Se eleito, Skaf promete fazer uma revolução no Estado de São Paulo


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CLARO E OBJETIVO - Por mais de uma hora, Paulo Skaf foi sabatinado ontem pelo GCN Comunicação. Direto e muito objetivo, apresentou suas propostas para as áreas de educação, saúde e segurança
CLARO E OBJETIVO - Por mais de uma hora, Paulo Skaf foi sabatinado ontem pelo GCN Comunicação. Direto e muito objetivo, apresentou suas propostas para as áreas de educação, saúde e segurança

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O candidato ao governo do Estado pelo PSB, Paulo Skaf, foi sabatinado pelo GCN Comunicação ontem. Estreante na política, ele disse que o povo está cansado dos políticos tradicionais e se apresentou como alternativa de renovação. Prometeu implantar o que chamou de “melhor projeto de segurança do mundo” em São Paulo, reformular a educação e arrumar o setor de saúde. “Entrei na política para buscar eficiência, resultados concretos para as pessoas. A palavra de ordem é gestão. Peço aos eleitores que me dêem esta oportunidade para transformar o Estado de São Paulo”.


Foi a segunda visita do presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a Franca na atual campanha eleitoral. No dia 21 de julho, participou da inauguração do seu comitê no Centro. Ontem, ele retornou exclusivamente para participar da sabatina. Estava acompanhado de assessores, do deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) e dos empresários Wainer Machado, Saulo Pucci e Laércio Barbosa.


Skaf disse que decidiu entrar para a política por causa da falta de eficiência na administração pública. Uma conversa com o presidente da República foi decisiva para que se filiasse a um partido pela primeira vez. “O Lula me falou: ‘Skaf, não adianta ficar reclamando. O que você precisa é entrar na política e fazer de forma diferente’. Aceitei o desafio. Pretendo fazer desse Estado uma referência para o resto do País e para o resto do mundo”.
 

A transformação passa pela adoção de um novo sistema de comando e controle da segurança pública, pela implantação do período integral para alunos do ensino fundamental e pela melhora da gestão do serviço de saúde. Skaf disse que tem uma relação de muitos anos com o setor calçadista e que fará de tudo para aumentar sua competitividade. Ele afirmou ainda que é contra a guerra fiscal. “Como governador, vou promover uma reforma tributária no Brasil. Vou acabar com a guerra fiscal, que é uma realidade do século passado”.
 

Skaf reconheceu que implantar suas propostas, caso eleito, não será tarefa fácil. “Nada na vida é tão simples. Ser candidato a governador de São Paulo não é tão simples. Agora, existe o caminho. Você persegue e faz com que aconteça”.

 

DROGAS
Liberar a venda e o consumo de drogas como maconha, na visão de Skaf, é o mesmo que o Estado assumir sua incapacidade de combater o narcotráfico. Por isso, Skaf é contra a legalização do consumo e defende um combate mais rígido aos traficantes. “Traficante é criminoso, tem que ser penalizado, tem que ser cercado, tem que ser sufocado. E o usuário também é crime. A penalidade para o usuário é orientação e tratamento, mas também é crime”.

SEGURANÇA
Para resolver a criminalidade no Estado, Skaf sugere a integração das polícias, de modo que haja um serviço de inteligência comum; treinamentos especiais, investimento em alta tecnologia e aumento de salários. “Uma tropa de mil homens bem equipados com auto-estima e bem informados vale por dez mil homens batendo cabeça”.
 
ENSINO TÉCNICO
Como uma alternativa para solucionar o apagão de mão de obra qualificada, Skaf sugere a ampliação de vagas no ensino técnico. A intenção do candidato é triplicar o número de vagas e dobrar o orçamento para o setor - algo estimado por ele em R$ 2 bilhões. “Eu quero chegar a 450 mil, 500 mil matrículas e oferecer o máximo possível de cursos técnicos”.
 
REVOLUÇÃO
Contrário à progressão continuada, Skaf quer recuperar as escolas públicas com a inserção da educação de período integral para alunos de ensino fundamental. A implantação, segundo ele, vai levar nove anos. Skaf também quer aumentar os salários dos professores em 20% já no primeiro ano de mandato. “Vamos fazer uma revolução na educação do Estado”.
 
PEDÁGIOS
Crítico do valor de pedágios, Skaf afirma que não vai quebrar contratos com as concessionárias das rodovias. Em vez disso, sugere um sistema de compensação, através de descontos de até 50% do IPVA. “Eu não quero enganar ninguém não. Tem candidato que propõe rever os contratos, mas a Justiça, lá na frente, não permite isso. Eu quero fazer o que é possivel”.
 
REFORMA AGRÁRIA
A reforma agrária “bem planejada”, na concepção de Skaf, é importante para o desenvolvimento do Estado. No entanto, o candidato disse que não vai admitir invasões de terra. “A invasão de terras é uma ilegalidade. E no meu governo, não aceito ilegalidades, sejam elas quais forem”.
 
EMPRESÁRIO
Questionado sobre a falta de empresários atuando na política no Brasil, Paulo Skaf afirmou que sua experiência na iniciativa privada é um diferencial diante de seus concorrentes, aos quais atribui cansativos discursos e pouca realização. Diante da afirmação de que poucos empresários historicamente conseguiram ser eleitos, Skaf relembrou Antônio Ermírio de Moraes, que em 1986 obteve votação expressiva para o governo de São Paulo, e se disse muito otimista com a possibilidade de vitória. “Talvez o momento de o Estado de São Paulo ter um governador empresário seja agora”.
 
SETOR CALÇADISTA
O candidato a governador se apresentou como um defensor do setor calçadista e prometeu lutar para ampliar competitividade. Para reforçar seu comprometimento, citou sua relação estreita com Franca, através das realizações que registrou em sua atuação como líder empresarial, além da importância do segmento para geração de empregos. “Sei da importância do setor calçadista. Sei que é um setor de mão de obra intensiva”.
 
GUERRA FISCAL
Skaf não acredita na guerra fiscal para incentivar a vinda de indústrias para São Paulo. Ele defende uma ampla reforma tributária, para acabar com esse tipo de disputa. Na opinião dele, a guerra fiscal é “uma discussão do século passado” e não vai acontecer em sua gestão. “Vou lutar pela reforma tributária”.
 
SAÚDE PÚBLICA
Paulo Skaf disse que, na função de governador, quer padronizar o sistema de saúde e dar aporte financeiro aos municípios paulistas para melhorias no atendimento primário. O candidato promete o recadastramento dos pacientes que aguardam exames e aumentar a utilização dos equipamentos disponíveis. “O primeiro problema na área de saúde não é a falta de recursos, mas a gestão que não é feita de forma organizada”.
 
DESCENTRALIZAÇÃO
Com o objetivo de tornar a gestão estadual mais eficiente, agilizar as decisões e detectar demandas locais mais rapidamente, Skaf reafirmou sua proposta de criar subgovernadorias nas regiões administrativas do Estado. O cargo seria criado através de nomeação do próprio governador e funcionaria como um intermediário entre prefeitos e Estado. “As lideranças de Franca é que sabem suas principais necessidades”, exemplificou.
 
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