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Benedito Gomes, o Ditão do Correio, candidato a deputado estadual pelo PCdoB, foi sabatinado pelo GCN Comunicação na última quarta-feira, 14 de setembro. Ele disse ser contra boa parte das bandeiras defendidas por seu partido como, por exemplo, a invasão de terras, a ocupação de imóveis vazios e a função social da propriedade privada. Durante a entrevista de uma hora, o candidato insistiu que a saúde pública será sua prioridade caso eleito. Ditão defendeu a regionalização da Santa Casa de Franca e um tratamento mais humano por parte dos profissionais da saúde. O candidato ainda propôs a revisão dos contratos das concessionárias das rodovias estaduais e criticou o modelo de progressão continuada instalado nas escolas públicas do Estado.
PRIMEIRO BLOCO
GCN Comunicação - Por que o senhor quer ser deputado estadual?
Ditão do Correio - Porque há uma demanda muito grande por atendimento na população de Franca e da região. Porque hoje nossos representantes não atendem o pessoal dos bairros. Eu mesmo não consegui ser atendido. Quero ser candidato para defender o bem público. Porque o PSDB gosta de vender tudo que é bem público. Vende barato. Vende mal. E o dinheiro não aparece em benefício da população. Hoje, no Estado de São Paulo, nós não temos um banco do Estado para financiar alguém que queira montar o seu negócio. Quero ser candidato para representar realmente o povo de Franca e da região. Carecemos dessa representação. Estou insatisfeito com os candidatos que nos representam atualmente.
GCN - Em 2008, o senhor se candidatou a vereador pelo PCdoB e não teve votação suficiente para se eleger. Foram 633 votos. Como o senhor espera alcançar agora o número de votos necessários para ganhar a eleição?
Ditão - Hoje, a gente trabalha em um cenário mais amplo. Temos todo o Estado para trabalhar. A gente está trabalhando em várias cidades. Temos boa aceitação, muitos voluntários. Estamos trabalhando com o pessoal dos Correios de outras regiões, de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bebedouro. Somos uma opção para Franca e acreditamos que podemos alcançar (a vitória).
GCN - O senhor faz ‘dobradinha’ com dois candidatos a deputado federal que não têm base eleitoral em Franca, Protógenes Queiroz (PC do B) e Antônio Rodrigues Sandoval (PSC). Por que apoiar candidatos de outras cidades?
Ditão - O Protógenes Queiroz é uma dobradinha prioritária porque ele é do PCdoB e foi o primeiro que nos apoiou com recursos. Fechamos no partido que ele iria nos apoiar nessa região. O Antônio Sandoval é um candidato também federal dos Correios com quem a gente está trabalhando em um setor mais diferenciado, mais fechado. Estamos trabalhando ele nos Correios e nas igrejas.
GCN - O senhor nunca ocupou cargos eletivos. Não acha que lhe falta experiência para desempenhar um bom trabalho na Assembleia Legislativa?
Ditão - Nós não estamos sozinhos. Estamos bem assessorados. O que a gente precisa é gostar de gente e fazer o bem para as pessoas.
GCN - Franca tem dois candidatos do PCdoB a deputado estadual. O senhor e Sidney Liberti. O senhor não acha que foi um erro estratégico do partido lançar dois candidatos da mesma legenda na cidade. Como é sua relação com Sidney Liberti?
Ditão - É uma boa relação. Em outra ocasião, o partido fez uma estratégia de concentração de votos. Faziam coligação e viam aqueles candidatos que estavam mais propícios a serem eleitos. No caso de ter dois candidatos, cada um faz sua campanha, cada um tem o seu perfil.
SEGUNDO BLOCO
GCN - Nestas eleições, quando se fala em educação, a progressão continuada, consagrada pelo PSDB em São Paulo, é tema obrigatório. Como o senhor avalia este sistema?
Ditão - Creio que veio para prejudicar os nossos alunos. Sou contra. Não quero que um filho meu chegue à faculdade sem saber ler, sem saber escrever. Isso só dificulta a vida do aluno. Paulo Freire tentou fazer esse método para evitar a evasão escolar. Acho que o custo benefício foi muito caro para São Paulo. Sou contra esse sistema.
