Tucano diz que Dilma ‘é uma aposta no escuro’


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ENGANAÇÃO -  José Serra diz que o projeto do trem-bala é uma ideia fantasiosa e eleitoreira defendida pelo governo Lula
ENGANAÇÃO - José Serra diz que o projeto do trem-bala é uma ideia fantasiosa e eleitoreira defendida pelo governo Lula

O candidato a presidente da República José Serra (PSDB) critica a política econômica do atual governo de manter juros altos, ataca o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), o chamado trem-bala, e rejeita a política externa brasileira. Sobre o terceiro aeroporto metropolitano, diz que é preciso planejar já, mas antes investir na ampliação de Viracopos (Campinas) e construir o terminal 3 de Cumbica (Guarulhos). Durante 1h40, o tucano participou na capital paulista de uma sabatina do projeto Agenda Brasil, na sede da Associação Paulista de Jornais (APJ).


O conteúdo da entrevista está sendo publicado em 14 jornais do Estado de São Paulo que formam a Rede APJ, entre os quais o Comércio da Franca. A tiragem somada dos 14 jornais resulta em 350 mil exemplares aos domingos. Os jornais filiados à Associação dos Diários do Interior (ADI), que reúne publicações do interior do Paraná, Santa Catarina, Bahia e Rio Grande do Sul, também publicam a entrevista. Essa é a primeira sabatina com os candidatos à Presidência da República. A APJ convidou também as candidatas Marina Silva (PV) e Dilma Rouseff (PT).


“Não há nenhuma maldição da natureza e nem de Deus para que o Brasil tenha a maior taxa de juros do mundo. É possível baixar, melhorar o câmbio que representa um elemento devastador do nosso parque industrial”, diz Serra. Na opinião dele, os juros altos e a política de câmbio prejudicam o setor têxtil e de calçados tanto paulista como de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.


O candidato tucano admite que a concessão das ferrovias a grupos privados na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não resolveu o problema da ineficiência das ferrovias brasileiras e defende a revisão do modelo. O candidato critica as concessões de rodovias federais e vê como solução a construção de marginais nos trechos urbanos nas cidades cortadas por BRs, onde tem grande incidência de acidentes, no lugar de duplicação dessas vias. Para Serra, o projeto do trem-bala é uma ideia fantasiosa e eleitoreira defendida pelo governo Lula. Na opinião dele, não tem viabilidade econômica. “É uma enganação em estado puro”.
 

Ele não acredita que é possível fazer uma reforma tributária, porque quem tem interesse contrariado se junta para barrar o projeto no Congresso. Defende que o foco seja fazer alterações pontuais na legislação, numa tática de “isolar o inimigo”.


Durante a sabatina, o tucano atacou a política externa brasileira, segundo ele, de forte publicidade e de marketing de “vender” o Brasil no exterior e fraca na defesa em matéria econômica. Sobre a sua adversária, Serra não poupa críticas: “Ela representa a incerteza, porque não tem história, o pouco de história que tem é secreta”, afirma. Confira os principais trechos da sabatina.

 

POLÍTICA ECONÔMICA
Não há nenhuma maldição da natureza e nem de Deus para que o Brasil tenha a maior taxa de juros do mundo. É possível baixar, melhorar o câmbio que representa um elemento de devastação do nosso parque industrial que afeta o Interior paulista, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O que castiga também a agricultura, porque o agricultor exporta mais e recebe menos. É perfeitamente possível se tiver uma equipe integrada com esse objetivo: Fazenda, Planejamento e Banco Central. Integrados, jogando na mesma direção. Não há motivo para ter essa taxa. Essa de que é por causa da incerteza econômica do Brasil, não tem pé nem cabeça. Se fosse por isso o Brasil seria um dos últimos de taxas de juros: seria um dos mais baixos. O Brasil é um caso folclórico. A política cíclica foi manter juros elevados, aumentar custeio e alguma operação como o do socorro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) e reduzir alguns impostos o que achei correto – mas medidas de impacto foram limitadas. Tanto é que o Brasil teve um desempenho ruim na crise, porque está estagnado o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, enquanto a China continuou com taxas razoáveis de crescimento. Mas se criou o folclore de que o Brasil foi bem. Não é verdade.
 

AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
O Banco Central tem que trabalhar com autonomia operacional. Não sou contra a autonomia do Banco Central. Lógico que o ministro da Fazenda deve ter influência, porque autonomia operacional no Banco Central é uma coisa e outra é o ministro da Fazenda ter influência. Autonomia total não existe. Isso é concepção cucaracha. Nenhum lugar do mundo é assim.
 

PRIVATIZAÇÃO DAS FERROVIAS
O setor ferroviário não estava bem antes da privatização (no governo Fernando Henrique Cardoso). No fundo, o modelo de trens estava em crise no Brasil. As concessões não resolveram. Continua insuficiente. Vamos ter que rever todo o modelo em profundidade. O modelo do atual governo também não funciona. Eles tentaram fazer um modelo novo, mas o PT dá dinheiro para o capital privado. O novo modelo pode envolver uma renegociação dos contratos. Acho que parceria público-privado (PPP) é a alternativa. O contorno ferroviário (Ferroanel de São Paulo) é importante para que os trens de carga cheguem mais rápido ao Litoral (porto de Santos). Atualmente, os trens de cargas têm de ficar esperando a passagem do transporte urbano na mesma linha. Deveria ter o contorno ferroviário. O governo federal não se mexeu e ficou no discurso.
 

TREM-BALA
O trem-bala é uma ideia fantasiosa levantada pelo atual governo federal. Essa obra não custa R$ 35 bilhões, mas algo em torno de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões. Puseram Campinas no projeto, porque eu sugeri a inclusão. Três quartos desta linha são referentes ao trajeto de Campinas ao Vale do Paraíba. Depois tem 100 quilômetros de túneis, mas só serviria para transportar passageiros e não atenderia ao transporte de carga. Fizeram um edital de licitação que não se sabe qual é a trajetória do trem e não constam questões de impacto ambiental. Isso só tem finalidade eleitoral. Não tem viabilidade econômica. O que tem que fazer é linha de Campinas e Jacareí, que possa misturar carga e passageiro. Não vamos dar de botocudos, funcionar na fantasia. Se um grupo privado quiser investir, qual o problema? O projeto atual do trem-bala é com recursos públicos e garantia de venda de passagem. Parece piada. Países desenvolvidos fizeram trem de alta velocidade, em todos dá prejuízo, e são países saturados que têm malha ferroviária adequada. Faz-se um tipo de empreendimento que vai dar prejuízo com dinheiro público. Agora na eleição fala se for o Serra não tem o TAV (Trem de Alta Velocidade). Se for o Serra e querer criar emprego no Brasil, aceitamos, mas estão querendo com esse projeto criar emprego na China. Isso é uma enganação em estado puro. Esse projeto tem um custo extraordinário, porque não pode ter muitas curvas. Vai ter um túnel maior do que o do Canal da Mancha. Querem comparar movimento entre França-Inglaterra. Lá continua dando muitos prejuízos, nós temos outras prioridades. Tem o transporte ferroviário urbano que é uma calamidade. Com esse dinheiro, você consegue fazer 400 quilômetros de Metrô.
 

AEROPORTOS
Desde que tomei posse no governo do Estado, estou brigando com o governo federal para o aeroporto de Viracopos com movimento de 3 milhões de passageiros/ano que pode ir para 60 milhões/ano. Propus desde 2007 que essa seria a melhor solução. Convenci o ministro da Defesa, quando fui prefeito de São Paulo, mas por fatores ideológicos não prosperou. Imagina esse aeroporto com movimento de 60 milhões de passageiros. Vamos cuidar de desenvolvimento de verdade e não de pirotecnia eleitoral. A prioridade zero é ampliar Viracopos e fazer o terminal 3 de Cumbica, que também foi vetado por motivos misteriosos. A concessão de Cumbica do terminal 3 é uma moleza. Qualquer empresa privada tem um interesse enorme nisso, mas eles não fazem a concessão por ideologia e por questão sindical. Quanto ao terceiro aeroporto que o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), tem entusiasmo, é preciso ver se há empresas privadas que possam fazer sem nenhum custo direto para o governo. Eu duvido. Sempre vai ter o custo de transporte. Onde sequer que você faça tem que adaptar a estrutura viária e de transporte para isso. Senão o aeroporto fica isolado. Eu acho que vai ter um terceiro aeroporto. Se você vir o cenário em São Paulo em 2030 vai ter que investir em Viracopos, Cumbica com três terminais e um terceiro aeroporto. Sem falar nos aeroportos do Interior, porque planejamos as concessões, mas o governo federal não aprovou, porque somos concessionários do governo federal. O aeroporto de Ribeirão Preto importantíssimo para carga (pode abastecer Minas Gerais), Rio Preto, Araçatuba, Bauru, entre outros. Há uma bela rede de aeroportos.
 

