Pelizaro: ‘vou ser o deputado dois em um’


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NO ATAQUE - Durante a sabatina, petista chegou a chamar os adversários Roberto Engler e Gilson de Souza de bonecões do governador
NO ATAQUE - Durante a sabatina, petista chegou a chamar os adversários Roberto Engler e Gilson de Souza de bonecões do governador

O ex-vereador Gilson Pelizaro, candidato a deputado estadual pelo PT, foi sabatinado pelo GCN Comunicação na última quarta-feira. Duro nas críticas a seus adversários Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) e ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB), o petista atribuiu a eles os problemas vividos pela Santa Casa de Franca e pela rede pública de Saúde. Durante a entrevista de uma hora, Pelizaro afirmou que vai lutar pelo fim da progressão continuada no ensino e pela redução das tarifas e praças de pedágios. Ainda culpou o Estado pela falta de mão de obra na cidade. Segundo ele, São Paulo não teria acompanhado o ritmo de desenvolvimento imposto ao Brasil pelo governo federal.

 

PRIMEIRO BLOCO

GCN Comunicação - Por que o senhor quer ser deputado estadual?
Gilson Pelizaro -
Quero ser deputado estadual para fazer diferente dos que estão aí. Infelizmente, Franca tem dois deputados estaduais que não têm representado à altura a cidade. Recentemente, uma ONG, a Voto Consciente, analisou todos os deputados estaduais, mais precisamente 86 parlamentares, e um deputado de Franca, o Gilson de Souza, foi o número 82. Ele está entre os quatro piores deputados do Estado, com a nota 3,3. Franca tem pago caro por ter representantes desse nível. Roberto Engler também não foi lá muito bem avaliado. Eu quero ser diferente. Quero ter uma representatividade maior na Assembleia Legislativa. Quero dar o exemplo da questão da Saúde. A Saúde de Franca foi estadualizada, proposta do prefeito Sidnei Franco da Rocha aceita pelo Estado. Hoje Franca tem que pedir para São Paulo permissão para fazer internação dos seus pacientes. Antigamente, o secretário municipal não pedia, ele mandava internar e pronto. Hoje não é mais assim e isso tem custado vidas. Recentemente, uma dona de casa morreu esperando 17 horas por um fax do Estado para ser internada na Santa Casa. Antigamente, a gente dizia que a vida era por um fio, agora a gente tem que dizer que a vida é por um fax em Franca.
 
GCN - Eu gostaria que o senhor avaliasse os trabalhos dos deputados Roberto Engler e Gilson de Souza. Por que os eleitores devem trocá-los por Gilson Pelizaro?
Pelizaro -
Porque o povo de Franca tem sensibilidade social. Infelizmente, nós não temos visto essa sensibilidade nos nossos deputados. Vou dar mais um exemplo de por que o povo de Franca tem que trocar os seus representantes na Assembleia Legislativa. Foi falada uma grande mentira com relação à desativação do cadeião do Guanabara. Disseram que seria construído um novo CDP (Centro de Detenção Provisória) e que o cadeião seria desativado. Agora já estão vindo com uma outra história: a de que vai ser um presídio feminino. Tenho uma proposta muito clara: se for deputado estadual, vou lutar com unhas e dentes para que, onde hoje é o cadeião, seja construído um centro educacional tecnológico. Não é admissível que aquele aparelho público continue no centro da cidade, trazendo riscos para a nossa população. E mais, vou tentar de todas as formas que, quando uma unidade prisional for erguida na nossa região, que seja na zona rural.
 
GCN - O senhor já disputou duas eleições para deputado estadual e ficou como suplente. Por que o senhor acha que desta vez vai ser diferente e o senhor vai conseguir alcançar os votos necessários para ser eleito deputado?
Pelizaro -
Porque a eleição de prefeito me qualificou para que postule uma vaga na Assembleia Legislativa. A primeira coisa que um candidato a deputado tem que ter é densidade eleitoral. Tive quase 45 mil votos para prefeito. Sinto-me preparado para representar o povo de Franca. Tenho densidade eleitoral e um apoio muito grande na região de Franca.
 
