Um grave acidente domingo, no cruzamento das ruas Alberto de Azevedo e Simpliciano Pombo, na Vila Nova, matou uma criança de 4 anos. Lorraine Cintra Justino ocupava o banco de trás do carro dirigido pelo seu pai, o pedreiro José Carlos de Paula Justino, 48. O veículo ocupado pela vítima foi atingido por um Palio no cruzamento das vias. Com o impacto, o carro tombou de lado e o corpo da criança chegou a ficar prensado entre as ferragens e o asfalto. Populares ajudaram a retirar a pequena Lorraine debaixo do veículo. Soldados do Corpo de Bombeiros socorreram a menina para a Santa Casa, mas ela não resistiu e morreu horas depois, vítima de politraumatismo.
O acidente aconteceu por volta das 16 horas. Segundo apurado pela polícia, o pedreiro José Carlos Justino dirigia seu veículo Corcel II, ano 1981, pela Rua Alberto de Azevedo, seguindo para sua residência no Jardim Guanabara. Ao lado estava sua mulher, a dona de casa Rosa Maria Cintra Justino, 44. Ao chegar no semáforo existente no cruzamento com a Rua Simpliciano Pombo, o carro do pedreiro foi atingido na lateral esquerda pelo veículo Palio dirigido pelo padre Mário Reis Trombeta, 50 anos.
No choque, o Corcel chegou a tombar e Lorraine foi lançada para fora do carro. O pai dela garantiu que o sinal estava verde. “O sinal estava aberto para mim. Foi tudo muito rápido. O carro veio da outra rua em alta velocidade e bateu na lateral do meu, que tombou. Minha filha saiu pela janela e a coluna do meu carro virou sobre a cabecinha dela”, disse José Carlos.
O pedreiro disse que ele e a mulher conseguiram sair por um dos vidros do carro. No banco do carro não havia o acento elevado ou a cadeirinha para crianças. Moradores que escutaram o barulho do acidente saíram de suas residências e se deparam com a cena desesperadora do casal e a filha prensada no asfalto. “Quando saí, vi as pessoas correndo e fui ajudá-las. Nós viramos o carro e a menina estava com as perninhas dentro dele e a cabeça para fora. Foi terrível. Ela sangrava muito. A mãe pegou a filha nos braços e ficou na calçada abraçada tentando parar a hemorragia até que os bombeiros chegassem para removê-la”, disse Ilario Brasilino, morador das imediações. Os pais de Lorraine não sofreram ferimentos e ficaram no local do acidente prestando depoimentos à polícia.
O padre Mário, que dirigia o Palio não quis dar entrevistas, mas informou para a polícia que o sinal estava amarelo, quando passou e bateu no Corcel II. “Existe uma divergência quantos às versões no sentido da sinalização verde e vermelha para ambos. Na verdade, o condutor do Palio disse que a sinalização estava amarela para ele. Já condutor do Corcel disse que estava verde para ele”, disse o cabo Leal, da Polícia Militar.
O acidente será investigado no 2º Distrito Policial.
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