RODOVIAS E INVESTIMENTOS EM BRS
Nas cidades que têm rodovias federais que cortam a zona urbana a melhor solução é construir contornos nas marginais. As concessões federais ou são muito antigas - como no caso da rodovia Presidente Dutra (Rio-São Paulo) - ou são muito mal feitas. Isso tem que ser revisto. No caso do problema que atormenta o Vale do Paraíba tem que fazer marginais, mas não sei se pelo contrato de concessão ou investimento direto do governo federal. Não tenho resposta pronta. Tenho dito que se o PT quer trazer o padrão de estrada brasileira para São Paulo, eu quero levar o padrão de estradas de São Paulo para o Brasil: 75% das estradas avaliadas em São Paulo são ótimas e boas contra 25% e 30% de ótima e boa do governo federal. Veja as notas de avaliação das duas mais conhecidas: Fernão Dia e Régis Bittencourt. Quando vai para o Paraná, tem 30 quilômetros chamado de estrada da morte. A Fernão Dias vivendo sempre em emergência.
 

IMPOSTOS
A carga tributária no Brasil tem um lado muito mais perverso do que se imagina. Não são 36%. É muito mais, porque há quem não paga imposto, por isso quem recolhe imposto paga por quem não paga. É absurdo. Os 36% são uma carga alta, mas percepção correta é que pagamos muito mais, inclusive com o custo da mão de obra. 50% da mão de obra são informais, isso significa que não está recolhendo INSS além de FGTS.
 

REFORMA TRIBUTÁRIA
Não sou a favor de uma reforma tributária, porque os interesses contrariados se juntam e formam uma frente que derruba qualquer proposta. O projeto que o governo federal enviou ao Congresso era ruim, não por maldade, mas porque ele não sabia o que era reforma tributária. Encarregaram umas pessoas que não entendiam. É muito difícil entender de tributação. Fui relator na Constituinte e sei da dificuldade. É muito complicado. No governo o conhecimento sobre economia é muito baixo. E aí montaram um projeto ruim, chegou lá o relator transformou em bandeira política. Resultado: montou-se um monstrengo que aumentava a guerra fiscal, a carga tributária, aumentava o déficit federal e punha fogo no Brasil. A reforma tributária tem que ser feita diferente: pega só um objetivo concentra nele e isola o inimigo.
 

COMBATE À INVASÃO DE PRODUTO TÊXTIL
O setor têxtil é muito eficiente tanto no interior do Estado de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas está estrangulado devido os juros altos e da política de câmbio. O setor de calçados também enfrenta o mesmo problema. Falta uma defesa comercial porque somos especialistas em arranjar bons empregos industriais na China. Os chineses não sabiam como produzir calçados. O que fizeram? Importaram mil técnicos brasileiros, inclusive gaúchos, para serem reprodutores de produtos brasileiros e compram o couro do Brasil. Eles vendem depois mais barato por causa do câmbio e de práticas desleais de comércio. A China tem exportado 10 bilhões de produto têxtil e o Brasil R$ 5 bilhões. Para onde foram os outros R$ 5 bilhões (são paralelos que entraram aqui). Lá sai tudo registrado, porque se sonegar na China a pena é a forca e aqui ganha-se capa de revista. Então, no meio do caminho o negócio desaparece. Ocorre com o setor de brinquedos também. A indústria nacional não aguenta. Então, o Brasil tem que entrar na área da defesa comercial. Em relação à China ficamos em desvantagens porque demos aos chineses de graça a condição de economia de mercado, o que limita a ação de defesa comercial. Ou mesmo no caso de calçados, que fixou alíquota extra para assegurar a importação chinesa, mas não resolve o problema da exportação que é causada pelo câmbio. A China agora começa a exportar por outros países da Ásia. Eu na presidência da República, o País vai entrar em uma nova era em matéria de defesa comercial e de promoção.
 

