Estiagem e alta procura fazem dobrar o preço de hortifrutis


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A dona de casa Manoela Guilhermina Gomes escolhe legumes e verduras no supermercado. O valor da compra do mês aumentou
A dona de casa Manoela Guilhermina Gomes escolhe legumes e verduras no supermercado. O valor da compra do mês aumentou

 

A estiagem prolongada e o calor intenso fizeram dobrar o preço de pelo menos 12 itens de hortifrutis nos supermercados e varejões de Franca nos últimos dois meses. Uma pesquisa informal feita pelo GCN Comunicação em quatro varejões, cinco supermercados e na Ceasa (Central de Abastecimento) de Franca mostra que o quiabo, vagem, pimentão, abobrinha, uva e limão tiveram o preço elevado em oito dos locais pesquisados. Há casos em que os alimentos chegaram a mais que dobrar de valor, como o quiabo, cujo quilo custava R$ 3,99, há cerca de dois meses em um varejão e nesta semana o chegou a R$ 8,90. Outro exemplo da alta é o valor da uva, que saltou de R$ 4,90 para R$ 7,50 o quilo, um aumento de 53%.
 
Segundo Rodrigo Devóf de Oliveira, proprietário de varejão, dois fatores foram decisivos para o aumento nos preços. O calor atípico para o inverno fez com que a procura da população por alimentos mais leves fosse maior. Ao mesmo tempo, a estiagem prolongada afetou a produção e diminuiu a qualidade de frutas, verduras e legumes. “É complicado trabalhar com o clima desse jeito. Em pleno inverno o sol está quente, mata a rama e não deixa crescer. Nós temos de irrigar a plantação e isso custa caro, porque dá pouca mercadoria, cuja qualidade muitas vezes não é a esperada. E a procura está cada vez maior”, disse Oliveira.
 
A única opção de preços baixos são as promoções feitas por varejões e supermercados. Mas, com preços menores, a qualidade pode cair, alerta o gerente do Ceasa de Franca, Giovani Dominici. “Às vezes, as lojas têm uma grande quantidade de produtos em estoque que não circula. Então são obrigadas a baixar os preços. Elas fazem uma liquidação desses alimentos para que não estraguem e acabam vendendo mais. Pode ser estratégia, mas é sempre muito arriscado porque são produtos perecíveis”, explicou.
 
A dona de casa Manoela Guilhermina Gomes se assustou com o aumento dos preços dos hortifrutis. “Tudo que vamos comprar para a casa está mais caro. Temos que arrumar um meio de dar conta de tudo, sem deixar a qualidade cair”.
 
ECONOMIA
Para evitar gastos excessivos, o gerente do Ceasa diz que os consumidores devem ficar atentos e pesquisar. “O que indicamos é que as pessoas substituam os produtos, priorizando as frutas da estação como tangerina e maçã e as verduras e legumes que estão em período de safra, como a batata e o tomate. É possível aproveitar e continuar se alimentando de forma saudável, mas tem de pesquisar”. 

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