Festa da Flavinha acaba em vandalismo e pancadaria


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Porta de vidro na entrada do salão foi estilhaçada durante a confusão do último sábado
Porta de vidro na entrada do salão foi estilhaçada durante a confusão do último sábado

Confusão, tumulto, saques e sete pessoas feridas. Assim terminou a “Festa da Flavinha”, no Castelinho, na madrugada de domingo. Policiais militares da Força Tática foram acionados para controlar o tumulto. Balas de borrachas, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram usadas pelo policiamento. O clube estima um prejuízo de R$ 28 mil (leia mais em texto nesta página). Ninguém foi preso. Alguns frequentadores do evento disseram que a origem da confusão foi a falta de bebida no camarote “open bar”.

 
A “Festa da Flavinha”, organizada pela promotora de eventos Flávia Cristina Richinho, 35, aconteceu na noite de sábado avançando a madrugada de domingo. Por volta das 4 horas, uma confusão começou no camarote do evento, local destinado para convidados que pagaram R$ 35 com direito a bebida à vontade até o final da festa. Algumas pessoas alegaram que faltou cerveja, o que deu origem a várias brigas. 
 
Com o fim da bebida, dezenas de jovens passaram a promover atos de vandalismo. Os frequentadores da festa danificaram objetos no salão, quebraram vidros e portas do Castelinho e ainda saquearam o bar do estabelecimento. Seguranças que tentaram controlar a fúria dos participantes da festa acabaram sendo agredidos. Do escritório do clube, foram furtados seis malotes de dinheiro, totalizando R$ 24 mil. Também foi furtado um revólver calibre 38 municiado, pertencente a um dos seguranças.
 
Policiais militares da Força Tática foram acionados e, para controlar o tumulto, tiveram que usar bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar o público que brigava no salão. Sete pessoas ficaram feridas e passaram pelo Pronto-socorro “Doutor Janjão”. Entre os medicados, seguranças do evento e alguns jovens, que se feriram com os disparos de tiros de balas de borracha, usadas pelos soldados da Tropa de Choque da PM. “Pelo que nos foi narrado aqui no plantão, houve um tumulto generalizado que teria começado com o término das bebidas numa parte do salão. Até a chegada da polícia, houve tumulto e vários danos no prédio do local”, disse o delegado Djalma Donizete Batista. 
 
Versões
Flavinha, como é conhecida a promotora de eventos Flávia Richinho, confirmou que a confusão teve origem no camarote e culpou a empresa de segurança que contratou para o show. “Eu contratei 35 seguranças, mas só foram 11. O Camarote feito para 650 pessoas tinha mais de mil. A cerveja era suficiente para as 650 pessoas, mas ocorreu esta invasão. Eu não tive mais controle da festa”, disse a promotora do evento. 
 
A empresa Nossa Segurança, contratada pela promotora, nega que tenha ocorrido falta de profissionais. O empresário Wagner Laurindo, o “Maguila”, informou que o contrato com a organização do show foi cumprido. Segundo ele, dos 35 seguranças contratados, apenas dois faltaram na noite do evento. “Ela nos disse que havia vendido apenas 1.200 ingressos. O número era suficiente, mas depois tinha cerca de 4 mil pessoas. A cerveja dela acabou e aí começou a confusão. Tudo que foi combinado em contrato foi cumprido por parte de nossa empresa”, disse Laurindo, que também se feriu ao tentar controlar o tumulto. 

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