GCN - Mesmo o Paulo Freire sendo um pensador de esquerda?
Ditão - Temos a oportunidade de mudar. Não devemos segurar aquilo que está errado em defesa de uma pessoa, prejudicando o coletivo.
GCN - Na opinião do senhor, a prova e a reprovação devem voltar?
Ditão - Não creio que tem que voltar no passado. Temos que discutir, rever, porque temos um país para ser desenvolvido. Esse jovem de hoje, que vai dirigir o nosso país lá na frente, tem que estar bem preparado.
GCN - O que o senhor pensa do sistema de bônus para os profissionais da Educação?
Ditão - Se fosse para atender todos os profissionais de um forma proporcional, tudo bem. Mas, assim como está, acho que vem só para prejudicar a carreira do profissional. Não agrega valor lá na frente, quando o professor vai necessitar da sua previdência. Existe um momento de euforia que não traz benefícios a longo prazo.
GCN - A política de segurança pública, adotada pelo atual governo, é alvo de muitas críticas. Delegados paulistas reclamam que têm o pior salário do País. O que o senhor pretende fazer a respeito?
Ditão - Quero me juntar às pessoas que trabalham e não ganham adequadamente. O delegado, os policiais têm um trabalho árduo, um trabalho diferenciado. Essas pessoas têm que ganhar bem, têm que ficar motivadas para fazer bem o seu trabalho. Está em votação a PEC 300, mas o próprio PSDB não aprova e prejudica essa categoria. Os delegados, os policiais, os carteiros, os lixeiros têm que ganhar bem nos seus trabalhos, porque são trabalhos árduos.
GCN - O senhor defende a construção de mais presídios?
Ditão - Se necessário, tem que fazer. Aquele que não está pronto para viver em sociedade tem que ficar recluso, senão as outras pessoas serão prejudicadas. Defendo a construção de mais presídios em locais adequados para que as pessoas não sofram com isso.
GCN - O que o senhor chama de local adequado?
Ditão - Não tem que ser no centro da área urbana. Tem que ser mais afastado, onde tem acesso, mas não prejudica aquelas pessoas que estão trabalhando e que fazem o Brasil andar. Na realidade, um preso hoje só causa prejuízo para a sociedade.
GCN - O senhor é um crítico do modelo de concessão de rodovias adotado pelo governo do PSDB, principalmente no que se refere ao preço dos pedágios. Em contrapartida, as rodovias de São Paulo são as melhores do país. Caso eleito, o que o senhor propõe para reduzir o preço do pedágio e manter a qualidade das vias?
Ditão - Primeiramente, quero dizer que nós já deveríamos ter sido defendidos há muito tempo nesta questão, porque temos representantes lá. Mas nada foi feito. E hoje eles vêm aqui falar: ‘Eu sou contra’. Eu sou contra. Acho caro. Tem muita praça de pedágio. Tem jeito de abaixar (os preços) e o primeiro passo é rever os contratos. Não creio que a gente tem que fazer isso de forma autoritária. Vamos conversar com quem está com essa concessão, pedir revisão, propor acordo.
GCN - Mas candidato, o governador do Paraná, Roberto Requião, prometeu tomar as praças de pedágio e disse que o Estado conduziria o processo e não conseguiu. A prática e a teoria não são muito diferentes? Se não for diferente, por que quando chega lá ninguém consegue fazer?
Ditão - A gente tem que chegar lá com o sentimento que estamos hoje. Se a gente não for um verdadeiro representante, a gente não consegue fazer aquilo a que se propôs.
GCN - No Estado de São Paulo, recentemente foram criadas leis que limitam as liberdades individuais, como a lei antifumo, que proíbe fumar em recintos fechados, a bem da saúde pública. O que o senhor acha dessa medida?
Ditão - Sou a favor. Bem antes da lei, eu já trabalhava para que meus amigos parassem de fumar, porque eu acho que isso é prejudicial à saúde do indivíduo, à saúde coletiva. Acho que essa lei deveria vir acompanhada de um apoio a quem quer parar de fumar e não tem condição de bancar um tratamento. A lei é boa. Eu apoio e, se precisar brigar por ela, estou disposto.
