A primeira fiscalização específica para avaliar a aplicação da nova lei das cadeirinhas será realizada hoje em Franca. A informação é da Divisão de Trânsito da Polícia Militar, que fará blitze onde o movimento de carros é intenso. Os locais onde as fiscalizações serão realizadas não foram divulgados. Na manhã de ontem, uma rápida operação foi realizada durante a saída dos alunos da Escola Estadual “Coronel Francisco Martins”, onde dez carros foram inspecionados e uma motorista foi autuada. Ela levava uma criança de dois anos no banco de trás sem a cadeirinha e estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida.
Segundo o comandante do pelotão de trânsito da PM, capitão Alexandre Wellington, a fiscalização será intensificada a partir de hoje. “Fizemos uma rápida operação esta manhã (de ontem) e uma pessoa foi autuada. Não só pelo não uso do equipamento correto, mas também por estar com a carteira de habilitação vencida. A partir de hoje a fiscalização será mais intensa e se o descumprimento da lei for detectado, os policiais efetuarão a notificação”, explicou o capitão.
A infração para o motorista que for pego transportando crianças irregularmente prevê multa no valor de R$ 191,54, além de sete pontos na CNH e, em alguns casos, a retenção do veículo até que a situação seja regularizada.
A nova lei faz parte da resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que determina que o transporte de crianças até quatro anos e meio seja feito em cadeirinhas e em assentos para as que têm até sete anos e meio.
Segundo a legislação, em carros mais antigos - que tenham cintos de três pontos apenas no banco da frente - as crianças devem ser transportadas na frente, utilizando as cadeirinhas ou assentos. Para o transporte no banco traseiro em veículos equipados somente com cintos de dois pontos, as crianças de quatro a dez anos poderão usar apenas o cinto de dois pontos, sem o assento de elevação, de acordo com a alteração feita no último dia 6. “Alguns carros não têm nenhum lugar com cinto de três pontos. Nesse caso a criança deve ir atrás”, explicou o capitão Alexandre Wellinton.
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