‘Fantástico’ reconhece decadência na audiência mas, não rema contra a maré


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Que o “Fantástico” não é mais o mesmo, isso não é novidade para ninguém. São 37 anos no ar, várias reformas nos quadros da atração dominical e uma ciranda de apresentadores já esteve à frente do programa, hoje comandado por Patrícia Poeta, Zeca Camargo e Tadeu Schmidt. Mas, a tentativa de mudar para melhor não tem dado certo. Resultado: até o início de setembro o “Fantástico” manteve média de audiência na faixa dos 22,2 pontos esse ano. Segundo o jornal Folha de São Paulo, trata-se da pior audiência média da revista eletrônica da Globo na última década.

O número é bem distante das boas marcas do programa, que ficou com 36,3 pontos de média em 2003, a maior audiência do programa nos últimos dez anos. De acordo com as estatísticas do jornal Folha de São Paulo, cada ponto de ibope corresponde a cerca de 60 mil residências na Grande São Paulo.

Sem polemizar e pouco menos tenta apontar culpados para o mau desempenho do ‘Fantástico’, a emissora emitiu nota sobre o assunto explicando que a fase é difícil e isso não é novidade. "Há 37 anos no ar, ele (o “Fantástico”) é líder de uma forma tão convincente que, de tempos em tempos, passa por esta variação na audiência, e a imprensa diz que o fato é inédito", mencionou a emissora.

Especialistas em observar essas oscilações dos programas de TV explicam que hoje existem (boas ou ruins) mais opções na programação dos canais abertos e, diferente de dez anos atrás, ninguém se mantêm “majestade” da liderança por mais de uma semana ou um mês. É a democracia e o poder do controle remoto nas mãos e ao alcance de todos.  

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