GCN - Uma das grandes reivindicações do SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) é a redução gradativa do ICMS de 12 para 7%. O senhor acredita que seja possível esta desoneração?
Ditão - Acredito que seja possível. A gente tem que trabalhar em cima disso desde que esse dinheiro que vai começar a aparecer volte para a produção, para o benefício da própria produção e dos empregados. Desonerar para (o dinheiro) ir para o bolso de poucos não adianta.
TERCEIRO BLOCO
GCN - O senhor já criticou abertamente o Sistema Público de Saúde. Há alguns anos, uma das maiores lutas de Franca junto ao governo do Estado é pela regionalização da Santa Casa de Franca, que convive constantemente com a falta de recursos. O que o senhor pretende fazer para diminuir os problemas do hospital?
Ditão - A regionalização da Santa Casa é uma luta nossa. Eu também quero muito isso. Vou fazer tudo que eu puder na Assembleia para a gente conseguir. Porém, ela sozinha não vai resolver. Pretendemos trazer para Franca um hospital regional público de qualidade. Se a gente ficar batendo na questão só da Santa Casa, não vai resolver nosso problema. Já temos mais de oito anos de representação no governo e ainda não temos um hospital regional público em Franca. Podemos gastar todo o dinheiro que arrecadarmos em impostos em saúde, educação e segurança que as pessoas ficarão satisfeitas.
GCN - Como o senhor avalia a decisão do prefeito de Franca, Sidnei Rocha, de abrir mão da gestão plena da saúde?
Ditão - Acho que foi um erro. Franca perdeu mais de R$ 50 milhões e a população não ficou satisfeita com isso. Nossa cidade é uma das mais importantes do Estado e do País. É uma cidade que tem representação devido às suas indústrias. Politicamente a gente deixa a desejar. O governo tem que trabalhar pela sua população. Não temos que descartar e deixar para os outros fazer. Hoje, nós dependemos da CRUE (Central de Regulação Única do Estado), que precisa passar um fax para liberar (a internação em hospitais). Sou contra, não deveria ter feito. Acho que deveria repensar para retornar a gestão para Franca.
GCN - Ainda sobre esse assunto que o senhor acaba de citar, há cerca de duas semanas, uma senhora de 47 anos morreu no Pronto-socorro “Dr. Janjão” depois de esperar 17 horas por uma autorização de internação por parte da Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo. Como o senhor vê esse tipo de ocorrência? E quais são suas propostas para evitar que casos com este se repitam?
Ditão - Primeiramente, precisamos colocar uma pessoa que gosta de gente e que não gosta de ver gente sofrer. Não pode, por conta de uma burocracia, deixar uma pessoa desfalecer na sua frente. Isso, gente, é desumano. Não se deve se prender a uma simples folha de papel. É uma vida! As pessoas que deveriam estar trabalhando para nós viraram o rosto para a saúde pública de Franca. Um cargo público eletivo não foi feito para a pessoa, foi feito para servir, seja na Assembleia ou no Executivo. Tem que colocar isso na cabeça de quem assume.
GCN - Uma das propostas anunciadas pelo senhor para Franca é a instalação do SAMU e do UPAs na cidade. Os dois programas são federais e o senhor concorre a uma vaga estadual. Efetivamente, como poderá ajudar neste processo de instalação?
Ditão - O passo pode ser curto, mas através desse primeiro passo nós podemos fazer outros contatos. Se você tem uma porta aberta na Assembleia Legislativa, fica muito mais fácil. Nós temos deputados federais eleitos na nossa coligação, no nosso partido, que podem nos apoiar.
GCN - Em Franca, um dos problemas na área de habitação envolve os comerciantes que instalaram suas lojas nas garagens dos conjuntos habitacionais no Parque Vicente Leporace. A CDHU, que é responsável pelos conjuntos, quer removê-los. O que o senhor pensa sobre a questão? E como pretende ajudar a solucionar esse problema?
