Presas de Batatais já estão na cadeia do Guanabara


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As presas que ocupavam a cadeia de Batatais já estão recolhidas em Franca. Ontem a Delegacia Seccional providenciou a remoção de 135 mulheres para as celas da cadeia do Guanabara.
 
A medida foi adotada devido à superlotação que a unidade prisional da cidade vizinha vinha enfrentando. O local foi construído para abrigar 21 detentas, mas nos últimos dias estava com 135 presas. Os 21 homens que estavam recolhidos na cadeia de Franca, presos por não pagar pensão alimentícia ou com mandados de prisão temporária, foram levados na sexta-feira para a unidade de Batatais.
 
O processo de transferência das presas começou por volta das 6 horas. Um ônibus e uma van da Polícia Civil foram usados no transporte das detentas. Escoltados por duas equipes do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Cargas) o “bonde” com as mulheres chegou em Franca por volta das 10h30. Uma a uma, as presas eram retiradas dos veículos e encaminhadas para a “nova casa”. 
 
A desativação da unidade de Batatais se deu após inúmeras denúncias de superlotação. Segundo familiares das detentas, para dormir elas precisavam se revezar em colchões espalhados pelo chão e até mesmo nos banheiros. Até anteontem, as mulheres se amontoavam em apenas seis celas, mas agora serão dividas e abrigadas nas 28 celas existentes no Guanabara. Além do problema da superlotação, as detentas, segundo seus familiares, estavam enfrentando problemas higiênicos na unidade. Uma infestação de sarna teria atingido algumas mulheres. A maior parte delas desceu do ônibus comentando que estavam felizes com a transferência para a cadeia do Guanabara, pois alegavam não aguentar mais a situação vivida na unidade feminina de Batatais.
 
O diretor da cadeia, Eduardo Lopes Bonfim, acompanhou todo o procedimento de transferência. Assim que as mulheres chegaram ao Guanabara, foram advertidas das normas que deverão ser cumpridas. “Eu disse que elas devem respeitar os funcionários e assim também serão respeitadas. O tratamento para elas será o mesmo dado aos homens. Se tiver enfrentamento, nós estamos preparados para isso. Se quiser conversar e manter a cadeia em ordem, nós vamos ajudar. Falei que aqui não é colônia de férias. Aqui é uma cadeia”, disse Eduardo Bonfim. 
 
O delegado também se comprometeu com as presas em providenciar atendimento odontológico e médico para elas, assim como era feito aos homens antes de serem transferidos para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. 

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