Assaltantes obrigaram o motorista José Osvaldo Souza Marques, 54, a beber quase um litro de cachaça durante o roubo de carga ocorrido na madrugada de segunda-feira. A informação foi passada ontem pela própria vítima à polícia. Marques saiu do CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, mas ainda permanece internado em observação. Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do 4º Distrito Policial trabalham em conjunto para identificar os assaltantes que roubaram dois mil pares de calçados e 400 metros de couro, mercadoria avaliada em R$ 215 mil.
Assim que recobrou os sentidos, o caminhoneiro José Osvaldo Souza Marques foi ouvido por investigadores da DIG. A polícia não revelou o teor do depoimento, alegando que pode atrapalhar as investigações. “Foram tomadas algumas declarações da vítima que deu detalhes de como ocorreu o crime, mas a princípio não vamos divulgar. O que podemos dizer é que ele (o caminhoneiro) relatou que foi obrigado a ingerir bebida alcoólica, o que o levou a um coma alcoólico”, disse o delegado Márcio Murari.
O fato de os assaltantes quererem embriagar a vítima não foi considerado uma novidade pela polícia. “Existe histórico deste tipo de atuação por parte dos autores desta modalidade de crime, que seria assalto a caminhoneiros. Este método é usado para que, posteriormente, assim que a vítima se restabelecesse, houvesse uma confusão mental devido ao coma alcoólico”, disse Murari.
A polícia revelou também que o caminhoneiro foi rendido quando estava saindo da cidade, nas proximidades do posto Galo Branco. José Osvaldo saiu da empresa dirigindo o caminhão carregado com calçados e couro por volta de 1 hora de terça-feira. Às 6 horas, ele foi encontrado, inconsciente, nas proximidades do convento das freiras às margens da Rodovia Nestor Ferreira, que liga Franca a Restinga. O caminhoneiro foi internado com suspeita de traumatismo craniano e, ontem no período da manhã, já havia se recuperado. Ele permanece em observação na Santa Casa e passa bem.
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