MUDANÇAS CLIMÁTICAS
O Brasil ficou caudatário na discussão internacional com a posição da China. Ela leva a ideia mais longe de que os ricos poluíram quando se desenvolveram e nós não vamos desenvolver sem poluir. Acho que há possibilidade de ter desenvolvimento com energia limpa, é só abrir nova frente de investimento no mundo, mas tem que ter o engajamento mundial. Outra questão é o fundo internacional de preservação de crédito de carbono. Isso daria um valor monetário para nossas florestas. Eu era a favor de o Brasil pôr dinheiro, a Dilma era contra, fui o principal a convencer o Lula. Valia a pena, mas aí naufragou. Vamos fazer uma lei igual a que fizemos em São Paulo, porque abre a oportunidade de investimentos.
 

POLÍTICA EXTERNA DO ATUAL GOVERNO
Acho a política externa pouco pragmática, forte na publicidade e no marketing do Brasil e fraca em matéria econômica de comércio exterior, inclusive gastando fortuna em dólares em abrir embaixadas em países sem nenhum significado econômico, com todo respeito, tudo para ganhar votos para o Conselho de Segurança da ONU. Não vale o preço. Não que seja contra o Brasil estar no Conselho de Segurança, mas acho duvidosa essa estratégia. Por outro lado, a diplomacia brasileira não defende os direitos humanos internacionais, embora seja um País que saiu de uma ditadura que perseguiu muita gente, e vários de nós fomos perseguidos. É um choque e uma decepção. Vejo o Brasil paparicando e declarando relações de amizade e carinho com os fascistas do século 21, como é o caso de Mahmoud Ahmadinejad.
 

EDUCAÇÃO: PROGRESSÃO CONTINUADA
O ensino fundamental é atribuição de estados e municípios, enquanto o governo federal traça as linhas gerais. Não sou a favor de expandir a Progressão Continuada a todos os estados. Ela foi criada pelo PT, pelo educador Paulo Freire, na gestão da Luiza Erundina. O argumento é razoável de que a criança não deve ficar na rua, mas não deve ser aprovada sem conhecimento. O que tem que fazer é diminuir o ciclo de quatro para dois anos e reforçar o aprendizado. Investir na sala de aula. O problema não é a merenda, uniforme, transporte escolar e nem prédio. O problema é aprendizado. Por isso preparamos material de ensino para o professor e alunos – que a Apeoesp (sindicato do professores paulista) queimou em praça pública –, estimulamos a leitura e pusemos dois professores (uma auxiliar que era aluna universitária) e os índices melhoraram. A criança já não sai analfabeta do primeiro para o segundo ciclo. Criamos remuneração por mérito, que a Bahia está copiando. O PT fala uma coisa, o sindicato fala outra, por baixo do pano aproveitam os projetos alheios.
 

AUMENTO DE VAGAS NO ENSINO SUPERIOR
Acho importante aumento de vagas no ensino superior e não importa se em prédio novo ou expansão das matrículas. Neste atual governo o aumento no número de alunos é menor do que no período de Fernando Henrique Cardoso. Há investimento em prédio, como no do ABC, que até fechou. Está perdendo alunos devido a má qualidade do ensino. O importante é expandir o ensino de ensino superior de boa qualidade, mas tem que trabalhar de maneira planejada. Não importa que a expansão seja pela Unesp ou universidade federal.
 

