atos’’ cometidos por ela no passado influenciam os eleitores? Por quê?
Ubiali - Não. Acho que não influenciam. Se isso fosse verdade, teríamos um outro resultado nas pesquisas. Mas isso ficou no passado. As pessoas mudam e, quase sempre, para melhor. O povo está contente com o governo que está tendo.
 
GCN - Caso seja reeleito, qual será a primeira medida que adotará?
Ubiali - Eu só não estou gostando muito desse “caso o senhor seja”. Nós precisamos ter pensamento positivo, vamos ser reeleitos. Mas é o seguinte, o meu compromisso é com Franca e a região de Franca. Quero que a nossa cidade se desenvolva mais. Precisamos desenvolver aqui um pólo de alta tecnologia. Precisamos ter aqui uma zona de processamento de exportação para gerar empregos de qualidade, aproveitar a nossa experiência de exportação.

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