O jornalista Rogério Mendelski, ao escrever ‘E agora cubanófilos?’, comenta entrevista de Fidel Castro concedida recentemente ao jornalista americano Jeffrey Goldberg. Lá pelas tantas, o entrevistador pergunta a Fidel se valia a pena exportar o sistema cubano para outros países. A resposta de Fidel ganhou as manchetes de jornais em todo o mundo e chocou os habitantes da ilha: ‘O modelo cubano não funciona mais nem para nós’.
Sobre a declaração, o escritor Percival Puggina pontua: ‘Como se percebe, há na frase sinceridade e falsidade. Sincero o reconhecimento. Falsa a sugestão de que, durante certo tempo, o sistema teria funcionado’. Realmente, quem estuda História na perspectiva da realidade e não a partir da utopia marxista, reconhece que o Socialismo não é um sistema que ‘funcione’. Pode durar algum tempo, mas nunca pode ser considerado um modelo de justiça e distribuição de riquezas.
Roberto Campos, embaixador e ex-senador, já falecido, sempre dizia que ‘o socialismo é o caminho mais longo para se chegar ao capitalismo’. Agora mesmo, essa semana, os irmãos Castro anunciaram que irão demitir de suas empresas entre 500 mil e 1 milhão de trabalhadores que ganham sem produzir.
Não existe almoço grátis. Essa é a maior verdade. Não se pode almoçar, e, ao mesmo tempo ficar com o dinheiro. A fome é voraz e os recursos são parcos. Um dia a fonte seca. O modelo cubano de engabelar a sociedade e ‘ganhar a simpatia da opinião pública’ (será?), copiado aqui no Brasil através dos programas de ‘bolsa famintos’, cuja esmola ‘gera o voto agradecido’, também terá seu fim trágico.
Impossível desenvolver-se sem trabalho. O sistema político brasileiro nos últimos 25 anos tem propiciado, dentre outras coisas, o aumento da bandidagem organizada, da preguiça, da subjugação da classe média a qual financia os programas de manutenção da vagabundagem e da falta de vontade de aperfeiçoamento moral e intelectual da população. Só quem desconhece o espírito humano, crê que a ordem e o desenvolvimento se executam através da ociosidade. Essa é a fórmula da opressão e do totalitarismo em marcha.
O povo brasileiro está carente de um líder honrado e honesto que seja capaz de não inebriar-se de poder, que não compre consciências e que faça política e não politicagem.
O país mais rico do mundo em terras férteis e em inúmeros recursos estratégicos abriga em seu seio milhões de miseráveis e desamparados em todas as mais prementes necessidades. Faltam hospitais, médicos, escolas, segurança e dinheiro para os desabrigados das enchentes no Nordeste, Sul e Sudeste. Sobram 25 milhões de reais para serem doados aos terroristas da Faixa de Gaza, através da Lei nº 12.292, de 20 de julho de 2010.
Para encerrar, alguns dados estatísticos: no ano de 1989, a carga tributária total brasileira, incidente sobre o PIB era de 23,71%. Dois anos mais tarde, Collor entregou o governo a Itamar com a carga em 24,96%. Quando Fernando Henrique assumiu ela já estava em 27,90% e após oito anos pulou para 32,35%. No governo Lula, o ano de 2009 fechou com a carga em 33,58%.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora
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