Opiniões de vizinhos divergem sobre novas presas no Guanabara


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 Pátio interno da cadeia do Guanabara: presas de Batatais chegaram a Franca na última sexta-feira
Pátio interno da cadeia do Guanabara: presas de Batatais chegaram a Franca na última sexta-feira

 

A mudança da cadeia do Guanabara para presídio feminino diverge opiniões de vizinhos do prédio. Alguns não se importaram com a ativação da unidade, que passou a recolher mulheres. Outros preferem que a cadeia fosse totalmente desativada e que o local fosse transformado em unidade educativa ou de aprendizagem. Desde sexta-feira, a cadeia abriga 135 presas, que vieram de Batatais, onde a unidade vivia o problema de superlotação. 
 
O medo de rebeliões mesmo com o prédio recolhendo mulheres ainda existe para alguns vizinhos da cadeia, moradores na Rua Abrão Jorge. Antes da construção do CDP (Centro de Detenção Provisória), eram constantes os alarmes de fugas de presos e até mesmo disparos de arma de fogo efetuados por policiais durante as rebeliões. “A gente já ficou com muito medo, mas depois que eles (os presos) saíram tudo ficou tranquilo. Faz tempo que é um silêncio só. Acabou a gritaria. Acho que com as mulheres aí vai ser diferente, mas mesmo assim ainda não dá para dizer que não vamos ficar com medo”, disse a aposentada MCF, 84. 
 
Para outra moradora, a presença da prisão perto de sua casa nunca trouxe problemas. “Sou ser franca, moro aqui há 37 anos e nunca tive problemas com o presídio. Pelo contrário, a gente fica mais segura. Tem mais polícia na rua durante o dia e à noite”, disse a dona de casa MAS. 
Um outro vizinho acredita que poderia ocorrer no local uma total desativação e a implantação de unidades educativas e de aprendizagem. “Acho que o prédio poderia se tornar local de aprendizagem, se não for para presos ou presas que seja para outras pessoas”, disse o morador que não quis sua identificação revelada. 
 
A cadeia do Guanabara passou a receber mulheres devido à superlotação da unidade de Batatais. Construída para suportar 21 presas, a cadeia feminina estava com uma população carcerária de 135 acusadas. As péssimas condições que as detentas estavam enfrentando obrigou a Delegacia Seccional e o Deinter-3 a providenciarem a remoção das mulheres, sem mesmo aguardar o projeto de reforma do Guanabara ser aprovado pela Secretaria de Segurança Pública. Ainda restam 40 mulheres que estão presas na cadeia de Orlândia para serem transferidas para Franca. A medida deve completar o ciclo de desativação das cadeias da região, ficando apenas Batatais, recebendo homens presos por pensão alimentícia e prisão temporária, e a cadeia de Igarapava, hoje abrigando acusados de crimes sexuais. 

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