Secretário de Saúde promete investigar ocorrências do 'Janjão'


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Desde quinta-feira sem atender a reportagem, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, quebrou o silêncio ontem. Disse que, como no caso de Maria das Graças, 47, e Luciana Cruz, 21, a morte de Leandro será investigada. “Todo atendimento será apurado, além do histórico de saúde dos pacientes”.
 
Em relação a essa ser a terceira morte de pacientes  pouco tempo depois de serem atendidos no  Pronto-Socorro “Janjão”, o secretário disse que a unidade “é a única (pública) na cidade para atender urgência e emergência, onde as pessoas chegam com risco de morrer. Mas falar em omissão não se deve, porque os três usuários receberam atendimento. Comprovar se houve negligência, é algo que demanda investigação”. 
 
Além da necessidade de esclarecimento sobre a sequência de três mortes, há um outro dado que deve ser avali ado. Um dos médicos que atenderam o adolescente Leandro foi o clínico e emergencialista VCO, 60. Contra o profissional pesam, desde 2009, cinco denúncias de pacientes que alegam ter sido vítimas de omissão de atendimento por parte do médico, sofrido abuso ou falta de edu cação. Uma das queixa mais recentes foi registrada dia 8 de setembro por uma cabelei-reira de 35 anos que decla-rou à polícia que esteve no “Janjão” com alergia nos braços e o médico VCO pediu para examinar suas nádegas e a região pubiana. Ela ficou indignada com a conduta dele e registrou boletim de ocorrência. O secretário de Saúde disse que foram abertas sindicâncias para apurar as denúncias e que em alguns casos não houve provas. Por essa razão, o médico conti-nua a atuar na rede.
 
A saúde pública ainda protagonizou nessa semana  mais uma ocorrência séria.  O médico do “Janjão”, Marcelo Rosa da Silva, desesperado por não conseguir vaga na Santa Casa depois de quatro horas de tentativa, levou duas pacientes até o hospital para forçar o atendimento na madrugada de sexta-feira, 10. As pacientes foram atendidas. O secretário não quis comentar esse caso.

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