 
SEGUNDO BLOCO
GCN - Nestas eleições, quando se fala em educação, a progressão continuada, consagrada pelo PSDB em São Paulo, é tema obrigatório. Como o senhor avalia este sistema?
Pelizaro -
Avalio como um caos. Fala-se tanto em ensino técnico, o PSDB faz tanta propaganda dizendo que vai fazer escolas técnicas aqui, ali. Só que não qualifica os alunos que fazem o ensino fundamental para que tenham condição suficiente de aproveitar as escolas técnicas. A aprovação automática tem que ser exterminada. Acho que o sistema de avaliação no ensino paulista tem que ser aquele da moda antiga mesmo, tem que voltar o boletim.
 
GCN - Qual a sua opinião sobre a política de bônus por desempenho para os professores da rede estadual?
Pelizaro -
Do jeito que o PSDB faz, é uma coisa que precisa ser bastante avaliada. Sei que alguns professores batem palma no final do ano quando recebem, mas muitos choram depois quando se aposentam. Este tipo de gratificação não é incorporado ao salário. Depois de 25 anos de trabalho, estas gratificações não aparecem e, aí, os professores vão choramingar a falta de uma política salarial. O professor precisa ser valorizado em tempo integral, não somente no final do ano.
 
GCN - A política de segurança pública adotada pelo atual governo é alvo das maiores críticas por parte do PT. Delegados paulistas reclamam que têm o pior salário do País. O que o senhor pretende fazer a respeito?
Pelizaro -
Olha, isso não é crítica do PT, não. Isso é crítica do povo de São Paulo. Afinal, nós vimos a barbárie: a Polícia Civil e a Polícia Militar brigando por um aumento salarial. A gente não pode aceitar. Por que o Piauí, que é um dos piores orçamentos do Brasil, tem condições de pagar melhor os seus profissionais? Por que o Estado de São Paulo não tem condição de fazer isso? É uma questão de prioridade. O Estado de São Paulo precisa priorizar a questão da segurança pública, qualificar melhor o policial e valorizá-lo com uma política adequada de salário. Nós não podemos aceitar que a pessoa vá para a rua correndo risco com um salário miserável.
 
GCN - O senhor disse que defende a construção de presídios na zona rural. Seria uma proposta permanente? O senhor acha que os presídios deveriam sempre ser construídos na zona rural?
Pelizaro -
Acho que isso deveria ser um programa do governo do Estado. Infelizmente, a política do governo hoje é ditatorial. Não dá opção para o município. É preciso haver uma ampla discussão a respeito disso. Para interiorizar o desenvolvimento, tem que ser de uma outra forma, não só trazendo presídios. Infelizmente é o que nós temos visto.
 
GCN - O seu partido é um dos maiores críticos do modelo de concessão de rodovias adotado pelo PSDB, principalmente no que se refere ao preço das tarifas dos pedágios. Em contrapartida, as rodovias de São Paulo são as melhores do País. Caso eleito, o que o senhor propõe para reduzir o preço do pedágio e manter a qualidade das vias?
Pelizaro -
Ainda bem que tem um partido como o PT, que faz esse tipo de crítica. O PT não é o partido do amém nem tem os deputados do amém como os dois representantes de Franca. Quando foi para votar na Assembleia Legislativa para aumentar o número de praças de pedágio, os deputados de Franca, Gilson de Souza e Roberto Engler, votaram sim. Aí, quando é sabatinado, vem falar que é contra. Tenho uma posição clara com relação aos pedágios. Primeiro precisamos rever realmente os contratos. O nosso candidato Mercadante (Aloizio Mercadante, que disputa o governo) tem falado muito disso. Se tiver essa revisão, vou embutir que o trecho entre Franca e Ribeirão Preto não tenha duas praças de pedágio, mas uma só. É um absurdo o povo de Franca pagar tão caro para ir só até Ribeirão. Gasta-se mais de pedágio do que de gasolina. Acho que tem que desonerar os impostos e fazer uma revisão dos pedágios.
 
GCN - Candidato, todo mundo reclama do preço do pedágio, mas o fato é que é uma questão difícil. Vários outros estados, governados por políticos do PT, não conseguiram apresentar modelos alternativos eficientes.
Pelizaro -
Vou discordar da sua opinião. O governo federal fez um novo modelo de concessões de pedágios. Garantiu que, pelo menos, de 100 em 100 quilômetros tenha uma praça de pedágio e com valor muito inferior ao o que é praticado em São Paulo. R$ 3,80 é o que se paga em um pedágio nas estradas federais. Não posso aqui discutir a questão dos outros Estados. Tenho que discutir a questão do Estado de São Paulo. Acho que o povo paulista não está satisfeito com o tanto de pedágio que paga. O povo de Franca talvez não tenha essa informação, mas ser dono hoje de concessionária no Estado de São Paulo é melhor que ser dono de banco, é melhor que ser dono do Bradesco. O lucro que é efetivado por essas empresas é muito maior do que o das agências bancárias que todo mundo critica.
 
