Desabafo!


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Alguns definem o processo eleitoral como ‘o espetáculo da democracia’. Parece que apenas o exercício do voto bastaria para consolidar isso, mas... grande engano!

A sociedade atual, que não se prestou a estudar a história das ditaduras totalitárias do século XX, ainda não percebeu que o sistema eleitoral do voto obrigatório é o principal instrumento utilizado por governos ‘autoritários’ para se auto-rotular de legitimados pela vontade popular.


O processo eleitoral brasileiro nos dá vergonha. Os candidatos parecem ‘mercadorias vendidas nas ruas’ durante o horário da propaganda eleitoral obrigatória que assistimos na esperança de ver propostas reais e plausíveis. O que se enxerga, de verdade, são verdadeiros candidatos ‘circenses’, debochando da democracia representativa e que claramente dizem não saber o que irão fazer se eleitos forem.
 

 Há uma perda de valores éticos, morais. Os eleitores obrigatórios, em sua maioria, não possuem convicções, interesses ou idéias próprias sobre política; ignoram suas responsabilidades, ignoram a razão de existir uma Câmara dos Deputados ou um Senado.


O processo eleitoral, nos moldes atuais, afasta os governantes dos governados. Vota-se muito mais em razão da propaganda, do marketing político, da massificação e etc., quando se deveria votar pelo conhecimento de quem é a pessoa que vai exercer o poder, sua história, suas atitudes, seu modo de agir e pensar.


É triste verificarmos que cidadãos ainda acreditam nas ilusões materiais e prosperidades ofertadas eleições após eleições. Ano após ano, atos após atos, o que a classe política busca efetivamente é a perpetuação no poder. A política tornou-se ‘profissão’ altamente lucrativa, sem a necessidade de estudo. Na atualidade, despreza-se a instrução. O analfabeto funcional tem hoje uma sensação de orgulho e de soberba, como se o esforço intelectual fosse uma atividade dispensável, restrito às elites. Ser culto e inteligente não é referência, tampouco o é o modelo a ser seguido, pois para ‘se dar bem na vida’ rapidamente, basta ser ‘espertalhão’ e demagogo, coisas que não exigem grande esforço.


No Brasil, a busca pelo estado democrático de direito, em sua plenitude, passa necessariamente por uma reforma política que não seja efetuada pelos políticos, mas sim por uma assembléia apartidária que busque retirar a profissionalização política, que dê condições de igualdade no processo eletivo, que dê a oportunidade para que surjam novas lideranças e ideias.
 

Em outubro, apesar das promessas, nada mudará. Pelo voto obrigatório a maioria dos cidadãos irá referendar qual dos idênticos irá nos governar, já que as divergências estão somente nos métodos. Todos mantêm os mesmos princípios. Basta verificar coligações nas eleições estaduais, onde num estado o PT apóia o DEM que apoia o PSDB para a presidência, com candidato ao senado do PC do B. Candidatos a presidente sobem no palanque sem saber direito a quem elogiar ou de quem falar mal!
 

Enfim, os cidadãos brasileiros estão aceitando a conhecida política Robin Hood: aquela que tira dos ricos para dar aos pobres. Logicamente que nem tudo chega aos pobres. Afinal, Robin e seus homens têm de comer, beber e se divertir em festas, e isso custa dinheiro. É necessária uma gigantesca burocracia para administrar a caridade pública. Os Robin Hoods nos governos se acostumaram a receber uma enorme parcela do saque, enquanto os camponeses - bem, esses estarão contentes com qualquer coisa que receberem. Nunca se preocupam com o quanto foi consumido no caminho até chegar a eles. Afinal, tudo foi roubado de outra pessoa mesmo.

 

CANDIDATOS A PRESIDENTE
Outro dia um repórter questionava políticos, jornalistas, artistas etc., sobre quantos e quais eram os candidatos à presidência da República. Poucos sabiam, isto em razão de que a divulgação diária pela mídia encontra-se concentrada em quatro candidatos, quando na realidade são nove pleiteando o mesmo posto. Se a própria sociedade formadora de opinião desconhece os candidatos, imagine o cidadão menos informado? A propósito, os debates deveriam sim, em respeito ao princípio da isonomia, obrigatoriamente contar com a participação em horário nobre e rede nacional de todos os candidatos deferidos pelo TSE e não somente com os prováveis vitoriosos.


26 ANOS DO METRÔ
Apesar de ter sido inaugurado pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici em 09 de setembro de 1972, foi somente em 14 de setembro de 1974 que o metrô da cidade de São Paulo passou a transportar passageiros entre os bairros de Jabaquara e Vila Mariana, posteriormente chegando até o bairro de Santana, com 20 estações. Na época o número médio de passageiros/dia era de 2.858 pessoas. Atualmente circulam 3,6 milhões de passageiros/dia, através de 58 estações.
 

ADMINISTRADOR DE EMPRESAS
No último dia 9 comemorou-se 45 anos da regulamentação da profissão de Administrador de Empresas. Para nós que nos formamos na área pela hoje UNI-FACEF, é motivo de orgulho a comemoração da data. Para os jovens administradores, tenham sempre em mente que ser administrador é muito mais do que transformar uma idéia em produto e levá-la para o mercado. Não basta ser um bom gestor de uma unidade produtiva. É preciso sempre agir e estar atualizado com as evoluções em todas as áreas administrativas, principalmente as sociais e humanas. Parabéns à categoria!
 

CADEIRINHAS EM VEÍCULOS
Cadeirinhas comprovadamente diminuem danos em acidentes de trânsito. Mas somente em veículos particulares? Táxis, ônibus, vans, não necessitam? Será que não estão apenas combatendo o efeito? A causa real é a falta de educação no trânsito!

 

 

Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário -

toninhomenezes@comerciodafranca.com.br

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