Vandalismo injustificável


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Nem parecia um evento festivo. O final da ‘Festa da Flavinha’, realizada de sábado para domingo no salão principal do Castelinho, mais parecia um campo de batalha. Policiais militares da Força Tática precisaram ser acionados para controlar o tumulto. Balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram usadas pelo policiamento contra a turba enfurecida e descontrolada. Ninguém foi preso, mas o clube estima um prejuízo de R$ 28 mil. Não importa a razão que levou ao tumulto e às ações de vandalismo da festa, já que nada justifica uma atitude bárbara e violenta. Para se ter uma idéia da dimensão da confusão, frequentadores danificaram objetos no salão, quebraram vidros e portas do clube e ainda saquearam o bar. Seguranças que tentaram controlar a fúria dos participantes acabaram agredidos. Do escritório do clube foram furtados seis malotes de dinheiro, totalizando R$ 24 mil. Também foi levado o revólver calibre 38 municiado, pertencente a um dos seguranças.


Muita gente já se posicionou e as partes envolvidas foram ouvidas, mas a grande certeza, agora, é que cabe à polícia investigar e descobrir os responsáveis pelo vandalismo e pelo furto do dinheiro e da arma, que devem ser indiciados e julgados. Da mesma maneira, as responsabilidades a respeito do evento e seus problemas têm que ser apuradas e as medidas adequadas têm que ser tomadas. Não é hora de se defender a proibição de eventos como este. Afinal, numa cidade carente de lazer para todos os tipos de público, o ideal é que se possa conseguir garantir maior segurança e controle em eventos do tipo.
 

As ocorrências da madrugada de domingo devem servir, sim, como um alerta tanto para os que promovem como para os que participam de festas que vem se tornando populares na cidade. Aos promotores, a observância das exigências de segurança por conta do público. Uma festa para 1000 pessoas não pode comportar 4000. E um camarote open-bar, para um núnero específicos de pessoas, não tem como atender mais. Se não houver um planejamento minucioso a respeito de todos os detalhes que envolvam a promoção não é possível que as coisas dêem certo. Também não há mais como suportar este jogo de empurra, onde os responsáveis não se assumem como tal. Aos participantes, a necessidade de se portar com mais responsabilidade, o que fará com que tudo corra bem. Afinal, não é interesse de ninguém que a cidade deixe de acolher festas, raves, promoções e bailes por conta de um fato desabonador. Evitar de todas as formas o início de um tumulto é essencial, a fim de que a tranquilidade não desande e a festa acabe da forma como acabou esta. E isso é papel de todos.

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