GCN - Uma das maiores reivindicações de empresários calçadistas de Franca é a redução gradativa do ICMS de 12 para 7%. O senhor acredita que seja possível essa desoneração? Qual é a proposta do senhor para a indústria calçadista local?
Pelizaro -
Não só concordo com a redução, como acho que tem que ter agências regionais de desenvolvimento para fazer esse debate. Cada região do Estado tem uma peculiaridade. A região de Franca tem a questão do calçado. O governo federal tomou medidas, como a redução do IPI durante a crise econômica mundial. O Brasil foi um dos primeiros países a sair da crise porque o governo tomou medidas imediatas com relação a isso. Nós não vimos nada disso no Estado de São Paulo. É sobretaxa em cima de sobretaxa, impostos em cima de impostos. Defendo a desoneração dos produtos manufaturados. Acho que a proposta dos empresários, que reduz o ICMS a 7%, tem que ser levada em consideração.
 
GCN - O senhor citou a desoneração feita pelo Lula em alguns setores, mas ele disse, há algumas semanas, que a carga tributária brasileira é adequada e que ela precisa ser mantida nestes níveis para sustentar o crescimento do Brasil. O senhor concorda com o presidente?
Pelizaro -
Olha, o presidente dever ter suas razões. Ele conhece muito bem a máquina do governo federal e, para dizer da forma que disse, ele deve ter um conhecimento muito claro, muito pleno com relação a isso. Sou a favor da reforma tributária e sou a favor também de o Estado de São Paulo entrar na guerra (fiscal). Se ficar dormindo de touca, vai ficar difícil manter as empresas aqui.
 
 
TERCEIRO BLOCO
GCN - Há anos, um dos maiores pleitos de Franca junto ao governo do Estado, em termos de saúde pública, é a regionalização da Santa Casa de Franca, que convive constantemente com falta de recursos. O que o senhor pretende fazer para diminuir os problemas do hospital?
Pelizaro -
Infelizmente, quem tem pagado o pato dos desmandos da saúde tem sido a Santa Casa. A gente vai ler as reportagens com relação ao tema da saúde e ninguém coloca quem são os verdadeiros culpados. Como, por exemplo, o fato de ter tirado a gestão plena do município de Franca quando o município era dono do seu próprio nariz. Infelizmente, agora está na mão do Estado, de uma forma extremamente incompetente e sem fiscalização. Os nossos dois deputados, Roberto Engler e Gilson de Souza, não cumprem o seu papel de fiscalizador. O deputado, além de propor emendas parlamentares, que são importantes para a região, tem que fiscalizar, independentemente de quem seja o governador. Outra questão que está se falando muito é do AME (Ambulatório Médico de Especialidades). E aí, os nossos deputados, tanto o Roberto Engler quanto o Gilson de Souza, dizem que são amigos do governador, que tomam cafezinho lá no Palácio dos Bandeirantes, inclusive com a primeira-dama. Só que foram feitos 32 AMEs no Estado de São Paulo e só agora está chegando a Franca. Poderiam ter aproveitado esta amizade com o governador e resolvido essa questão da saúde pública em Franca.
 
GCN - O senhor criticou o prefeito, o governo do Estado e os deputados pelos problemas de saúde pública da cidade. Mas o governo municipal do PT também tinha problemas com a Santa Casa. Fez uma intervenção e ainda assim pessoas continuavam morrendo. O problema da saúde não é maior do que o dos políticos? Não é um problema grave? E mais, não depende estritamente do governo federal, que controla o SUS?
Pelizaro -
Aquela intervenção foi feita não por vontade do governo municipal. Foi uma imposição do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual, que falaram: “Ou toma providência ou então nós vamos tomar atitudes contra a prefeitura”. O Gilmar (Dominici, prefeito à época) foi obrigado a tomar medidas naquela ocasião. E eu queria só relembrar: quantas pessoas morriam naquela época esperando fax para serem internadas?
 