PETRÓLEO
Esta eleição no Brasil é muito importante: vai definir o rumo do País. Os bônus são o petróleo, as commodities (somos grandes produtores) e o demográfico - a taxa caiu, menos crianças, e abre a perspectiva de investimento em qualidade do que em quantidade em Educação e pode recuperar mais facilmente os enormes atrasos em saneamento. Isso pode ser aproveitado e desaproveitado. O petróleo para Venezuela foi uma tragédia, para o México não adiantou nada. A América Latina é tradicional de não aproveitar essa riqueza. Equador é a mesma coisa: a moeda lá é o dólar, veja que situação chegou o País. O petróleo é bom, claro que é, como o Chile soube aproveitar o preço do cobre. Criou fundos que patrocinam aposentadorias. Seguiu um caminho inteligente, mas se o Brasil não seguir um caminho inteligente vamos voltar a ser uma economia primária como era antes de 1930. Estamos no caminho da desindustrialização. Hoje produzimos celulose, exportamos até para a China e eles fazem o papel e depois vendem para o Brasil. Apesar que temos a maior produtividade do mundo de matéria prima de celulose, mas estamos virando importadores. Com o milho está ocorrendo a mesma coisa. Então, vamos ter que ter uma política nacional planejada. É tudo o que não temos: não temos política industrial, não temos política de defesa comercial, não tem política de desenvolvimento. Na área social estamos piores do que estávamos há oito anos no que se refere à Educação, Saúde e Segurança. Educação tem a ver com o futuro e Saúde e Segurança tem a ver com a vida. Metade dos adolescentes não está na escola certa. Os índices de saneamento são escandalosos para a média brasileira. Em segurança, a situação piorou. Tem um problema grave da cocaína e de armas, que entram no Brasil livremente não se fez nada nessa área. Por isso que quero criar o Ministério da Segurança. O atual governo renunciou a política diplomática dos países que fazem o tráfico de cocaína para o Brasil por fatores ideológicos e partidários, como é o caso da Bolívia, que é o principal abastecedor de cocaína e o Brasil faz muitos favores econômicos, por isso, não faz pressão nenhuma.
 

DEMOCRACIA
O partido que está no poder é incomodado com a democracia que começa pela liberdade de imprensa, por isso tem a ideia de criar comitês. A censura teria um novo nome: comitês e conferências. Há clara indisposição quanto a isso. Desrespeito com as instituições como a quebra de sigilo fiscal criminosa. São quebras de sigilo institucionalizadas e patrocinadas pelo partido do governo. Não é uma ação de criminosos comum. Trata-se de política de Estado.
 

SOBRE A ADVERSÁRIA
Com respeito a Marina Silva, há as opções colocadas ao eleitor que são a candidata do PT e a minha. Ela (Dilma) representa a incerteza, porque não tem história, o pouco de história que tem é secreta, fechada num cofre. Fala-se de coisas que ela fez, mas ela não fez, agora falou de cobrar tarifa de energia elétrica mais alta, mas foi relapsa na cobrança da tarifa social. Há falta de política energética, porque temos uma candidata fabricada à sombra de um presidente popular. Ela não debate, não se apresenta e é um envelope fechado. No meu caso, aquilo que eu fiz, o que eu penso, está aberto à sociedade. No outro caso é uma aposta no escuro.

 

Os jornais e a Agenda Brasil

O projeto Agenda Brasil, da APJ (Associação Paulista de Jornais) tem o objetivo de expor as ideias dos principais candidatos à Presidência da República, por meio de entrevistas concedidas aos profissionais dos jornais integrantes da APJ. A entrevista foi concedida na sede da APJ, em São Paulo, no dia 7 de setembro, aos jornalistas Aurélio Alonso (Jornal da Cidade/Bauru), Beatriz Rosa (O Vale/S. José dos Campos), Beto Silva (Diário do Grande ABC/Santo André), Eugênio Araújo (Cruzeiro do Sul/ Sorocaba), João Jabbour (Jornal da Cidade/Bauru), Rodrigo Lima (Diário da Região/S. José do Rio Preto) e Wilson Marini (editor executivo da Rede APJ) e aos diretores Antonio Carlos de Pereira de Almeida (Tribuna Impressa/Araraquara) e Renato Zaiden (presidente da APJ). Além desses jornais, a Rede APJ é formada ainda pelos seguintes jornais: Comércio da Franca, Folha da Região (Araçatuba),  Jornal de Jundiaí, Jornal de Limeira, Jornal de Piracicaba, O Diário (Mogi das Cruzes), O Imparcial (Presidente Prudente), O Liberal (Americana) e Tribuna Impressa (Araraquara). Nas próximas semanas, mais presidenciáveis serão entrevistados.

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