Duas semanas de fiscalização e apenas uma multa. A lei das cadeirinhas infantis que prevê autuação para motoristas que transportarem crianças sem o equipamento de proteção está em vigor desde o início deste mês, mas apenas na tarde de ontem a primeira infração foi registrada em Franca. A informação é da divisão de trânsito da Polícia Militar, que não realizou operações específicas para fiscalizar o uso das cadeirinhas.
Para o Sargento Passeti, da Polícia Militar, a inexistência de multas no município se deve à orientação feita pela própria polícia e pela imprensa. “A conscientização dos francanos chama a atenção e acho que serve de modelo para outras cidades. Estamos fazendo o possível para que a situação continue assim e para que todos se adequem à lei”, disse Passeti.
Segundo o comandante do pelotão de trânsito da PM, capitão Alexandre Wellington, a corporação fiscaliza a aplicação da nova lei nas operações gerais realizadas no trânsito. “Se algum motorista for parado e os policiais detectarem o problema, eles efetuarão a notificação. Essa medida é para assegurar que as crianças estejam protegidas”, explicou o capitão.
A resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) determina que o transporte de crianças até quatro anos e meio seja feito em cadeirinhas e depois em assentos até que completem sete anos e meio.
Caso o veículo não possua cinto de três pontos, a criança pode permanecer no banco de trás utilizando o cinto de dois pontos (leia mais no texto ao lado).
A infração prevê multa no valor de R$ 191,54, além de sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a retenção do veículo até que a situação seja regularizada.
VENDAS
Meses antes da lei das cadeirinhas entrar em vigor, os produtos sumiram das prateleiras e dos estoques das lojas em Franca, que chegaram a registrar aumento de 120% nas vendas do equipamento.
Mesmo 15 dias depois de a lei entrar em vigor, as vendas continuam surpreendendo os comerciantes. Em quatro lojas pesquisadas informalmente pelo GCN Comunicação, a procura continua em alta. “O produto sempre teve uma boa procura, mas agora nós não conseguimos nem manter um estoque. O que chega pela manhã até hora do almoço já saiu. Os nossos repositores às vezes não dão conta nem de abastecer a loja”, informou Fabiano Ferraro, gerente de compras de uma loja de eletrodomésticos em Franca.
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