GCN - Não esperavam o fax, mas morriam nos corredores...
Pelizaro -
A gestão tem que estar na mão do município. Quem sabe dos seus problemas é o município. A conta do fundo municipal de saúde, que recebe os recursos dos governos federal e estadual, tem que ser gerida pela nossa regional, que é Franca. Franca não pode ficar à mingua, pedindo autorização em São Paulo.
 
GCN - Mas candidato, a gestão do hospital esteve nas mãos do governo petista que, pela primeira vez, pôde, não só fiscalizar, como conduzir os destinos do hospital. E ainda assim é tida como desastrosa, não melhorou a gestão e não melhorou as dívidas. Não é uma questão dificílima?
Pelizaro -
O senhor (Corrêa Neves Jr., jornalista e um dos entrevistadores) está defendendo a estatização da Santa Casa, é isso?
 
GCN - Não. Estou perguntando para um candidato que criticou todo o modelo vigente e participou de um anterior qual a opinião dele.
Pelizaro -
O governo do PT não quis estatizar. Não era intenção do PT que a prefeitura fosse dona da Santa Casa. A Santa Casa cumpre o seu papel, tem lá a sua diretoria. Acho que tem que se estabelecer uma parceria mais séria. Tem deputado que acha que ajudar a Santa Casa é só levar emendinhas para comprar um aparelhinho aqui, um aparelhinho ali. Acho que você tem razão. A questão da Santa Casa envolve uma discussão muito mais ampla. Não é só com emendinha que vai resolver o problema do hospital.
 
GCN - Alguns críticos o acusam de exercer, em seu último mandato de vereador, uma oposição exagerada na Câmara Municipal. Dizem que o senhor se manifestava contrário a tudo só porque o prefeito é seu adversário político. Caso seja eleito deputado, o senhor terá dois anos de convivência forçada com o prefeito Sidnei Rocha. Como espera que seja o relacionamento entre ambos?
Pelizaro -
Espero que seja republicano. Da minha parte, vai ser. Não vou diferenciar prefeito por causa de partido. Assim que for eleito deputado estadual, a primeira pessoa que vou procurar para colocar meu serviço à disposição vai ser o prefeito Sidnei Franco da Rocha. Acho que as picuinhas políticas têm que ficar de lado e temos que pensar no bem comum, nas políticas públicas que o Estado pode desenvolver na nossa região.
 
GCN - O senhor comandou a Prohab em Franca, onde teve contato direto com as dificuldades que os mutuários de conjuntos habitacionais enfrentam. Dois conflitos chamam mais atenção: o dos mutuários do Parque do Horto e o dos comerciantes instalados no Leporace. O senhor acredita que esses problemas têm solução? Qual seria?
Pelizaro -
São duas questões diferentes. O Parque do Horto não necessariamente depende de política estadual para ser resolvido. Precisa de uma alteração de uma lei federal para adequar a questão do Parque do Horto. Agora, acho que a questão do Leporace está faltando um pouco de responsabilidade social para tratar o tema. Estão levando muito à risca a questão da legislação. Acho que a lei pode ser flexibilizada e podem achar um meio termo para resolver aquela questão sem demolir. Se for deputado estadual, vou ter todo empenho para não deixar demolir as lojinhas.
 
 
QUARTO BLOCO
GCN - Desde o fim da administração do ex-prefeito Gilmar Dominici, o PT vem perdendo força em Franca. Os candidatos do partido, Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante, são os que apresentam maior rejeição nas pesquisas eleitorais. Como o senhor espera vencer o estigma associado ao PT em Franca?
Pelizaro -
Esses números não coincidem com os nossos. Nós temos pesquisas internas, que não foram registradas, que não avaliam dessa forma. Quero dizer que também não concordo que o PT tenha perdido força. Pode ser que em um período perdeu, mas ele tem recuperado a força. Vou te dar o exemplo da última eleição de prefeito. Saímos de 32 mil votos para 45 mil. Isso é um sinal de recuperação. E agora tem a onda Lula, com a aprovação do governo federal. Franca não é uma ilha. O povo de Franca vai saber avaliar adequadamente. Só quero dizer que tenho certeza de que o PT está em ascensão nesse momento e isso vai ser refletido no dia 3 de outubro na urna. Além do trabalho que vamos fazer no Estado, como obrigação de deputado estadual, vou fazer também um trabalho de embaixador de Franca em Brasília. Vou ser o deputado dois em um. Vou aproveitar as oportunidades que o governo federal oferecer para fazer o desenvolvimento da cidade.
 
