A nova prestação de contas apresentada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que os candidatos com base eleitoral em Franca conseguiram arrecadar até agora cerca de R$ 1,075 milhão para suas campanhas. Ao mesmo tempo, os comitês dos 15 postulantes à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional, que declararam a segunda parcial no site do TSE, gastaram R$ 871 mil (confira mais no apoio).
De todos os 15 de Franca, apenas Capitão Lídio (PSC) e Roberto Freitas, o Carola (PSOL), não tinham atualizações de suas contas disponíveis até o fechamento desta edição. Lídio, que estima ter arrecadado e gasto R$ 4 mil, afirmou que sua prestação ainda não foi entregue pois ainda aguarda o recebimento de comprovantes de doações. Já Carola, através de sua assesoria, informou que a documentação já foi entregue ao TSE. Ele estima ter recebido R$ 4,5 mil em doações de pessoas físicas, sendo que o mesmo valor já foi consumido.
A parcial também evidencia o abismo financeiro entre as campanhas das candidaturas de maior e menor estrutura. Os candidatos que tentam a reeleição Gilson de Souza (DEM), Marco Aurélio Ubiali (PSB) e Roberto Engler (PSDB) concentram os maiores valores. Seguidos pelo candidato petista, Gilson Pelizaro. Os quatro arrecadaram o equivalente a 80,29% de tudo o que foi conseguido pelos candidatos com base eleitoral em Franca.
Os rendimentos e despesas mais vultosos são de Marco Aurélio Ubiali (PSB), que tenta à reeleição para deputado federal. Ubiali, sozinho, declarou, na segunda parcial, ter arrecadado R$ 346.651 e gasto R$ 244.861,61, valores superiores à soma de todos os nove candidatos que nunca ocuparam a cadeira de deputado -que conseguiram créditos de R$ 210.457,66 e gastaram R$ 124.686,51. De acordo com Ubiali, sua grande fonte de receitas vem das indústrias, reflexo, segundo ele, de sua atuação em defesa do setor na Câmara. “Tudo que arrecado eu declaro”, disse. Dentre os nanicos, o que menos gastou foi Sidney Liberti. O candidato a deputado estadual do PC do B arrecadou apenas R$ 718,16. Destes, R$ 566,66 foram gastos.
ORIGEM DO DINHEIRO
Os dados do TSE apontam que a maior parte dos candidatos a deputado conta com a ajuda de empresas para financiar suas campanhas. Dos 15 políticos, dez tiveram a ajuda de pessoas jurídicas, fonte geradora de uma receita total de R$ 675.561. Destaque também para os recursos próprios, que somam R$ 122.380 declarados ao todo por sete candidatos. Doações de pessoa físicas somam R$ 75 mil.
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