Com bom senso e boa vontade é possível garantir a realização da Festa Nossa Senhora Achiropita, mantendo os recursos fundamentais para várias entidades e valorizando a tradição.
A polêmica envolvendo a realização da Festa Nossa Senhora Achiropita no centro da cidade, por conta das reclamações dos comerciantes instalados ao longo do calçadão da Rua Voluntários da Franca, movimenta boa parcela de francanos. Nesta semana, opiniões contra e a favor da promoção (conhecida como a ‘Festa da Família’) foram direcionadas ao Portal GCN tratando do assunto. A oitava edição da festa, promovida pela Sociedade Beneficente Irmãos Italianos Unidos, acontece em apenas um final de semana (sexta-feira à noite, sábado e domingo) e reúne cerca de 30 entidades assistenciais que dependem do evento para conseguir engordar o caixa e manter os seus atendimentos. Perto de completar uma década - em 2011 chega à nona edição -, a Festa Nossa Senhora Achiropita já está inserida no calendário da cidade e oferece uma série de atrações musicais além de barracas com uma grande variedade de iguarias da cozinha italiana, a preços convidativos, atraindo milhares de francanos durante sua realização.
Agora, os comerciantes instalados no calçadão (entre a Praça Nove de Julho e a Rua Monsenhor Rosa), reclamam do evento que, segundo eles, prejudica as vendas aos sábados, por conta da movimentação do público e da localização das barracas das entidades assistenciais. Eles alegam que clientes não conseguem acesso às lojas, derrubando o movimento do sábado (as lojas abrem das 9h às 13h no dia). Outra reclamação é quanto à sujeira que se espalharia pelo calçadão logo depois do final da festa e o cheiro de gordura, além dos resíduos que impregnariam o piso do local. Por isso, tentam junto à Prefeitura a transferência do evento para outro local, como o Parque “Fernando Costa”, o estacionamento do Shopping do Calçado ou então a Praça Nossa Senhora da Conceição e outras ruas do centro da cidade.
Os organizadores argumentam, porém, que a transferência poderá interferir no faturamento das entidades assistenciais, pois a festa já se tornou habitual naquele espaço, facilitando bastante o acesso do público - em razão da existência do terminal de ônibus urbano a dois quarteirões do calçadão da Voluntários. A Prefeitura tenta acomodar todos os interesses e pretende, ao longo dos próximos meses, encontrar uma solução. O que não se pode é riscar do mapa a realização de eventos tradicionais, que ajudam centenas de pessoas e diverte outros milhares, por conta de problemas pequenos, facilmente resolvíveis. Uma boa solução dependerá do bom senso de todos os envolvidos - comerciantes, entidades e Prefeitura - para que a discussão não se torne apenas uma queda de braço mesquinha e cercada de interesses menores. Franca já se acostumou a conferir sucesso à Festa Nossa Senhora Achiropita e não pode assistir impassível uma alteração capaz de prejudicar não apenas os frequentadores, mas também as três dezenas de entidades assistenciais que dependem do dinheiro arrecadado durante o evento para manter as suas atividades.
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