GCN - O senhor se apresenta, em seu material de campanha, como o deputado do Lula, mas o fato é que o presidente não pisa em Franca há alguns anos. Apesar disso, ele vem com frequência a Ribeirão Preto. O que aconteceu com Franca? Está fora da rota federal do PT? A gente não é tão relevante assim?
Pelizaro -
Eu acho que Franca, no cenário político, é uma cidade bastante importante e o presidente tem consciência disso. O presidente já deve ter vindo a Franca umas 30 vezes aproximadamente. Então, esse desprestígio, como está sendo colocado, não foi ligado ao PT. Lógico, o Brasil é muito grande, o presidente tem consciência disso. E outra coisa, nós não temos o ex-ministro da Fazenda (Antônio Palocci, que é de Ribeirão Preto). O Palocci é de Ribeirão Preto, com certeza, ele está muito próximo ao Lula e deve puxá-lo para Ribeirão.
 
GCN - Mas o Gilmar Dominici não está no Planalto?
Pelizaro -
O Gilmar está cumprindo muito bem o seu papel em Brasília, só não trouxe mais coisas para Franca porque faltou o prefeito levantar da cadeira aqui e visitar Brasília um pouco mais. O presidente Lula também leva isso em consideração. No mandato do prefeito Gilmar, ele veio a Franca. Talvez ele não veio aqui por desinteresse do prefeito municipal.
 
GCN - O senhor citou o ex-prefeito Gilmar Dominici. Nos seus materiais de campanha sempre associa sua imagem à do presidente Lula. Por qual motivo o ex-prefeito não está associado aos candidatos do PT em Franca na atual campanha eleitoral?
Pelizaro -
O Gilmar é meu amigo, é meu irmão. Tenho uma admiração muito grande por ele. O Gilmar foi injustiçado implacavelmente, inclusive pelo atual prefeito. Se você tivesse ido ao desfile de 7 de setembro, você teria me visto junto com o Gilmar fazendo campanha. Nos poucos momentos que ele tem possibilidade de vir a Franca, nós estamos juntos fazendo campanha nas ruas. Não sou ingrato. Meu crescimento político no cenário municipal e até no cenário regio -nal se deve muito ao ex-prefeito Gilmar. Como estamos discutindo temas que são relevantes a nível estadual e o Gilmar está sem um mandato eletivo nesse momento, procuramos colocar aqueles que estão exercendo mandato eletivo.  Agora, eu tenho visto a propaganda dos outros aí também. E tem dois que representam realmente o que é a propaganda. Dois grandes bonecos que estão aí na cidade e é o que representam na Assembléia Legislativa. Dois grandes bonecões que o governador faz o que quer com eles, o Roberto Engler e o Gilson de Souza.
 
GCN - No Estado de São Paulo, recentemente, foram criadas leis que limitam as liberdades individuais, como a lei antifumo que proíbe fumar em recintos fechados, a bem da saúde pública. O que o senhor acha dessa medida?
Pelizaro -
Eu sou favorável, porque não sou fumante, nunca fumei. Acho que a política adotada pelo governo do Estado tem sido correta. Mas acho  também que um trabalho de conscientização precisa ser feito para inibir cada vez mais que as pessoas fumem.
 
GCN - Na última Francal, realizada em julho, ficou claro que a grande preocupação do setor é aquilo que foi definido durante a feira como apagão da mão de obra na cidade, ou seja, o ritmo de crescimento é tão grande que você não consegue encontrar funcionários preparados na medida necessária. O que o senhor propõe para enfrentar esse problema?
Pelizaro -
O governo do Estado não acompanhou o ritmo de crescimento do Brasil. Temos que qualificar o nosso trabalhador. Existem vagas sobrando e nem sempre a gente tem pessoas qualificadas para ocupá-las. Acho que a obrigação do Estado é trabalhar a qualificação profissional. Quero, como deputado estadual, priorizar a demolição do cadeião do Guanabara e criar lá um centro tecnológico para que as pessoas sejam qualificadas para trabalhar no segmento do calçado e também em outros segmentos. A política que o governo do Estado tem que adotar é aumentar o número de cursos da Fatec e vou defender isso.

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