Esta devoção remota ao século XIII e alude ao sofrimento de Maria, simbolizado nos sete punhais cravados em seu peito:
1º profecia de Simeão (cf. Lc2, 34ss); 2º fuga para o Egito (cf.Mt 2,13...); 3º Perda do menino Jesus no templo (cf. Lc. 2,41ss.); 4º Caminho da Cruz (cf. Lc 23,26ss.); 5º: Crucificação de Jesus (cf. Lc 23,33ss.); 6º: Descida do corpo da cruz (cf.Jo 19,17ss.); 7º: Sepultamento (cf. Lc 23,50ss.). É invocada com a seguinte oração:
Minha Mãe dolorosíssima, não vos quero deixar sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar misericórdia infinita do Pai por toda a eternidade. Amém.
S. João, o Anão.
“João significa: o Senhor é misericordioso”.
Anacoreta ou eremita viveu no final do IV século, em Cete, Egito. Foi um importante Padre do deserto do Egito. Mediante uma vida de absoluta obediência, penitência e oração obteve o dom da brandura, da paz interior, da humildade e da paciência. Nada conseguia perturbá-lo. Sempre repetia: “... é impossível ganhar o coração de alegria de alguém, sem antes procurarmos ser-lhe útil”. Ensinou aos discípulos: “Nada ensinei aos outros que não tivesse praticado antes” (Rohrbacher op.cit. vol XVI, P.2002).
ORAÇÃO
DA BUSCA DA LIBERTAÇÃO
Deus, nosso Pai, aos pés da cruz nos destes Maria por nossa Mãe. Por ela, Jesus assumiu sobre si nossas enfermidades e humanas contradições. Médico divino, dele é o poder que nos cura da tristeza. Dele é a energia salutar que nos regenera o espírito fragilizado. Ele ofereceu sua vida para que tivéssemos nas mãos o destino de nossas vidas e não vivêssemos ao sabor da tristeza, do fracasso, do erro, do pessimismo. Libertai-nos, ó Deus, de toda amarra visível e invisível, de todo malefício latente ou explícito, de toda cegueira e surdez moral e espiritual, de todo o egoísmo e orgulho manifestos e encobertos. Liberta-nos de todo sentimento de culpa que nos perturba. Libertai-nos do rancor que nos cega, da inveja que nos devora. Livrai-nos do ressentimento e mágoa, do sentimento de vingança, de tudo aquilo que nos tira a paz e multiplica nossos males. Livrai-nos do vão padecimento, do despeito e raivas ocultas ou manifestas.
Os Cinco Minutos dos Santos/J.Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.
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