A Polícia Ambiental, em uma ação conjunta com a Vigilância Sanitária, apreendeu na manhã de ontem um depósito clandestino de palmitos localizado no Bairro Cidade Nova. Duas toneladas do alimento foram apreendidas. Irregularidades como falta de rótulos nas embalagens e da origem do produto levaram os fiscais sanitários a recolher a mercadoria e destruí-la no aterro sanitário municipal. A Polícia Ambiental vai apurar se o palmito foi extraído de forma clandestina.
O imóvel localizado na Rua Prudente de Morais, perto da Prefeitura Municipal, foi descoberto por acaso. Uma denúncia na polícia informava que o portão da residência estava arrombado. Soldados da PM foram verificar o suposto furto na casa e, quando entraram, descobriram que o local na verdade servia de armazém do produto clandestino. “Nós fomos acionados pela infantaria e quando entramos descobrimos que haviam centenas de embalagens com palmitos. Nenhuma delas estava com rótulo ou informações de origem. Acionamos a Vigilância Sanitária que constatou que o produto apresentava irregularidades para consumo”, afirmou o sargento Silva, da Polícia Ambiental.
Os palmitos estavam prontos para a comercialização. Segundo os agentes da Vigilância Sanitária do Município, o produto apresentava risco à saúde pública. “Em função da não rotulagem, esses palmitos são considerados clandestinos e não pode ser comercializados em razão do risco à saúde pública. O produto terá como destino o aterro sanitário para ser destruído”, disse André Zabo, agente da Vigilância.
A Polícia Ambiental irá investigar se o palmito comercializado seria de plantio autorizado pelo Ibama ou teria sido colhido de maneira clandestina. “Na parte criminal, se for o palmito natural, aí o comerciante está cometendo um crime”, disse o sargento Silva.
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