Ditão - Isso foi mais uma falta de informação para as pessoas que moram lá. Um homem público tem que deixar as pessoas bem informadas. Como fazer se as pessoas vivem disso agora? Elas foram mal orientadas ou não tiveram orientação nenhuma e agora querem arrancar de uma vez. Eu, eleito, vou ver a possibilidade da gente reverter essa situação.
GCN - O seu partido é um dos maiores defensores da reforma agrária. Em São Paulo, constantemente o governo é obrigado a se posicionar quando há ações organizadas por grupos de sem-terra. Qual a sua opinião sobre a invasão de terra?
Ditão - Sou contra a invasão, mas sou a favor da reforma agrária. Sou contra qualquer princípio de anarquia ou de bagunça, mas sou a favor daquele que mereceria justamente um pedaço de terra. Uma pessoa trabalhando em uma agricultura familiar produz, ajuda o Estado, ajuda o País. Agora, essa questão de invasão, muitas vezes, é usada como ferramenta para outros propósitos.
GCN - O senhor defende a proposta da CNBB que quer limitar o tamanho das propriedades rurais brasileiras em 1000 hectares? O senhor acha que é um tamanho adequado?
Ditão - Acho sim. Hoje, o pequeno agricultor, que é a maioria que ocupa a agricultura, não tem 1000 hectares de terra. Creio que não é necessário.
GCN - O seu partido também defende a reforma urbana com a ocupação de imóveis vazios nos centros urbanos. Qual a posição do senhor a respeito?
Ditão - Não quero que aconteça anarquia nem bagunça, mesmo porque as pessoas podem estar sendo usadas. Acho que isso tem que partir do governo com uma reforma urbana, com condições para as pessoas poderem adquirir seus imóveis, igual acontece hoje com o Minha Casa Minha Vida. Quem quiser, quem lutar pode conseguir seu imóvel sem ter que invadir outros imóveis.
GCN - Nós podemos dizer que o senhor não é um defensor dos princípios clássicos que estão no programa de governo do seu partido, como a reforma agrária e a reforma urbana? A reforma agrária trata de ocupação de terra classificada como improdutiva e reforma urbana trata da ocupação de imóvel que “não cumpre a sua função social”. O senhor não apóia essas duas questões?
Ditão - Invasão sem estudo, eu não apóio. A gente tem que fazer as coisas na legalidade.
QUARTO BLOCO
GCN - O senhor acredita que os ideais comunistas ainda são válidos no mundo de hoje? Que ideais exatamente são esses que o senhor defende?
Ditão - Nós defendemos um país democrático, onde as pessoas têm que viver bem, onde uma criança de família pobre tem que estudar na mesma escola de uma criança de família rica. O ideal que eu defendo não é tirar daqueles que construíram. Eu só quero que a pessoa tenha uma educação boa, viva feliz e tenha toda liberdade.
GCN - Mas esses não são exatamente princípios comunistas. O comunismo é marcado pela intervenção do Estado na economia, pela ausência de propriedade privada, pelo controle e planejamento estatal na vida do cidadão. Onde funciona esse comunismo que o senhor imagina?
Ditão - Eu não defendo um estado mínimo. Nós queremos que o governo tenha mais intervenção...
GCN - Mas o senhor não está no PL, nem no Democratas, o senhor está no Partido Comunista. O importante não é o que o senhor não defende, mas o que o senhor defende. Qual é esse comunismo que o senhor defende?
Ditão - Defendo esse comunismo que te falei. Das pessoas terem uma vida plena, terem liberdade de escolha...
GCN - Vou dar três exemplos para o senhor. Os únicos lugares em que há comunismo efetivo no mundo hoje são a Coréia do Norte, um regime totalitário; a China, uma ditadura; e Cuba, uma ditadura também. Os três sem liberdade, dois deles absolutamente miseráveis. O senhor concorda com esses regimes?
Ditão - De todos esses regimes, podemos tirar alguma coisa boa. Eles não seriam aplicados na nossa sociedade plenamente. Mas a educação, a medicina podemos extrair desses regimes.
GCN - Nenhum desses três estados é democrático. O senhor não acha que a liberdade é fundamental?
