Morreu dia 8 em sua casa, aos 55 anos, a conhecida cirurgiã dentista Mônica Rehder Wimmers Ferreira, um dos expoentes da comunidade neo-catecumenal da Igreja Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Ela viveu intensa luta contra o câncer por 5 anos, mas o fez a seu modo, brindando familiares e amigos com aceitação plena do que considerava “plena vontade de Deus”, conforme disse ao Comércio seu marido, também cirurgião dentista, Sérgio Augusto Ferreira.
Mônica aposentou-se recentemente, após 30 anos de exercício profissional. Trabalhou sempre ao lado do marido em tradicional consultório estabelecido na Rua Afonso Pena, bairro Cidade Nova. Era filha de Friedrich Wimmers e Maidy Magdalena Rehder Wimmers; irmã de Anamaria, Carlos e Frederico, este último falecido. Com Sérgio viveu casamento de 29 anos. Tiveram dois filhos, Samuel e Maidy, ela já formada dentista e ele, em tempo final de formação na mesma profissão dos pais.
Sérgio disse que sua mulher deixou lições grandiosas de crença em Deus e alegria pela vida, que considerava o maior dos dons. Religiosa e evangelizadora, esteve ligada ao Neo-Catecumenato da Catedral de Nossa Senhora da Conceição pelos últimos 23 anos. “Viveu em alegria plena até seus últimos dias. Jamais reclamou ou perguntou porque teve a doença que a consumiu”.
Nas últimas semanas, dizia a quem gostava e aos que a visitavam, que “embora o câncer fosse a maior das desgraças que podem atingir um ser vivo, via, em si, a graça de Deus expressada na doença”. Agia assim porque o sofrimento – conta Sérgio – permitiu a ela, em várias oportunidades, ajudar a outros acometidos com palavras de solidariedade e paciência.
O casal aproveitou o tempo que restava a Mônica, com todas as forças. “Ela gostava imensamente de viajar e, cada oportunidade que surgiu, estivemos juntos”. Adorava excursionar com suas amigas. Conheceu vários países, andou pelos quatro cantos do Brasil, percorreu os “caminhos de São Paulo” na Turquia, conforme sua fé lhe pediu.
“Morreu em casa, em sua cama, nos braços dos filhos, ao lado de quem gostava”, concluiu Sérgio. O velório, que recebeu centenas de amizades, aconteceu no São Vicente de Paulo. O sepultamento foi realizado às 10 horas do dia 9, no Cemitério da Saudade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.