Justiça Eleitoral fecha o cerco contra cavaletes com propaganda


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ESPAÇO PÚBLICO - Cavaletes colocados na Avenida Presidente Vargas. Fiscalização obriga políticos a mudarem de tática
ESPAÇO PÚBLICO - Cavaletes colocados na Avenida Presidente Vargas. Fiscalização obriga políticos a mudarem de tática

Para tentar driblar as restrições da nova legislação eleitoral na hora de divulgar seus nomes, muitos candidatos de Franca resolveram investir em cavaletes móveis colocados estrategicamente nas calçadas de avenidas e ruas movimentadas da cidade. Agora terão que mudar de tática. O Ministério Público eleitoral resolveu fiscalizar o uso deste tipo de propaganda e já notificou pelo menos cinco candidatos para que retirem seus materiais.


A legislação eleitoral permite o uso dos cavaletes desde que não atrapalhem o livre trânsito de pessoas e veículos. Como esses materiais foram colocados em calçadas, atrapalhando a passagem de pedestres, e em canteiros - áreas classificadas como “verdes”, também proibidas para propaganda, o Ministério Público resolveu intervir e cobrar o cumprimento da lei. Na terça-feira, fez uma varredura em algumas das principais avenidas da cidade. Cinco candidatos a deputado estadual e federal foram autuados. Gilson de Souza (DEM), Gilson Pelizaro (PT), Graciela Ambrósio (PP), Marco Aurélio Ubiali (PSB) e Vanderlei Tristão (PTB) tiveram de retirar os cavaletes colocados nas avenidas Major Nicácio, Champagnat e Ismael Alonso y Alonso. As denúncias, lavradas pelo promotor de Justiça Eleitoral da 46ª zona eleitoral, Ivan Nascimento de Castro, foram constatadas após vistoria no dia 13, entre 10 e 11 horas.


Apesar da fiscalização, as propagandas móveis ainda estão espalhadas em calçadas por toda a cidade. O Ministério Público registrou ontem pelo menos mais cinco denúncias em fase de constatação e promete dar sequência à fiscalização. Quem for notificado e não retirar os cavaletes dentro do prazo de 48 horas pode receber multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. “A legislação não trata de uma distância clara para o posicionamento dos cavaletes, mas diz que eles não podem interferir no livre trânsito das pessoas”, disse o promotor de Justiça Ivan Nascimento de Castro.

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