Ditão - Acho que a liberdade é fundamental, por isso que eu primo e brigo pela liberdade do indivíduo.
GCN - Como o senhor avalia o trabalho dos deputados Roberto Engler e Gilson de Souza? Por que os eleitores devem trocá-los pelo Ditão do Correio?
Ditão - Com 20 anos e com 8 anos, nós não temos aquilo que estávamos almejando. Por que manter? O eleitor de Franca não tem que ter medo de mudança. Temos que mudar, temos que renovar, se não vamos ficar na mesma água morna que tem hoje. Sou uma opção para Franca e para região. Nós vamos fazer, porque a gente conhece a necessidade das pessoas. Os deputados nossos não andam no bairro, não conversam com o cidadão, não fazem reunião nas entidades de classe, não defendem a gente. Nós não temos representação política hoje em Franca, apesar de serem dois deputados. É momento de Franca refletir e mudar. Para que manter? Vamos melhorar.
GCN - O senhor pede renovação e o modelo de renovação do PCdoB em São Paulo é o cantor Netinho de Paula, o pagodeiro, que é candidato ao Senado. E, inclusive, é um dos líderes nas intenções de voto. O senhor não acha que é um contrassenso o PCdoB lançar como candidato um cantor milionário?
Ditão - O valor que ele tem em relação às pessoas é o que é importante para nós. Ele já demonstrou, através de programas, que tem sempre ajudado. Foi um excelente vereador na cidade de São Paulo, trabalha pela causa da juventude, da educação, tem programas antidrogas. Nesse caso, ele trabalha mais para o ser do que a questão dele ter.
GCN - Ele não poderia dividir um pouco do que ele tem, já que ele é um comunista?
Ditão - Acho que isso é uma iniciativa individual de cada um. Creio que a gente deve fazer aquilo que sente para ajudar o nosso semelhante.
GCN - Estamos a três semanas das eleições e suas intenções de voto não são animadoras. A última pesquisa feita pelo Datalink, em agosto, aponta 1% de intenção de votos para o senhor. O senhor acha que ainda dá tempo de reverter esse quadro?
Ditão - Dá tempo. O recurso é pouco, mas estamos caminhando. Quero mostrar para o eleitor de Franca que a gente se coloca à disposição, coloca a cara. É difícil. É trabalhoso, mas a gente faz com gosto, porque a gente quer servir a população de Franca e região.
GCN - O partido do senhor é um dos defensores da redução da jornada de trabalho para 40 horas. Qual seu posicionamento a respeito? E sobre a reforma trabalhista?
Ditão - Sou a favor. Creio que é possível reduzir para 40 horas semanais. Acho que hoje o trabalhador tem que participar mais do lucro das empresas. Por que aquele que produz não pode participar um pouquinho? Você vai a uma indústria de calçado em Franca, 50 trabalhadores na calçada com suas marmitas comendo ali fora. Isso é justo?
GCN - Mas, candidato, é preciso voltar porque é muito flagrante. Por que o dinheiro do empresário é injusto e o dinheiro do Netinho de Paula é justo?
Ditão - Então, o Netinho de Paula é uma questão à parte. Ele também não é justo. Estou falando dos empresários porque eu vi isso. Agora, os funcionários do Netinho são bem tratados? Isso que a gente precisa ver. Se eles participam, se eles têm moradia. Se tiverem, está tudo certo.
GCN - Qual será a sua primeira medida em benefício da cidade caso seja eleito deputado?
Ditão - A questão da saúde é emergencial. Vamos ver o que o governo tem disponível em ambulância, hospital, recurso para construção e regionalização da Santa Casa.
GCN - O senhor tem algum ídolo político? Há algum nome no cenário político nacional no qual o senhor se espelhe?
Ditão - Não tem nenhum nome que me espelho como ídolo político. Eu tenho trabalhos de políticos que eu me espelharia.
GCN - Quais?
Ditão - Tem o trabalho do presidente Lula que levou o Brasil à frente, porque atendeu a maioria dos brasileiros de forma a elevar a sua autoestima.
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